Agro
Leite: 5 mentiras que você ainda acredita e precisa saber
O leite é um alimento fundamental na dieta de diversas populações ao redor do mundo. No entanto, ele tem sido alvo de desinformação e mitos que circulam rapidamente nas redes sociais, prejudicando a percepção sobre seus benefícios.
Confira os cinco principais mitos sobre o leite e saiba o que realmente é verdade.
1. Leite causa inflamação
Um dos mitos mais comuns é que o leite seria inflamatório. Segundo a nutricionista Carolina Nobre, do Órion Complex, em Goiânia, essa ideia se popularizou principalmente por conteúdos sensacionalistas na internet.
“O leite não é inflamatório para a maioria das pessoas. Apenas indivíduos com alergia à proteína do leite de vaca (APLV) ou intolerância à lactose podem ter desconfortos. O contexto alimentar geral é que determina a inflamação, não um alimento isolado”, explica.
2. Leite desnatado é leite integral diluído
Outra informação equivocada é que o leite desnatado seria leite integral com água adicionada. Na realidade, todos os tipos de leite já contêm cerca de 87% de água naturalmente.
Vinícius Junqueira, diretor da indústria Marajoara, explica: “O que diferencia integral, semidesnatado e desnatado é apenas o teor de gordura. Não há adição de água e os nutrientes permanecem intactos”.
3. Leite de caixinha precisa ser fervido
No passado, o hábito de ferver o leite vinha do consumo direto ou do leite vendido em sacos plásticos. Com o processo UHT (Ultra High Temperature) e as embalagens longa vida, essa prática não é necessária.
“Após o processo UHT, o leite pode ser armazenado fora da geladeira por até quatro meses. Depois de aberto, deve ser refrigerado e consumido em até três dias”, informa Junqueira.
4. Alergia e intolerância à lactose são iguais
Confundir alergia com intolerância é um erro comum que pode comprometer a saúde. A alergia é uma reação imunológica grave, enquanto a intolerância é apenas a dificuldade de digerir a lactose, açúcar natural do leite.
A nutricionista Yumi Kuramoto, do Órion Complex, ressalta: “Hoje existem leites sem lactose e medicamentos que ajudam na digestão. Já a alergia exige restrição total do alimento”.
5. Leite UHT contém substâncias tóxicas
O processo UHT é apenas um tratamento térmico que elimina micro-organismos prejudiciais e não envolve adição de conservantes. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) confirma que conservantes no leite de caixinha são proibidos por lei.
“O leite UHT garante segurança, qualidade e transporte a longas distâncias sem necessidade de refrigeração”, reforça o MAPA.
Essa abordagem ajuda a separar fatos de boatos, garantindo que o leite seja consumido de forma segura, nutritiva e dentro de uma alimentação balanceada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Preço do etanol reage e encerra semana em alta, mesmo com avanço da safra no Centro-Sul
O mercado brasileiro de etanol encerrou a semana com sinais de recuperação nos preços, após um início de junho marcado por pressão baixista decorrente do avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do país. Dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) mostram valorização tanto para o etanol hidratado quanto para o anidro no período entre 8 e 12 de junho.
Apesar da melhora observada nos indicadores, o setor segue acompanhando o impacto da maior oferta de biocombustível gerada pelo aumento da moagem nas usinas, fator que continua limitando movimentos mais fortes de alta.
Etanol hidratado volta a subir após sequência de quedas
Segundo o indicador semanal do Cepea/Esalq, o etanol hidratado combustível foi comercializado, em média, a R$ 2,2247 por litro entre os dias 8 e 12 de junho, registrando valorização de 0,37% em comparação com a semana anterior.
A recuperação interrompe a trajetória de queda observada no início do mês e reflete uma reação do mercado diante do ajuste entre oferta e demanda.
Mesmo com o avanço da colheita de cana-de-açúcar e o aumento da disponibilidade do produto, a demanda permaneceu ativa em algumas regiões produtoras, contribuindo para a sustentação dos preços.
Etanol anidro também apresenta valorização
O etanol anidro, utilizado na mistura obrigatória à gasolina, acompanhou o movimento positivo do mercado.
O indicador semanal fechou em R$ 2,5284 por litro, registrando alta de 0,70% frente à semana anterior. O desempenho reforça a melhora pontual observada no segmento de combustíveis renováveis e demonstra maior equilíbrio entre oferta e consumo.
O resultado também ocorre em um momento de atenção do setor às oscilações dos preços da gasolina e às condições de competitividade do biocombustível nos principais mercados consumidores do país.
Paulínia registra alta diária no fechamento da semana
No mercado spot de São Paulo, referência nacional para o setor, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado negociado a R$ 2.344,50 por metro cúbico na sexta-feira (12), com avanço de 0,67% em relação ao dia anterior.
Apesar da recuperação registrada no encerramento da semana, o indicador ainda acumula retração de 0,30% ao longo de junho, evidenciando que o mercado continua sob influência do aumento da oferta proveniente da safra 2026/27.
Avanço da moagem continua pressionando o mercado
Analistas destacam que o ritmo acelerado da moagem de cana no Centro-Sul segue como o principal fator de pressão sobre os preços do etanol. A maior produção de açúcar e biocombustíveis amplia a disponibilidade do produto e reduz a intensidade das altas.
Por outro lado, a recuperação observada nos últimos dias demonstra que o mercado busca um novo ponto de equilíbrio, sustentado pela demanda e pela competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis.
Perspectivas para o setor
Para as próximas semanas, os agentes do mercado continuarão monitorando o avanço da safra, os níveis de consumo interno e o comportamento dos preços da gasolina, fatores que influenciam diretamente a competitividade do etanol nas bombas.
Embora o cenário ainda seja de oferta elevada, a reação dos indicadores ao longo da última semana sinaliza uma possível estabilização dos preços, trazendo maior previsibilidade para produtores, usinas e distribuidores.
Com a safra avançando em ritmo intenso, o comportamento da demanda será decisivo para definir os próximos movimentos do mercado de etanol no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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