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Mapa apresenta Programa Nacional de Rastreabilidade Voluntária na AgriZone

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Durante os painéis da AgriZone desta quarta-feira (19), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou o Programa Nacional de Rastreabilidade Voluntária, após a assinatura do protocolo de intenções para a melhora da rastreabilidade das cadeias produtivas do agronegócio no Brasil.

A assinatura ocorreu na última terça-feira (18) entre o secretário-executivo da Pasta, Irajá Lacerda, e representantes da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (Anatc) e do Rio Portos. Na COP30, a apresentação ocorreu no painel principal da AgriZone, o AgriTalks, pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro.

O Programa irá criar um modelo nacional de rastreabilidade, garantindo mais proteção, eficiência, segurança, rapidez e produtividade. A tecnologia adotada permitirá a leitura automatizada, integrando dados públicos e privados em um sistema unificado de rastreamento. O modelo utiliza um padrão público e nacional, baseado em tecnologias avançadas e sistemas integrados que possibilitem monitorar e rastrear toda a cadeia produtiva e logística, do produtor rural ao destino.

“O Brasil dá um passo decisivo rumo a um agro mais moderno e transparente. Com o Brasil-ID, estamos criando um sistema capaz de oferecer mais proteção, eficiência, rapidez e segurança para toda a cadeia produtiva”, afirmou o secretário Marcelo Fiadeiro.

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Fiadeiro destacou ainda que a rastreabilidade voluntária não é apenas uma exigência de mercado, mas uma ferramenta estratégica para a sanidade animal e vegetal, segurança alimentar e fortalecimento da credibilidade internacional. Organismos internacionais, como a FAO, têm reiterado que sistemas robustos de rastreabilidade são fundamentais para assegurar transparência, reduzir riscos sanitários e ampliar a confiança do consumidor.

Além disso, o novo modelo reforça a capacidade do Brasil de atrair parcerias, ampliar mercados e intensificar a cooperação internacional.

O PNRV integrará o Programa Agro Brasil + Sustentável em um ecossistema digital que reúne rastreabilidade, boas práticas e sustentabilidade. A adesão é voluntária e os benefícios são diretos.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agro

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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