Paraná
Livro do IDR-Paraná apresenta alternativas à dependência da soja no biodiesel
O IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater) lançou nesta semana na ExpoLondrina 2026 o livro “Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, em evento na Arena Futuro do Pavilhão SmartAgro.
A publicação, com 14 capítulos e 849 páginas, reúne contribuições de 38 pesquisadores e apresenta, em linguagem prática, informações voltadas à diversificação da produção, sustentabilidade e geração de renda no meio rural.
“Este lançamento é fruto de um esforço coletivo que integra pesquisa, extensão e parcerias institucionais. Mais do que um compêndio técnico, oferece caminhos concretos para o fortalecimento das cadeias produtivas de oleaginosas”, afirmou a diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino. “Com certeza, vai se tornar um manual prático para técnicos e produtores interessados em diversificar a produção no Estado”.
O livro é resultado de um projeto do IDR-Paraná que, por mais de sete anos, estudou e avaliou, para as condições de solo e clima do território paranaense, a aptidão agronômica de dez espécies oleaginosas: amendoim, canola, cártamo, crambe, girassol, mamona, nabo forrageiro, gergelim, pinhão-manso e tungue. Cada capítulo aborda aspectos botânicos e fisiológicos das culturas, além de práticas de manejo como adubação, controle de pragas e doenças, zoneamento agrícola e colheita. Esses fatores impactam diretamente o rendimento de óleo e são detalhados ao longo da obra.
Outro destaque é a abordagem da cadeia produtiva. A publicação não se limita à produção agrícola, mas avança sobre temas como qualidade dos óleos, processos de extração – incluindo tecnologias como microprensas – e o aproveitamento de coprodutos, como tortas e farelos, fundamentais para a viabilidade econômica do sistema. Esses subprodutos podem gerar renda adicional ao produtor, especialmente quando destinados à alimentação animal, desde que atendam a critérios como teor de proteína e ausência de compostos antinutricionais.
DIVERSIFICAÇÃO – Um dos principais diagnósticos da obra é a dependência da soja como matéria-prima do biodiesel no Brasil. Dados compilados indicam que, em 2021, cerca de 71,4% do biodiesel nacional foi produzido a partir do óleo de soja. “A dependência da cadeia de soja para a produção de biodiesel demonstra baixa sustentabilidade na matriz energética. O desafio é ampliar o leque de oleaginosas, respeitando as condições regionais”, afirmam os autores no capítulo que traça um panorama do setor.
O livro apresenta alternativas técnicas viáveis para diferentes regiões do Estado, considerando fatores como clima, solo e sistemas de produção. Culturas como canola e girassol, por exemplo, aparecem como opções estratégicas para o período de inverno, contribuindo também para a rotação de culturas e a melhoria da qualidade do solo.
PANORAMA – O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de biodiesel. A produção nacional passou de 9,8 bilhões de litros em 2025, impulsionada por políticas públicas como o PNPB (Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel). No Paraná, com produção anual em torno de 2,3 bilhões de litros, o setor vem ganhando relevância com a instalação de usinas e o aumento da demanda por matéria-prima.
Historicamente concentrada na soja, que domina as oleaginosas cultivadas no Estado, a atividade começa a incorporar alternativas, ainda que em menor escala. Dados apresentados na obra indicam, por exemplo, o crescimento do cultivo de canola no Paraná, com área próxima de 8 mil hectares na safra de inverno, especialmente nas regiões Oeste e Sudoeste do Estado. No cenário global, a produção de óleos vegetais, base para o biodiesel, supera o equivalente a mais de 200 bilhões de litros por ano, com destaque para soja e dendê. A obra está disponível para aquisição no site do IDR-Paraná ao custo de R$ 300,00.
Fonte: Governo PR
Paraná
Alunos de 88 colégios da rede estadual participam do Parlamento Jovem
Estudantes participaram, nesta terça-feira (2), das eleições do projeto Parlamento Jovem em 88 colégios da rede estadual, distribuídos em 64 municípios paranaenses. A iniciativa, desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por meio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-PR), conta com a parceria da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e proporciona aos alunos vivência prática do processo democrático e do funcionamento das eleições.
Em todo o Paraná, cerca de 26 mil estudantes atuaram como eleitores e 988 concorreram como candidatos-mirins. Para a realização da votação, foram disponibilizadas 238 urnas eletrônicas, entre equipamentos utilizados e de contingência.
Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o projeto contribui para a formação cidadã dos estudantes ao aproximá-los das instituições democráticas. “A participação no Parlamento Jovem é uma oportunidade singular para que os estudantes vivenciem, na prática, o funcionamento do sistema democrático e do Poder Legislativo. Incentivamos fortemente a adesão dos alunos porque iniciativas como essa fortalecem o protagonismo juvenil, ampliam a compreensão sobre o processo eleitoral e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos”, afirmou o secretário.
Para o chefe da Seção de Educação para a Cidadania Política (SECP) do TRE-PR, Frederico Rafael Martins de Almeida, o projeto representa uma oportunidade de aproximar jovens da Justiça Eleitoral e incentivar a participação cidadã. “Ao conhecer na prática o funcionamento das eleições e do Poder Legislativo, os estudantes desenvolvem competências relacionadas à cidadania, ao diálogo, à ética pública e à participação política responsável”.
CIDADANIA – Segundo ele, o Parlamento Jovem é uma das principais ações de educação para a cidadania política desenvolvidas pelo TRE-PR. “Contribuímos para a formação de novas gerações de eleitores conscientes, participativos e comprometidos com os valores democráticos”, declarou Almeida.
A coordenadora dos Programas Especiais da Seed-PR, Adriana Rigon Wille, destacou que a iniciativa complementa o trabalho desenvolvido pelas escolas na formação cidadã dos estudantes. “É uma experiência muito rica porque os estudantes vivenciam uma eleição de verdade dentro da escola. Eles organizam as chapas, apresentam propostas, fazem campanha e utilizam a urna eletrônica no processo de votação. Tudo isso ajuda a aproximá-los da democracia e torna o aprendizado muito mais significativo”, afirmou.
NOVIDADES – “A edição de 2026 marca uma nova fase do Parlamento Jovem, resultado de um amplo processo de modernização”, destacou Almeida. Entre os avanços implementados recentemente pelo TRE-PR, estão a criação do Regulamento Oficial do Parlamento Jovem e o lançamento de um hotsite que reúne informações sobre todas as etapas do projeto, incluindo cronogramas, materiais pedagógicos, vídeos explicativos, manuais operacionais, modelos de documentos e orientações destinadas às escolas, Cartórios Eleitorais e Câmaras Municipais.
Também foram promovidas capacitações para servidores, professores, equipes pedagógicas e representantes das Câmaras Municipais, além da disponibilização de vídeos, checklists, cartilhas e manuais para consulta permanente. Neste ano, as instituições participantes passaram a formalizar a adesão ao projeto por meio de termos específicos, ampliando a integração entre a Justiça Eleitoral e os parceiros envolvidos.
VEREADORES – O Parlamento Jovem permite aos estudantes vivenciarem todas as etapas de uma eleição, de forma semelhante ao que ocorre nas disputas para cargos políticos. Nos meses que antecederam a votação, os alunos participaram de atividades como registro de candidaturas, campanhas eleitorais, apresentação de propostas e debates, utilizando as mesmas regras e procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.
Os estudantes eleitos serão diplomados e empossados como vereadores-mirins em seus respectivos municípios, passando a desenvolver atividades legislativas ao longo do ano. A proposta busca estimular o protagonismo juvenil e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento dos poderes públicos e os mecanismos de participação democrática.
Fonte: Governo PR
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