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Jovem SuperAgro impulsiona sucessão familiar no agro e capacita nova geração de gestores rurais em SC

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Iniciativa reúne 30 participantes no oeste catarinense e aposta na profissionalização da gestão rural como estratégia para fortalecer a continuidade das propriedades familiares.

Programa aposta na formação de líderes para o futuro do agronegócio

O oeste de Santa Catarina passa a sediar a primeira edição do Jovem SuperAgro, iniciativa da Seara, da JBS, em parceria com o Sebrae/SC, lançada no município de Seara (SC). O programa reúne 30 jovens e tem como foco a preparação de uma nova geração de gestores rurais, com ênfase na sucessão familiar dentro das propriedades integradas de aves e suínos.

Voltado a participantes entre 18 e 30 anos que estão em processo de sucessão nas propriedades das famílias integradas, o programa terá duração de 18 meses e contará com nove módulos de capacitação. A formação combina conteúdos técnicos, gestão, tecnologia aplicada ao campo e desenvolvimento de competências comportamentais, como liderança, negociação e autoconhecimento.

Parceria reforça integração entre conhecimento e gestão no campo

O projeto foi estruturado em conjunto pela Seara e pelo Sebrae/SC, que já atua na formação de lideranças por meio de programas corporativos e agora amplia sua atuação com foco na sucessão familiar no agronegócio.

A gerente regional do Sebrae/SC no Oeste, Marieli Musskopf, destaca que a iniciativa fortalece a conexão entre empresas, famílias e jovens produtores.

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Segundo ela, a união entre instituições permite somar competências e gerar soluções mais eficientes para o campo, além de contribuir para a formação de uma rede de conhecimento voltada ao desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva.

O diretor executivo de Agropecuária da Seara, José Antônio Ribas Junior, reforça que a sucessão nas propriedades rurais muitas vezes ocorre de forma natural, mas sem planejamento estruturado. Nesse sentido, o programa busca apoiar esse processo com capacitação técnica e formação gerencial, respeitando a dinâmica das famílias.

Tecnologia e gestão são pilares da nova formação rural

Os nove módulos do Jovem SuperAgro incluem atividades teóricas, práticas e mentorias especializadas. Um dos diferenciais do programa é a participação das famílias já no módulo inicial, além do desenvolvimento de projetos aplicados diretamente nas propriedades dos participantes.

Outro eixo central da formação é a inserção da tecnologia no dia a dia da produção rural. Segundo a organização, ferramentas digitais permitem o acompanhamento de indicadores produtivos em tempo real, ampliando a eficiência da gestão e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no campo.

Jovens produtores enxergam novas oportunidades no campo

Entre os participantes, a iniciativa já representa uma mudança de perspectiva sobre o futuro no meio rural. A jovem produtora Julia Karina Müller, de 22 anos, destaca que a profissionalização da gestão pode transformar a percepção de rentabilidade do agro e estimular a permanência das novas gerações no campo.

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Ao assumir a gestão da propriedade da família, ela passou a atuar diretamente no controle financeiro e no planejamento das atividades, observando melhora nos resultados e maior organização na condução do negócio.

Sucessão familiar garante continuidade e evolução no agro

A experiência da família Rissi também ilustra o papel da sucessão no fortalecimento das propriedades rurais. A granja de suínos, localizada em Ipuaçu (SC), foi estruturada com foco na continuidade entre gerações e hoje é gerida em conjunto por pai e filho.

O jovem produtor Reges Rissi, de 30 anos, afirma que o programa representa uma oportunidade de aprimorar habilidades de gestão, especialmente nas áreas de comunicação e relacionamento, além de ampliar a troca de experiências com outros produtores.

Para a família, o Jovem SuperAgro representa um passo além da sucessão tradicional, unindo experiência, inovação e profissionalização como pilares para a continuidade e evolução das atividades no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja oscila após forte alta em Chicago, mas clima nos EUA, demanda aquecida e dólar sustentam preços no Brasil

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A soja iniciou esta sexta-feira (26) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), devolvendo parte dos ganhos expressivos registrados na sessão anterior. O movimento é considerado uma realização técnica de lucros por parte de fundos e investidores, após o mercado avançar quase 2% na quinta-feira (25), impulsionado por fatores climáticos nos Estados Unidos, forte demanda externa e desempenho positivo dos derivados.

Apesar da correção nos contratos futuros, o cenário permanece favorável para a oleaginosa no médio prazo. As atenções seguem voltadas para as condições climáticas no cinturão agrícola norte-americano e para os próximos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que serão divulgados na próxima semana e poderão redefinir as expectativas para a safra 2026/27.

Clima nos Estados Unidos continua sendo o principal fator de sustentação

Na quinta-feira, os contratos futuros encerraram em forte valorização. O vencimento julho fechou cotado a US$ 11,27 por bushel, com alta de 1,69%, enquanto agosto avançou 1,81%, alcançando US$ 11,37 por bushel.

O mercado reagiu às previsões de temperaturas elevadas em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos, elevando as preocupações sobre possíveis impactos no desenvolvimento das lavouras durante uma fase considerada decisiva para a cultura.

Além do calor intenso, áreas do Meio-Oeste americano continuam apresentando condições de seca moderada, enquanto outras regiões registram excesso de umidade, mantendo o mercado atento à evolução do clima nas próximas semanas.

Exportações fortes e aproximação entre EUA e China reforçam o mercado

Outro fator importante para a valorização observada na sessão anterior foi o desempenho das exportações norte-americanas.

As vendas semanais divulgadas pelo USDA superaram as expectativas do mercado, sinalizando demanda internacional consistente pela soja dos Estados Unidos.

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Também contribuiu para o avanço das cotações a retomada das conversas entre Estados Unidos e China sobre possíveis reduções tarifárias, movimento que alimenta expectativas de fortalecimento do comércio agrícola entre as duas maiores economias do mundo.

Mercado realiza lucros nesta sexta-feira

Após a expressiva valorização da quinta-feira, investidores passaram a realizar parte dos ganhos nesta sexta.

Os contratos mais negociados registravam perdas entre 7 e 8 pontos durante a manhã, com o vencimento julho sendo negociado próximo de US$ 11,20 por bushel e novembro em torno de US$ 11,49.

Os derivados também acompanharam o movimento corretivo.

O óleo de soja liderava as baixas, pressionado pela queda do petróleo, enquanto o farelo devolvia parte da valorização registrada na sessão anterior, quando havia sido impulsionado pelas preocupações envolvendo possíveis paralisações no setor industrial da Argentina.

Mercado aguarda relatórios decisivos do USDA

Além do comportamento climático, os investidores começam a concentrar suas atenções nos importantes levantamentos que serão divulgados pelo USDA na próxima terça-feira (30).

O mercado aguarda os novos dados sobre a área efetivamente plantada da safra norte-americana 2026/27, além dos estoques trimestrais de grãos existentes em 1º de junho.

Os números poderão provocar elevada volatilidade nas bolsas internacionais, dependendo da confirmação ou não das expectativas atuais de oferta.

Brasil mantém preços firmes com apoio do dólar e dos prêmios

Mesmo com a realização de lucros em Chicago, o mercado físico brasileiro continua apresentando sustentação.

A valorização do dólar frente ao real aumenta a competitividade das exportações brasileiras e reduz parte do impacto negativo provocado pela queda dos contratos internacionais.

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Os prêmios de exportação seguem fortalecidos, acima dos 100 pontos em diversos embarques, oferecendo suporte adicional aos preços nos portos e nas principais regiões produtoras.

Na quinta-feira, o Porto de Rio Grande registrou soja cotada a R$ 134 por saca, enquanto Paranaguá também alcançou R$ 134, refletindo um mercado de exportação bastante aquecido.

Em Santa Catarina, São Francisco do Sul permaneceu em R$ 132 por saca, enquanto no Mato Grosso do Sul diversas praças registraram novas altas, com destaque para Sidrolândia.

No Mato Grosso, o preço médio semanal atingiu R$ 106,73 por saca, o maior valor nominal registrado em 2026.

Comercialização segue limitada por gargalos logísticos

Apesar da melhora nos preços, a comercialização permanece relativamente lenta em várias regiões produtoras.

Produtores continuam cautelosos diante dos elevados custos de frete, limitações de armazenagem e do elevado nível de endividamento rural.

Os custos logísticos seguem pressionando a rentabilidade, especialmente em estados do Centro-Oeste, onde o transporte até os portos continua onerando significativamente as operações de venda.

Perspectiva

O mercado da soja permanece sustentado por fundamentos positivos, especialmente diante das incertezas climáticas nos Estados Unidos, da demanda internacional consistente e da expectativa pelos próximos relatórios do USDA.

Embora movimentos de realização de lucros sejam naturais após fortes altas, analistas avaliam que a volatilidade deve permanecer elevada nos próximos dias. No Brasil, a combinação entre dólar valorizado, prêmios firmes e bom ritmo das exportações tende a continuar oferecendo suporte às cotações, enquanto produtores acompanham atentamente o cenário internacional para definir novas oportunidades de comercialização.

Fonte: Portal do Agronegócio

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