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Agro

Mais de 440 mil produtores rurais renegociam dívidas pelo programa Desenrola Rural

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O programa Desenrola Rural, criado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para facilitar a regularização fiscal de pequenos produtores rurais, alcançou resultados expressivos em 2025. Desde o lançamento do Edital nº 3/2025, já foram firmados mais de 440 mil acordos, totalizando R$ 20,3 bilhões em dívidas renegociadas.

Segundo Theo Lucas Borges, assessor especial da procuradora-geral da Fazenda Nacional, o sucesso do programa está relacionado às condições vantajosas oferecidas aos agricultores. O edital prevê descontos de até 70%, parcelamento em até 145 meses e entrada dividida em 12 prestações.

Entre fevereiro e dezembro de 2025, o programa regularizou 881 mil débitos, garantindo R$ 6 bilhões em descontos e ampliando o número de produtores com situação fiscal regularizada.

Regularização fiscal devolve acesso ao crédito e fortalece agricultura familiar

Um dos principais diferenciais do Desenrola Rural é a agilidade na recuperação do crédito. Após o pagamento da primeira parcela, o produtor rural já recebe a Certidão Positiva de Débito com Efeito de Negativa (CPDEN) e é automaticamente retirado do Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados (Cadin).

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Essa regularização permite que o agricultor volte a ter acesso a linhas de financiamento do Plano Safra e de outros programas federais em poucos dias, o que representa uma oportunidade importante de retomada financeira no campo.

O procurador Eduardo Bucci, da PGFN, destacou que o impacto do programa vai além dos números. Para ele, a iniciativa reforça o papel estratégico da agricultura familiar na economia e na segurança alimentar do Brasil.

“A agricultura familiar é quem realmente alimenta o povo brasileiro. Garantir regularidade fiscal é permitir que esses produtores possam investir em fertilizantes, maquinário, irrigação e dignidade”, afirmou Bucci.

Adesões seguem abertas até o fim de janeiro de 2026

Para contemplar ainda mais produtores, o programa teve seu prazo de adesão prorrogado até 30 de janeiro de 2026. A PGFN estima que, até essa data, o número de acordos ultrapasse 450 mil, com mais de R$ 22 bilhões em dívidas renegociadas.

A expectativa é de que a iniciativa continue impulsionando a regularização fiscal no campo e ampliando o acesso dos pequenos produtores às políticas públicas de crédito rural.

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Desenrola Rural fortalece a relação entre governo e contribuintes

Além dos resultados financeiros, o programa também trouxe ganhos institucionais para a PGFN. Segundo Bucci, o modelo de análise individualizada da capacidade de pagamento dos produtores contribui para uma relação mais transparente e humanizada entre o órgão e os contribuintes.

“Esses modelos mostram que o Estado enxerga o cidadão e entende sua realidade. Isso fortalece a imagem institucional da PGFN e aumenta a confiança da sociedade”, destacou o procurador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico

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O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.

Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história

O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.

A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.

Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras

Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.

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A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.

Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento

A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.

Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.

Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas

Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.

O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.

Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.

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Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.

As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.

Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior

Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.

Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.

“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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