Agro
Koppert Brasil e Provivi lançam parceria para controle sustentável da lagarta-do-cartucho
A Koppert Brasil, referência global em soluções biológicas para a agricultura, e a Provivi, líder mundial em proteção de cultivos com uso de feromônios, firmaram uma parceria estratégica para oferecer ao agro brasileiro novas alternativas no controle de pragas.
O acordo prevê a comercialização do Pherogen® Spray FAW, desenvolvido pela Provivi, sob a marca Monterey®, da Koppert. O produto é destinado ao combate da lagarta-do-cartucho (Fall Armyworm – FAW), uma das principais pragas que afetam as lavouras de milho, soja e algodão no Brasil.
Tecnologia sustentável para o produtor rural
O biodefensivo utiliza feromônios que confundem as mariposas, dificultando o acasalamento e reduzindo a população de lagartas na lavoura. Além de proteger a produtividade, a solução está alinhada ao manejo integrado de pragas (MIP) e aos princípios da agricultura sustentável.
Segundo Corey Huck, CEO da Provivi, a iniciativa fortalece o compromisso das empresas com práticas agrícolas de baixo impacto ambiental. “Estamos entusiasmados em unir forças com a Koppert Brasil. Essa parceria amplia a disponibilidade do nosso FAW Spray, oferecendo aos agricultores ferramentas que protegem as lavouras e preservam o meio ambiente”, afirmou.
Expansão no campo brasileiro
Desde 2021, o Pherogen® Spray FAW já vem sendo utilizado em lavouras de milho, soja e algodão no país. O produto conquistou adesão de mais de 250 produtores em 15 estados, com 1,5 milhão de doses aplicadas e cerca de 75 mil hectares tratados.
A nova colaboração com a Koppert deve ampliar o alcance da tecnologia no mercado nacional, fortalecendo a agricultura sustentável e levando inovação a um número ainda maior de produtores.
Koppert reforça portfólio com o Monterey
Para Gustavo Herrmann, diretor comercial da Koppert Brasil, a parceria amplia a proposta de valor da empresa junto aos agricultores. “Temos o compromisso de oferecer soluções sustentáveis para os produtores de milho, soja e algodão. Essa parceria complementa nosso portfólio com uma tecnologia diferenciada e eficaz”, destacou.
O Monterey® garante proteção prolongada contra a lagarta-do-cartucho, interrompendo o ciclo reprodutivo das mariposas e reduzindo significativamente os danos às lavouras. A estratégia fortalece o manejo integrado, contribuindo para maior segurança alimentar e sustentabilidade no longo prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos
A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.
O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.
O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.
Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.
O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.
A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.
A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.
O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.
As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.
As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.
Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.
A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.
A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.
Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.
Fonte: Pensar Agro
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