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IPP de julho registra queda de 0,3% e destaca impactos na agropecuária, alimentos e indústrias extrativas

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O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das indústrias extrativas e de transformação caiu 0,30% em julho de 2025, marcando o sexto mês consecutivo de retração. O resultado reflete a variação dos preços “na porta de fábrica”, sem considerar impostos ou fretes, e engloba grandes setores da economia, incluindo agropecuária, alimentos, biocombustíveis e indústrias extrativas.

Queda mensal reflete comportamento de 12 atividades industriais

Entre as 24 atividades pesquisadas, metade apresentou redução nos preços. O setor de alimentos liderou as influências negativas, contribuindo com -0,33 ponto percentual para o resultado agregado da indústria. Outras atividades com destaque foram metalurgia (-0,11 p.p.), indústrias extrativas (+0,10 p.p.) e fabricação de máquinas e equipamentos (+0,06 p.p.).

No acumulado do ano, a indústria registrou retração de -3,42%, enquanto em 12 meses o índice apresentou alta de 1,36%, bem abaixo do mesmo período em 2024 (1,53% em julho do ano passado).

Agropecuária e alimentos: principais influências

O setor de alimentos registrou queda média de 1,33% em julho, a sexta no ano, mas menos intensa que a registrada entre maio e junho. Produtos como açúcar VHP, café torrado e moído, sucos concentrados de laranja e resíduos da extração de soja puxaram a retração, pressionados por menor demanda interna e preços internacionais mais baixos, além da valorização do dólar.

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Apesar da queda mensal, na comparação anual, os preços de alimentos ainda registraram alta de 3,5%, mostrando a relevância do setor na indústria nacional. O segmento teve a maior influência no índice geral em julho (-0,33 p.p.), no acumulado do ano (-1,85 p.p.) e no acumulado em 12 meses (0,85 p.p.).

Indústrias extrativas retomam crescimento, mas seguem no campo negativo

O setor de indústrias extrativas apresentou variação positiva de 2,42% em julho, impulsionado principalmente pelos preços do minério de ferro, que reverteram a tendência anterior, em sintonia com o mercado internacional. No entanto, o setor permanece em queda no acumulado do ano (-12,82%) e nos últimos 12 meses (-9,85%).

Produtos de destaque incluem minérios de cobre e seus concentrados, que mantiveram trajetória negativa em julho, alinhados às cotações externas, enquanto os preços do minério de ferro contribuíram para acelerar o setor.

Biocombustíveis e refino de petróleo: leve recuperação

Após quatro meses de queda, o setor de refino de petróleo e biocombustíveis registrou alta de 0,17% em julho, puxada pelo álcool etílico. No entanto, tanto o acumulado do ano (-5,22%) quanto em 12 meses (-4,28%) permanecem negativos, refletindo a estabilidade global do petróleo e preços internacionais.

O diesel e a gasolina responderam negativamente no resultado agregado, enquanto o álcool hidratado contribuiu positivamente nas comparações anuais.

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Metalurgia e produtos químicos: tendências e influência

O setor de metalurgia apresentou queda de 1,65% em julho, o sétimo mês consecutivo de retração, influenciado principalmente pela siderurgia e pela redução dos preços do minério de ferro, apesar de alta pontual da commodity. No acumulado do ano, o setor registrou retração de 11,01%, sendo a segunda maior influência negativa na indústria.

Na indústria química, os preços ficaram praticamente estáveis em julho (0,02%), mas registraram aumento de 3,65% em 12 meses. Produtos como fertilizantes e resinas impactaram positivamente, enquanto derivados de petróleo, como o propeno, exerceram efeito compensatório.

Máquinas e equipamentos: recuperação após queda histórica

O setor de fabricação de máquinas e equipamentos apresentou recuperação de 1,40% em julho, após registrar o menor patamar histórico em junho (-1,46%). Destaque para a fabricação de tratores e máquinas para agricultura e pecuária, com aumento expressivo de preços, refletindo ajustes na oferta e demanda do setor agroindustrial.

No acumulado do ano, o segmento registrou alta de 2,39%, enquanto em 12 meses a variação chegou a 3,74%, sendo um dos setores com crescimento mais consistente na indústria de transformação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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