Paraná
Luana Navarro é próxima artista a expor no Espaço Vitrine, do Museu Paranaense
O Museu Paranaense abre ao público a exposição “PROCUREM-SE”, da artista visual paranaense Luana Navarro, neste domingo (24), a partir das 11h. Contemplada pelo III Edital de Ocupação do Espaço Vitrine do MUPA, essa é a primeira mostra individual da artista no museu. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos.
O projeto “PROCUREM-SE” começou em 2018. De lá para cá, o trabalho tomou forma como um adesivo de distribuição gratuita, que ao longo dos anos ocupou diversos espaços, públicos e privados. Agora, a proposta se instala no Espaço Vitrine do MUPA com outra dimensão e uma nova forma de existir a partir do espaço museológico.
No texto crítico da exposição, a poeta, tradutora e pesquisadora Julia Raiz aponta uma abertura de diálogo de Luana Navarro com o trabalho desenvolvido em 2002 pela artista visual Lenora de Barros, chamado “Procuro-me” (2002). “A palavra única de Luana Navarro não é capturada por um único lugar. Ela se mantém porque está registrada na memória da parede. Mesmo depois que coberta de tinta, a palavra permanecerá aqui, invisível, abaixo da superfície”, afirma.
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ARTISTA – Luana Navarro (Maringá, 1985) desenvolve projetos com fotografia, vídeo, performance, leituras e textos. Em 2022 foi uma artistas selecionadas no 11º Salão Nacional Victor Meirelles, realizado no MASC, em Florianópolis. Participou de diversas exposições no Brasil e em 2015, 2016 e 2017 da exposição “Develar y Detonar”, realizada na Espanha, México e EUA.
Em 2016 organizou e lançou as publicações “Corpo sem sinônimo” e “Biblioteca para corpos em expansão”. Sua produção artística recente parte de contextos políticos específicos e propõe um jogo a partir da imagem da artista e as possibilidades de deslocamento de discursos e presenças. Tem especial interesse pela palavra, a leitura em voz alta e a imagem do corpo como dispositivo de criação. É uma das artistas idealizadoras do espaço cultural Alfaiataria, em Curitiba, onde atuou de 2019 a 2022 como artista-gestora.
SOBRE O EDITAL – O Edital de Ocupação do Espaço Vitrine é um programa do Museu Paranaense que tem como objetivo trazer propostas de exposição nas áreas de artes cênicas, artes visuais, design, arquitetura e pesquisa em diálogo com as disciplinas científicas da instituição, como antropologia, arqueologia e história, promovendo a interdisciplinaridade entre esses diferentes campos de atuação, em exposições gratuitas dentro do próprio museu.
Serviço:
“PROCUREM-SE”, por Luana Navarro
Proposta contemplada no III Edital de Ocupação do Espaço Vitrine
Abertura: domingo, 24/09, às 11h
Entrada gratuita
Museu Paranaense: Rua Kellers, 289, São Francisco – Curitiba
Fonte: Governo PR
Paraná
BRDE amplia Fundo Verde com aporte de R$ 3,6 milhões para projetos no Paraná
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) aprovou um novo aporte de R$ 3,6 milhões ao Fundo Verde e de Equidade para aplicação em projetos elegíveis no Paraná. A destinação tem como base o lucro líquido auferido pelo banco em 2025 e reforça a agenda de sustentabilidade da instituição, em uma iniciativa divulgada neste Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5).
Nos três estados de atuação do BRDE — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — o novo aporte ao Fundo Verde e de Equidade soma R$ 10,82 milhões, respeitado o limite equivalente a 1,5% do lucro líquido do último exercício. Com a nova dotação, o volume acumulado destinado ao instrumento chega a quase R$ 40 milhões desde 2021.
O Fundo Verde e de Equidade é um instrumento operacional e financeiro criado pelo BRDE para apoiar, com recursos não reembolsáveis, projetos socioambientais e climáticos com potencial de impacto positivo. Os recursos podem ser aplicados em iniciativas voltadas à preservação ambiental, adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, proteção da biodiversidade, economia circular, uso sustentável dos recursos naturais, inovação socioambiental, turismo sustentável e promoção da equidade. Cada projeto pode receber até R$ 200 mil.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o novo aporte confirma o papel do banco como instituição de fomento comprometida com uma agenda de desenvolvimento de longo prazo. “O Fundo Verde traduz uma decisão estratégica do BRDE: reinvestir parte do resultado do banco em projetos capazes de gerar impacto ambiental, social e econômico. É uma forma concreta de transformar lucro em legado, apoiando iniciativas que ajudam a preparar o Paraná e toda a Região Sul para os desafios climáticos e para uma economia mais sustentável”, afirma.
No Paraná, os recursos serão aplicados em projetos elegíveis, conforme as regras e critérios de enquadramento do Fundo. A seleção considera a aderência das propostas aos objetivos socioambientais do instrumento, a relevância pública das iniciativas e a capacidade de gerar resultados mensuráveis para o território.
O diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, destaca que a destinação reforça a governança do banco na aplicação de recursos próprios para finalidades de interesse público. “Ao vincular parte do lucro líquido ao Fundo Verde e de Equidade, o BRDE consolida uma política permanente de apoio a projetos que geram valor para a sociedade. São recursos não reembolsáveis, aplicados com critérios técnicos, transparência e foco em iniciativas capazes de deixar benefícios concretos para os territórios onde o banco atua”, diz.
O Fundo Verde integra um conjunto de ações voltadas à promoção de impacto socioambiental e climático positivo. O instrumento permite que o banco complemente sua atuação tradicional em financiamento com apoio direto a iniciativas de interesse coletivo, fortalecendo projetos inovadores nas áreas urbana, rural, ambiental, científica, tecnológica e de turismo sustentável.
BIOMAS – Em função da localização geográfica dos três estados do Sul, a atuação do BRDE contribui para a promoção da sustentabilidade em dois dos principais biomas brasileiros presentes na região: o Pampa e a Mata Atlântica. As iniciativas apoiadas podem dialogar com temas como conservação de áreas naturais, restauração ecológica, uso sustentável da biodiversidade, fortalecimento de cadeias produtivas de baixo impacto e valorização de territórios com vocação ambiental e turística.
Para o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, o novo aporte amplia a capacidade do banco de apoiar soluções alinhadas às necessidades ambientais e produtivas do Estado. “Essa atuação se soma a outras iniciativas pioneiras, como o instrumento de créditos de biodiversidade desenvolvido no Estado, em diálogo com a metodologia LIFE, que busca dar valor econômico à conservação e criar novas formas de financiamento para a proteção da natureza”, frisa.
CRÉDITOS – O projeto de créditos de biodiversidade, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado e conectado à metodologia LIFE, busca reconhecer financeiramente ações de conservação ambiental, especialmente em áreas como Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), por meio de créditos certificados e rastreáveis.
Fonte: Governo PR
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