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Litoral recebe palestras sobre proteção às mulheres e prevenção ao uso drogas

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A quarta edição da Missão Paraná, que desta vez percorre o Litoral do Estado, começou nesta segunda-feira (8) em Paranaguá. A iniciativa é desenvolvida ao longo de uma semana de atividades que buscam fortalecer a aproximação entre o Governo do Estado, a Secretaria da Segurança Pública (Sesp) e as comunidades locais. A Missão Paraná IV passará por Antonina, Morretes, Paranaguá, Guaratuba, Guaraqueçaba, Matinhos e as ilhas da região.

A programação de abertura contou com duas palestras centrais. A primeira, “Mulher Segura”, foi ministrada pelo coordenador do programa de mesmo nome, coronel Dalton Gean Perovano, que apresentou as frentes de atuação – de caráter permanente e voltada ao enfrentamento à violência de gênero. O programa reúne ações preventivas, como palestras e atividades educativas sobre direitos, empoderamento e autodefesa, e também ações repressivas, como o fornecimento de celulares às vítimas com monitoramento eletrônico simultâneo do agressor e da mulher com medida protetiva.

Segundo o coronel, o fortalecimento da política pública depende da continuidade. “O Programa Mulher Segura foi criado para ser uma política permanente, com foco na prevenção e na proteção das mulheres. Ele não pode ser descontinuado nem personalizado, porque o enfrentamento à violência de gênero precisa ser institucional, contínuo e comunitário”, afirmou.

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Integrando a Operação Vida, o Programa Mulher Segura é uma das ações da Sesp com foco na prevenção, proteção e combate às diversas formas de violência de gênero. A iniciativa reforça o engajamento comunitário e a atuação integrada como base para a construção de um Paraná mais seguro e igualitário.

A segunda palestra, “Prevenção ao uso de drogas”, foi conduzida pelo coordenador do Centro Estadual de Política sobre Drogas (CEPSD), delegado Renato Figueiroa. Ele destacou o papel da ciência como base para políticas preventivas e para a mudança de comportamentos sociais. “Prevenir é fundamental. A ciência nos mostra os riscos do uso de drogas e nos orienta a criar políticas eficazes, mudando comportamentos que antes eram considerados normais, como fumar em qualquer lugar”, explicou.

Estiveram presentes nas palestras o delegado do Nucria, Emanuel Brandão; a suplente da Rede de Proteção da Mulher Parnanguara, Daniele Pereira Gomes; além de representantes da Patrulha Maria da Penha e do Conselho Municipal da Mulher.

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MISSÃO PARANÁ – As ações da Missão Paraná IV seguem até sexta-feira (12) com uma programação que tem como objetivo aproximar o Governo do Estado das lideranças locais, conhecer as realidades de cada município e construir, em conjunto, soluções que fortaleçam a segurança pública no Paraná. A proposta é descentralizar as ações da Secretaria, promovendo o diálogo direto com gestores municipais, representantes da sociedade civil e comunidades locais.

Fonte: Governo PR

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MPPR recomenda que Município de Paranaguá cumpra legislação e adote providências para a efetiva instalação de um segundo Conselho Tutelar

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa para que o Município de Paranaguá, no Litoral do estado, adote providências para a implantação e estruturação de um segundo conselho tutelar na cidade. A medida administrativa decorre de procedimento instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça da Paranaguá que, a partir de apuração, demonstrou inércia do poder público local no efetivo cumprimento de legislação municipal (Lei 4.449/2024) que instituiu formalmente uma segunda unidade do órgão integrante da rede de proteção à infância e juventude.

De acordo com a Promotoria de Justiça, após atraso inicial causado em razão da transição da gestão municipal ocorrida entre os anos de 2024 e 2025, o Município passou a justificar a não implantação do novo Conselho por “inviabilidade financeira para o custeio contínuo e contratação de pessoal frente aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Entretanto, as apurações demonstraram haver uma desarticulação interna entre órgãos do próprio Executivo Municipal, cenário que dificultaria o início da operacionalização da nova unidade do Conselho.

Apesar de a implantação do novo Conselho estar expressamente prevista no Plano Plurianual (PPA 2026-2029), a Secretaria Municipal da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial (Semdir), pasta finalística responsável pela área de proteção à infância, sequer formalizou à Secretaria Municipal da Fazenda (Semfa) a inserção das despesas relacionadas à criação da nova sede do Conselho na proposta orçamentária do próximo exercício e também não apresentou à pasta os estudos técnicos relacionados.

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Além disso, também não ficou demonstrado que o Município esteja adotando qualquer providência no sentido de promover uma articulação interinstitucional para a economia de recursos públicos, tampouco solicitou ao Legislativo Municipal a devolução de sobras do repasse duodecimal para o custeio de programas de prioridade absoluta, prática frequentemente adotada por outras Administrações, inclusive no âmbito estadual e na capital Curitiba, e que tem se mostrado exitosa.

A cobrança do Ministério Público para a efetiva instalação do novo Conselho deve-se ao fato de ser insustentável a existência de somente um Conselho Tutelar em Paranaguá, uma vez que o município possui mais de 145 mil habitantes, com vasta extensão territorial, que inclui ilhas e áreas rurais de difícil acesso, “sendo absolutamente inadmissível e gerador de graves prejuízos à proteção da infância e da juventude que o ente municipal conte com apenas uma sede e cinco conselheiros tutelares, contingente insuficiente para a demanda e cuja capacidade de resposta é drasticamente reduzida pelo fato de os servidores precisarem se revezar no gozo de férias, eventuais licenças para tratamento de saúde e outras eventualidades”, sustentou a recomendação.

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Outro fator apontado pela Promotoria de Justiça é o de que a Administração Pública está às vésperas da confecção da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2027, sendo “estritamente necessária e urgente a adoção de medidas concretas e definitivas para a inclusão da totalidade dos custos de implantação e manutenção do 2º Conselho Tutelar no orçamento municipal do próximo ano, viabilizando sua entrada em funcionamento”.

Foi concedido prazo de 15 dias úteis, a partir do recebimento da medida administrativa, para que o Município informe à Promotoria de Justiça sobre o acatamento das recomendações e as respectivas providências adotadas para a solução dos problemas.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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