Agro
Mapa orienta consumidores: atenção à procedência e ao registro na compra de bebidas
Com a proximidade das festas de carnaval e o aumento do consumo de bebidas em todo o país, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reforça a importância de o consumidor redobrar a atenção no momento da compra.
Bebida segura é bebida registrada, com origem comprovada e informações claras no rótulo.
O que observar antes de comprar
Para garantir a segurança e evitar riscos à saúde, o consumidor deve verificar:
O número de registro: Toda bebida produzida e comercializada no Brasil precisa ter registro obrigatório no Ministério da Agricultura e Pecuária. O número deve constar no rótulo, de forma legível.
Identificação do fabricante: O rótulo deve trazer nome empresarial e identificação completa do fabricante. Produtos sem identificação clara de origem não oferecem garantia de procedência.
Informações em português: Todas as informações obrigatórias devem estar em português.
Bebidas importadas: No caso de produtos importados, é obrigatório que a embalagem contenha contrarrótulo em português, a identificação do importador; e o número de registro do importador no Mapa.
Integridade do rótulo e da embalagem: desconfie de produtos com rótulos rasurados, apagados ou incompletos; embalagens violadas; e informações inconsistentes ou de difícil leitura.
Por que isso é importante?
Bebidas registradas são produzidas por estabelecimentos fiscalizados pelo Mapa e seguem normas técnicas que garantem:
- Controle de qualidade;
- Atendimento ao Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ);
- Boas Práticas de Fabricação;
- Rastreabilidade do produto.
Bebidas falsificadas, adulteradas ou sem registro podem representar risco à saúde e não oferecem garantia quanto à composição ou à procedência.
Encontrou bebida suspeita?
Caso o consumidor identifique produto irregular ou com indícios de falsificação, a orientação é:
- Não consumir a bebida;
- Registrar denúncia na plataforma oficial do Governo Federal (Fala.BR): https://falabr.cgu.gov.br/web/home
A colaboração do consumidor é fundamental para fortalecer a fiscalização e combater a circulação de bebidas irregulares no mercado.
Informações à imprensa
[email protected]
Agro
Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 65,7 bilhões nos dois primeiros meses da safra 2026/2027
Nos dois primeiros meses da safra 2026/2027, de julho a agosto de 2026, os produtores rurais enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os Demais Produtores Rurais contrataram R$ 65,7 bilhões em operações de crédito rural.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil.
As Cédulas de Produto Rural (CPRs), títulos que permitem ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entrega futura de produtos agropecuários, responderam por R$ 32,4 bilhões do total contratado no bimestre, o equivalente a 49,2% das operações. O volume ficou acima do registrado nas operações de custeio convencional, que somaram R$ 23 bilhões, ou 34,9% do total.
Do total destinado ao custeio da produção, os demais produtores empresariais responderam por R$ 12 bilhões, equivalentes a 52,2% do custeio contratado. Os produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões, correspondentes a 47,8%.
Para a comercialização da produção agropecuária, foram contratados R$ 4 bilhões em crédito no período. Já as operações destinadas à industrialização somaram R$ 2,9 bilhões. Em ambos os casos, os recursos ficaram concentrados entre médios e grandes produtores.
As operações de investimento, destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, somaram R$ 3,5 bilhões no bimestre. Entre os programas específicos, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações, enquanto o RenovAgro somou R$ 413 milhões.
SEGMENTAÇÃO POR PORTE DO PRODUTOR
Na análise por segmento, os demais produtores rurais, fora do Pronamp, responderam por R$ 22 bilhões, equivalentes a 33,5% do total concedido no período. O Pronamp registrou R$ 11,4 bilhões em concessões, o equivalente a 17,3% do total.
Ao todo, a agricultura empresarial registrou 70.657 contratos de crédito rural no bimestre. Desse total, 23.478 foram operações de CPRs, que representaram parcela significativa das contratações realizadas nos dois primeiros meses da safra.
Entre as regiões do país, o Sul concentrou o maior número de contratos, com 22.631 operações, e registrou R$ 11,7 bilhões em crédito. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 9,6 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 7,2 bilhões. O Nordeste e o Norte registraram, respectivamente, R$ 3,2 bilhões e R$ 1,7 bilhão em concessões no bimestre.
O levantamento também mostra diferenças no valor médio das operações entre as regiões. O Nordeste apresentou o maior valor médio por contrato, de R$ 1,05 milhão, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 1,03 milhão. O Sul, apesar de registrar o maior número de contratos e o maior volume de crédito entre as regiões, apresentou o menor valor médio, de R$ 516,5 mil.
FONTES DE RECURSOS
Entre as fontes de recursos utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios (parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem destinar ao crédito rural) foram a principal fonte controlada no período, com R$ 9,9 bilhões, equivalentes a 41% do total de fontes controladas.
A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada somou R$ 6,7 bilhões, correspondentes a 28% das fontes controladas.
Entre as fontes não controladas, formadas por recursos captados livremente pelas instituições financeiras no mercado, a LCA Livre foi a principal, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.
RECURSOS EQUALIZÁVEIS
A programação orçamentária de recursos equalizáveis para a safra 2026/2027 totaliza R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170, de 22 de julho de 2026. Esses recursos são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo Governo Federal, com a equalização da diferença em relação às taxas de mercado.
Nos dois primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 10,9 bilhões em recursos equalizáveis.
Entre os programas de investimento com recursos equalizáveis, o RenovAgro registrou o maior volume de contratações no período, com R$ 412,9 milhões, seguido pelo Pronamp, com R$ 380,3 milhões, e pelo Moderfrota, com R$ 250,2 milhões.
Nas operações equalizáveis de investimento, Banco do Brasil e BNDES concentraram, juntos, cerca de 77% das concessões do período, com participações de 39,8% e 36,8%, respectivamente.
Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil respondeu por 45,6% das concessões, seguido pelo Sicredi, com 16,7%, e pela Cresol, com 12,9%.
Informações à imprensa
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