Paraná
Jovem sequestrada em Santa Catarina é encontrada morta em mata do Paraná três meses após o crime
Camila Florindo D’Avila, de 23 anos, tinha um relacionamento com um homem investigado por integrar uma facção criminosa, de acordo com a Polícia Civil.
A jovem Camila Florindo D’Avila, de 22 anos, foi encontrada morta em Ibaiti, no norte do Paraná, na última terça-feira (14).
Desaparecida desde outubro de 2024, Camila morava em Araquari, cidade de Santa Catarina a mais de 450 quilômetros do local onde foi encontrada, quando foi sequestrada por um grupo de seis homens.
Neto Gattaz, delegado da Polícia Civil de Santa Catarina explicou que, segundo as investigações, o alvo do sequestro era o companheiro de Camila, com quem o grupo disputava cargos e ponto de tráfico. Como o marido da jovem conseguiu fugir na chegada do grupo, ela foi levada no lugar.
O corpo de Camila só foi encontrado agora, três meses após o crime, durante uma operação do Corpo de Bombeiros com a ajuda de cães farejadores na área rural da cidade de Ibaiti.
O companheiro da jovem de 23 anos não foi localizado ainda.
A investigação também mostrou que Camila foi levada a Curitiba viva. Na capital, um dos autores do sequestro foi morto a tiros por membros da mesma facção.
O delegado estima que a morte da jovem aconteceu no dia 10 de outubro, quando foi levada para Ibaiti. A suspeita é de que ela foi morta para que não denunciasse os envolvidos.
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Corpo estava em uma plantação de eucaliptos. — Foto: Reprodução/RPC
O corpo, com disparos de arma de fogo, foi deixado coberto por cal em um buraco na área rural, em uma plantação de eucaliptos. Ele foi encontrado após buscas do Corpo de Bombeiros com ajuda de cães farejadores.
Neto ainda informou que quatro pessoas foram presas em Curitiba, Foz do Iguaçu e São Francisco do Sul (SC). Eles devem ser indiciados pelos crimes de sequestro, roubo majorado, utilização de veículo com sinal de identificação adulterado, integrar organização criminosa e homicídio qualificado.
As investigações da PC continuam.
Paraná
Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.
Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos
As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.
Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).
Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.
Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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