Agro
JTI realiza Dias de Campo para capacitar produtores e reforçar práticas sustentáveis na produção de tabaco
JTI promove encontros técnicos em propriedades referência
A JTI está realizando, entre novembro e dezembro de 2025, a nova edição dos Dias de Campo, encontros voltados aos produtores integrados da empresa, que ocupam posição central no modelo de negócio da companhia. A iniciativa ocorre diretamente em propriedades referência, onde agricultores compartilham experiências práticas sobre manejo, tecnologia, inovação e ESG, reforçando o compromisso da JTI com a produção integrada e sustentável de tabaco.
Durante os eventos, os participantes têm acesso a estações temáticas com demonstrações técnicas, conduzidas pelas equipes agronômicas da empresa, que apresentam soluções para produtividade, qualidade e uso eficiente de recursos.
Abrangência regional e público esperado
Os encontros já foram realizados em propriedades localizadas em Santa Cruz do Sul (RS), Agudo (RS), Arroio do Tigre (RS) e Mallet (PR). Os próximos e últimos Dias de Campo ocorrerão em Turuçu (RS), nos dias 09 e 10 de dezembro, totalizando oito eventos com expectativa de atingir cerca de 2 mil produtores integrados.
Além disso, a JTI realizará, no início de dezembro, o Dia de ADET, com foco em capacitação técnica e valorização da parceria com os produtores rurais. O evento deve reunir cerca de 750 participantes, abordando temas como manejo de solos, reflorestamento, produção de mudas, controle de doenças, colheita, cura e tecnologias aplicadas ao tabaco, consolidando o compromisso com o Sistema Integrado de Produção.
Como funcionam os Dias de Campo
Cada evento é estruturado em estações temáticas, instaladas na propriedade anfitriã, onde os produtores recebem apresentações práticas e demonstrativas sobre os principais aspectos da fumicultura moderna, incluindo:
- Produção de mudas e canteiros
- Manejo e conservação de solos
- Tecnologias de cura e classificação do tabaco
- Controle de pragas e doenças
- Uso de auxiliares de colheita e queimadores de pellets
- Reflorestamento e sustentabilidade
- Trabalho digno e bem-estar nas propriedades (ALP)
As propriedades escolhidas para sediar os encontros são selecionadas por equipes técnicas da JTI, priorizando modelos de gestão, investimento e desempenho, com adoção consistente das orientações agronômicas da empresa.
Tecnologia e inovação como aliados da produtividade
Os Dias de Campo também apresentam soluções tecnológicas para aumentar a eficiência e reduzir custos, como estufas de cura contínua, auxiliadoras de colheita, semeadoras e varietais de alto desempenho. Esses recursos visam ampliar a lucratividade e a sustentabilidade da produção de tabaco.
Produtor no centro da estratégia da JTI
Segundo Luciana Bahia, especialista em Relacionamento com o Produtor da JTI, os encontros têm como objetivo aproximar os agricultores das melhores práticas e tecnologias disponíveis, permitindo que tomem decisões mais fundamentadas e estratégicas.
“O Dia de Campo é um momento para que cada produtor saia com uma visão clara sobre como evoluir sua atividade, com foco na qualidade e na sustentabilidade”, afirma Luciana.
O gerente de Agronomia Técnica, Thiago Coutinho, reforça que a iniciativa vai além da capacitação: “Queremos que cada produtor se sinta seguro para aplicar práticas que tragam resultados consistentes, garantindo não apenas produtividade e qualidade, mas também sustentabilidade para toda a cadeia.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Rastreabilidade será o “novo passaporte” da proteína animal brasileira, alerta especialista em segurança dos alimentos
A recente decisão da União Europeia de endurecer as regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira acendeu um alerta no agronegócio e reforçou uma tendência já em curso: a rastreabilidade passa a ser o principal requisito de acesso aos mercados internacionais de proteína animal.
Mais do que uma barreira comercial pontual, a medida evidencia uma mudança estrutural nas exigências globais, com maior rigor sobre controle sanitário, transparência produtiva e comprovação de origem em toda a cadeia de alimentos.
Mercado internacional exige transparência total na produção animal
Para a médica veterinária e especialista em segurança dos alimentos, Paula Eloize, o cenário internacional está evoluindo rapidamente e deve impor padrões cada vez mais rígidos aos países exportadores.
“O mercado internacional não quer apenas o produto final. Ele quer entender como esse alimento foi produzido, quais medicamentos foram utilizados, qual foi o manejo sanitário e se existe rastreabilidade suficiente para comprovar tudo isso”, afirma a especialista.
Segundo ela, o uso de antimicrobianos na produção animal já é um tema sensível globalmente e ganhou ainda mais relevância diante do avanço da resistência bacteriana.
Resistência antimicrobiana amplia pressão sobre cadeias produtivas
A especialista explica que o debate sobre o uso de antimicrobianos não é recente, mas passou a ocupar posição central nas discussões sanitárias internacionais devido ao impacto direto na saúde pública.
“O uso inadequado ou excessivo de antimicrobianos preocupa autoridades sanitárias do mundo inteiro. A resistência antimicrobiana é considerada uma das maiores ameaças globais pela comunidade científica”, destaca Paula Eloize.
Esse cenário tem levado países importadores a reforçarem mecanismos de controle, fiscalização e exigências documentais mais rigorosas para produtos de origem animal.
Rastreabilidade se torna diferencial competitivo no comércio global
De acordo com a especialista, o desafio do Brasil não está restrito à adequação regulatória, mas envolve transformação estrutural nas práticas de produção e gestão sanitária.
“O Brasil possui um sistema robusto de produção e fiscalização, mas o mercado internacional é extremamente sensível a riscos sanitários. Qualquer falha de rastreabilidade ou ausência de comprovação técnica pode gerar barreiras comerciais importantes”, explica.
Ela ressalta que, em muitos mercados, especialmente o europeu, os critérios sanitários deixaram de ser apenas medidas de proteção à saúde e passaram a funcionar como diferencial competitivo.
“O consumidor europeu está mais exigente. Há uma pressão crescente por sustentabilidade, bem-estar animal, redução do uso de medicamentos e transparência. Isso influencia diretamente as regras impostas aos países exportadores”, afirma.
Exigências internacionais devem impactar também o mercado interno
Para Paula Eloize, as mudanças no comércio global também funcionam como sinal de alerta para empresas que atuam exclusivamente no mercado doméstico.
“Muitas empresas ainda tratam segurança dos alimentos como algo distante da operação diária. Mas as exigências internacionais antecipam tendências que, mais cedo ou mais tarde, chegam ao mercado interno”, avalia.
Segundo ela, práticas como rastreabilidade estruturada, controle documental e monitoramento sanitário devem deixar de ser diferenciais e passar a integrar o padrão mínimo de operação no setor.
Gestão sanitária e controle de processos ganham protagonismo
A especialista reforça que o futuro da competitividade na proteína animal dependerá diretamente da capacidade de organização das empresas em toda a cadeia produtiva.
“Quem investir em controle de processos, documentação viva, treinamento de equipe e monitoramento técnico terá muito mais capacidade de adaptação às mudanças regulatórias que já estão em curso no mundo inteiro”, afirma.
União Europeia revisa autorizações de exportação do Brasil
Nesta semana, a União Europeia anunciou alterações na lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco europeu, citando preocupações relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.
A medida pode impactar exportações de carnes, ovos, pescado, mel e outros produtos caso as exigências sanitárias não sejam plenamente atendidas até setembro, ampliando a pressão sobre o setor produtivo brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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