Paraná
Invest Paraná leva empresários à Itália para prospectar negócios com novos fornecedores
A Itália é o sexto país a receber missão comercial da Invest Paraná em 2023. A comitiva, organizada pela agência de negócios do Governo do Estado junto com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), vai levar varejistas para negociar importação de produtos alimentícios, têxteis e moveleiros. O grupo fica de 13 a 17 de junho em Milão, onde empresários participam de rodadas de negócios agendadas pela Invest Paraná, agência que é vinculada à Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Seic).
“Essa missão é mais uma iniciativa do Governo de apoio ao empresariado paranaense para aumentar sua produtividade, o que gera renda e empregos no Estado”, afirmou o secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros.
O segmento de supermercados é o que mais deve prospectar negócios na Itália durante a missão. O foco é fechar acordos para importação de produtos de alto valor agregado, como vinho, azeite de oliva, massas, molho de tomate, entre outros.
“Os empresários vão tentar fechar acordos com novos fornecedores italianos de produtos gourmet, ou seja, com alto valor agregado. Isso ajuda nossa economia porque são produtos do dia a dia, que estão nas gôndolas, e que fazem a economia girar”, explica o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin.
Para facilitar o acesso dos empresários paranaenses aos fornecedores italianos, a Invest Paraná intermediou rodadas de negócios com a Promo Brasile-Italia, associação sem fins lucrativos de Milão que divulga oportunidades de negócios entre os dois países, atuando tanto com entidades públicas quanto privadas.
O diretor de Relações Institucionais e Internacionais da Invest Paraná, Giancarlo Rocco, disse que o objetivo da missão é facilitar a negociação para os empresários do Paraná. “Com o apoio institucional da Invest Paraná, o alcance das negociações é maior porque envolve outras entidades do setor produtivo, o que traz um portfólio maior de opções”, afirma.
O presidente da Faciap, Fernando Moraes, destaca que a missão à Itália é uma boa oportunidade não só de importação, mas também de apresentar os produtos paranaenses ao mercado italiano. “Existem várias áreas nas quais os empresários paranaenses podem encontrar oportunidades na Itália. Por isso a importância dessa missão”, diz.
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SEXTO PAÍS – A Itália é o sexto país para onde a Invest Paraná envia missão comercial em 2023. Na primeira missão, em março, a comitiva foi liderada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior ao Japão e Coreia do Sul. Entre os frutos estão o anúncio de investimento de R$ 1 bilhão da multinacional japonesa Sumitomo Rubber na fábrica de pneus Dunlop em Fazenda Rio Grande e a assinatura de um Memorando de Entendimento para instalação de uma fábrica da empresa sul-coreana de suplementação alimentar Phycoil Biotechnology em Ivaiporã, no Vale do Ivaí.
Em maio, as missões foram para três países: Canadá, Estados Unidos e Portugal. Na primeira delas, a Invest Paraná levou para a Sial Food, maior feira de alimentos do Canadá, produtos de 12 empresas participantes do programa Vocações Regionais Sustentáveis (VRS), que apoia a profissionalização de pequenos empreendedores de produtos típicos paranaenses que atuam com sustentabilidade.
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No mesmo mês, o governador liderou outras duas missões, para os Estados Unidos e Portugal. Nos dois países, a comitiva cumpriu agendas com autoridades públicas, empresários e lideranças para apresentar potenciais econômicos do Estado a investidores e parceiros comerciais, como no caso das obras estruturais.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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