Agro
Linguiça de Bragança Paulista poderá ser vendida em todo o país com Sisbi
O município de Bragança Paulista teve seu Sistema de Inspeção Municipal (SIM) equiparado ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Com isso, a tradicional “Linguiça de Bragança”, produzida há décadas na cidade, poderá ser comercializada em todo o território nacional.
No primeiro momento, apenas uma agroindústria está habilitada a ampliar seu mercado, mas outras empresas poderão solicitar o enquadramento mediante o atendimento às exigências do sistema.
Para a Superintendência de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP), a adesão de Bragança ao Sisbi-POA fortalece o agronegócio paulista ao ampliar oportunidades de negócios, renda e arrecadação. A Divisão de Defesa Agropecuária destaca que, para a equiparação, o município ajustou sua legislação e adequou a estrutura do serviço de inspeção, garantindo número compatível de médicos-veterinários e condições técnicas suficientes para assegurar a qualidade da fiscalização.
Segundo o secretário de Desenvolvimento dos Agronegócios de Bragança Paulista, Leonardo Godoi Paes, essas adequações permitiram fortalecer o controle sanitário e apoiar a expansão da cadeia produtiva no município.
A linguiça artesanal produzida em Bragança Paulista tem origem na tradição da criação de suínos por famílias de imigrantes e hoje representa um importante produto econômico local. O município conta com 15 agroindústrias dedicadas à produção de linguiça, que empregam de cinco a 26 trabalhadores cada. Com o Sisbi-POA, a expectativa é que a produção possa triplicar, impulsionando o desenvolvimento regional.
Para obter o selo, as empresas precisam demonstrar controles rigorosos de produção, como monitoramento da água utilizada e controle preciso de temperaturas, além de adequações de equipamentos e rotulagem conforme as normas federais.
Consórcios
Em outubro, o Estado de São Paulo teve a integração de mais quatro consórcios intermunicipais ao Sisbi-POA: Consórcio Intermunicipal Três Rios, Consórcio de Desenvolvimento do Vale do Rio Grande, Consórcio Intermunicipal Novo Vale e Consórcio Intermunicipal do Centro do Estado de São Paulo. Com isso, o estado totaliza seis consórcios integrados, permitindo que municípios compartilhem serviços de inspeção de produtos de origem animal e ampliem mercados para suas agroindústrias.
Informação à imprensa
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Agro
Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha
Mercado Externo
O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.
Mercado Interno
A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.
As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.
No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.
Preços
Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.
Indicadores
- Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
- Área colhida: 90%
- Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
- Milho silagem:
- Área: 345.299 hectares
- Colheita: 87%
- Produtividade média: 37.840 kg/ha
- Soja (RS):
- Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
- Colheita: 68%
- Produtividade média: 2.871 kg/ha
- Feijão 1ª safra:
- Área: 23.029 hectares
- Produtividade média: 1.781 kg/ha
- Feijão 2ª safra:
- Área: 11.690 hectares
- Produtividade média: 1.401 kg/ha
- Arroz irrigado:
- Área: 891.908 hectares
- Colheita: 88%
- Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise
A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.
O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.
No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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