Paraná
Litoral tem alta imobiliária, 6 mil novas empresas e promessa de comércio aquecido o ano todo
Novas empresas, aumento nas vendas do comércio e valorização imobiliária. Esses são alguns dos efeitos que os investimentos do Governo do Estado estão levando ao Litoral do Paraná. As obras de infraestrutura, como a revitalização da Orla de Matinhos e a construção da Ponte de Guaratuba-Matinhos, e as ações do Verão Maior Paraná, com eventos esportivos e shows nacionais gratuitos que reúnem milhares de pessoas, estão movimentando a economia e dando uma nova cara à região.
Segundo a Associação Comercial e Empresarial de Matinhos (Acima), as vendas no comércio, especialmente de restaurantes, bares e pousadas, cresceram 40% nesta temporada na cidade. Já os dados da Junta Comercial do Paraná mostram que cerca de 6,4 mil novas empresas foram abertas nos sete municípios da região em 2023. As imobiliárias do Litoral também avaliam que os projetos estão valorizando os imóveis nas praias.
E além do período de veraneio, a expectativa é que os investimentos movimentem a região também fora da temporada. “Ainda somos uma cidade de veraneio, turística, mas com todo esse crescimento e os investimentos que estão vindo para a região, tenho certeza que o futuro será muito promissor”, afirma Jefferson Adriano Serafim, sócio-proprietário da Pé na Areia Assessoria Imobiliária.
Ele destaca que levantamentos das imobiliárias de Matinhos mostram uma valorização de 30% no valor dos imóveis após a obra na orla. “Todos os investimentos e os recursos que estão sendo alocados no Litoral fez com que a nossa praia realmente ficasse em evidência, na vitrine, e isso movimenta o mercado”, diz. “Hoje estamos com 100% da nossa carteira de locação cheia. E isso incentiva as pessoas que vêm conhecer a nossa praia a se motivarem para investir aqui”.
INCENTIVO – O presidente da Acima, Felipe Nascimento, destaca que a programação do Verão Maior está sendo uma grande incentivadora do movimento na temporada, com as praias continuando cheias mesmo após as festas de fim de ano, quando costumam receber mais veranistas. “O pessoal está muito feliz com tudo que vem acontecendo, principalmente com o investimento do Governo do Estado em relação aos shows, o que foi muito acertado”, diz.
“O governo tem investido muito em infraestrutura e olha para o Litoral de um jeito que não foi feito durante anos. O turista vem para o Litoral, vê que as coisas estão mudando, que tem investimentos acontecendo, e quer retornar”, salienta Nascimento. “A nossa expectativa é que ano após ano o Litoral vire cada vez mais referência para o turismo, o que tem atraído novos investimentos. Aqueles que já têm comércio no Litoral estão investindo em novos negócios, e o pessoal de fora tem visto o Litoral com bons olhos”.
Quem confirma essa afirmação é o comerciante Marcelo Felipe Ramos, proprietário da Milk Shake Mix. Ele se mudou para o Litoral com a esposa e os dois filhos em 2021, ainda durante a pandemia, buscando melhor qualidade de vida para a família. Após ver o crescimento no movimento, há exatamente um ano decidiu montar uma franquia de sorvetes em Matinhos.
“Foi algo que nos surpreendeu. Estamos completando um ano de loja e conseguimos nos manter o ano todo, no inverno, no verão”, afirma. “A gente vê que existe potencial. Com a revitalização da orla e toda a infraestrutura que está sendo implantada, muitas pessoas passaram a vir para cá. Estamos a uma hora de Curitiba, então vemos muitas famílias e turistas que vêm no fim de semana, para passar o dia, estão conhecendo a cidade e vendo o potencial e as novas oportunidades”.
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MENOS BUROCRACIA – Além das obras e das ações do Verão Maior Paraná, a facilidade para abrir uma nova empresa no Paraná também contribuiu para ampliar o número de novas empresas na região, avalia o presidente da Junta Comercial do Paraná, Marcos Rigoni.
Com uma média de 10 horas e 39 minutos para consolidar um novo negócio, o Estado bateu recorde de velocidade na abertura de empresas em dezembro. “Isso é fruto do processo de desburocratização promovido pelo Governo do Estado. Como tudo é 100% digital, hoje o profissional, o empresário ou contador fazem toda a sua solicitação via site. O processo de abertura é muito rápido, ele começa e termina pela internet e, dependendo do porte do empreendimento, pode levar apenas alguns minutos”, explica.
Ele destaca que as novas empresas crescendo em todas as regiões do Estado, e que a expectativa é ainda melhor para este ano. “Esse processo vai melhorar com a edição do decreto que reduz ainda mais a burocracia para os empreendimentos de baixo risco. São 770 atividades que terão o processo facilitado na hora de abrir uma empresa”, ressalta. “O volume de empresas abertas é um termômetro que mostra que a economia paranaense está em frequente crescimento, e isso ocorre em todas as regiões do Estado”.
Fonte: Governo PR
Paraná
Tribunal do Júri de Guaíra condena a 31 anos e três meses de prisão homem denunciado pelo MPPR por feminicídio de adolescente indígena
O Tribunal do Júri de Guaíra, no Oeste do estado, condenou nesta sexta-feira, 24 de julho, um homem de 68 anos denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio de uma adolescente de 17 anos, integrante da comunidade indígena Avá-Guarani. A pena fixada foi de 31 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado. O réu, que já estava preso preventivamente, permanecerá recolhido para o cumprimento da condenação.
Áudio do Promotor de Justiça Renan Guilherme Góes de Lima
O crime ocorreu em 20 de fevereiro de 2025, na Aldeia Tekoha Yhovy, em Guaíra. Conforme apurado nas investigações, o denunciado foi até a residência da vítima e, aproveitando-se do momento em que ela estava sozinha na companhia de duas crianças, desferiu diversos golpes de arma branca contra a adolescente, que morreu no local. Após o crime, o autor fugiu.
Denúncia – Na denúncia, o Ministério Público sustentou que o homicídio foi praticado por razões da condição do sexo feminino, no contexto de relação íntima de afeto e de menosprezo à condição de mulher, configurando o crime de feminicídio. Também foram reconhecidas as qualificadoras do emprego de meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima, surpreendida em sua própria residência.
Durante o julgamento, os integrantes do Conselho de Sentença acolheram integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público, condenando o réu por feminicídio qualificado, conforme descrito na denúncia. Os jurados rejeitaram os argumentos da defesa, que buscava afastar a qualificadora do feminicídio e sustentava a ocorrência de legítima defesa.
Indenização – Na sentença, o Juízo também fixou indenização mínima de R$ 50 mil aos familiares da vítima pelos danos decorrentes do crime.
Justiça – O julgamento foi integralmente acompanhado por representantes da comunidade indígena Avá-Guarani. O crime chocou toda a comunidade e a presença foi modo encontrado pelos indígenas para demonstrar a busca pela justiça e respeito à memória da adolescente.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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