Agro
Iniciativa da Aprosoja MT promove patriotismo e valorização do agronegócio
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso está fortalecendo o sentimento de orgulho e pertencimento entre os produtores rurais do estado por meio do projeto Pátria no Campo, que distribui bandeiras do Brasil como símbolo de patriotismo e reconhecimento à importância do agronegócio na economia nacional.
Com sete anos de existência, o programa já entregou mais de 15,5 mil bandeiras a agricultores de diversas regiões de Mato Grosso, reforçando a imagem de um setor que movimenta a economia e sustenta o desenvolvimento do estado.
O verde e amarelo toma conta do interior mato-grossense
Nos municípios agrícolas do estado, como Porto dos Gaúchos, Nova Mutum e Tapurah, as cores da bandeira brasileira já fazem parte da paisagem. Nas fazendas, especialmente durante o período de dessecação da soja, o verde das lavouras e o amarelo das bandeiras hasteadas criam um cenário que celebra o orgulho de produzir e preservar.
Além de um gesto simbólico, o projeto busca fortalecer o vínculo entre o produtor rural e a nação, representando as riquezas naturais do país — das matas às águas — e a responsabilidade de quem produz de forma sustentável.
Produtores relatam emoção e orgulho ao receber a bandeira
O produtor Rodrigo Martelli, delegado do núcleo da Aprosoja MT em Tapurah, recebeu a bandeira e destacou o orgulho de representar o país por meio de seu trabalho no campo. “Tenho muito orgulho de ser produtor rural, algo que vem da sucessão do meu pai. Cada semente que plantamos nos dá frutos, e isso reforça nosso amor pela agricultura e pela terra”, afirmou.
Em Porto dos Gaúchos, o agricultor Peterson Piovezan Staniszewski também celebrou o gesto simbólico, ressaltando que o produtor rural representa a força do Brasil que alimenta o mundo. “Essa bandeira simboliza a fé, a perseverança e o amor pelo que fazemos. O Brasil tem vocação para o agro, e sinto orgulho de fazer parte desse processo que sustenta milhões de pessoas”, declarou.
Já em Nova Mutum, o produtor Luiz Alberto Oliveira destacou a importância de cultivar o amor ao país entre as novas gerações. “Tenho muito orgulho de ser brasileiro e de trabalhar por essa pátria. Precisamos incentivar os jovens a acreditar que ainda vale a pena amar o Brasil”, disse.
Projeto reforça o papel do agro na economia nacional
Segundo a Aprosoja MT, o projeto Pátria no Campo vai além do simbolismo: ele expressa o reconhecimento do papel do produtor mato-grossense como protagonista do desenvolvimento nacional. Mato Grosso ocupa hoje a terceira posição mundial na produção de soja e milho, e cada bandeira hasteada representa a dedicação e o trabalho de quem vive e produz no campo.
A entidade destaca que o movimento reflete o compromisso dos produtores com o país e reforça a imagem do Brasil como uma nação com vocação agrícola, sustentável e estratégica para a segurança alimentar global.
Como participar do projeto Pátria no Campo
Os produtores rurais interessados em receber a bandeira do Brasil podem solicitar a participação no projeto por meio dos supervisores regionais da Aprosoja MT ou entrar em contato diretamente pelo Canal do Produtor, pelo telefone (65) 3027-8100.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Produção de grãos cresce mais que silos e déficit de armazenagem já supera 130 milhões de T.
A deficiência da infraestrutura de armazenagem continua cobrando uma conta bilionária do agronegócio brasileiro. A defasagem entre a produção de grãos e a capacidade de armazenagem já supera 130 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Levantamento divulgado esta semana, realizado pela empresa paranaense Cogo Inteligência, estimou que os produtores brasileiros de soja e milho perderam R$ 88,3 bilhões entre 2023 e 2025 por causa da falta de capacidade para estocar a produção, obrigando a comercialização em momentos de maior oferta e, consequentemente, de preços mais baixos.
O problema ocorre justamente em um momento em que a produção nacional de grãos avança em ritmo recorde. A Conab projeta uma colheita de 353,4 milhões de toneladas nesta safra 25/26, enquanto a capacidade estática de armazenagem do país continua em torno de 220 milhões de toneladas. Na prática, a estrutura disponível é suficiente para guardar pouco mais de 60% da produção nacional, deixando um déficit superior a 130 milhões de toneladas.
A maior parte das perdas não está relacionada à deterioração dos grãos, mas à perda de renda. Sem espaço para armazenar a safra, muitos produtores precisam vender soja e milho logo após a colheita, período em que a oferta é elevada e os preços tendem a sofrer pressão. O excesso de produto nos portos também afeta os prêmios de exportação, reduzindo ainda mais o valor recebido pelo agricultor.
A situação contrasta com a observada em países concorrentes, como Estados Unidos e Argentina, onde a maior disponibilidade de silos permite aos agricultores escalonar as vendas ao longo do ano e aproveitar momentos mais favoráveis do mercado.
Segundo dados históricos da Conab, a produção brasileira de grãos cresceu 134% entre 2010 e 2023, enquanto a capacidade de armazenagem avançou apenas 53%, evidenciando que os investimentos em infraestrutura ficaram atrás da expansão da agricultura nacional.
Nos últimos anos, houve crescimento dos armazéns instalados dentro das propriedades rurais. O volume de capacidade nas fazendas passou de 20,7 milhões de toneladas em 2010 para 35,6 milhões de toneladas em 2025, uma alta de mais de 72%. Apesar disso, o avanço ainda é insuficiente para acompanhar o ritmo de crescimento das safras.
Entidades do setor defendem que a armazenagem deixe de ser vista apenas como uma estrutura complementar e passe a ser tratada como ferramenta estratégica de gestão. Além de reduzir custos logísticos, a capacidade de estocar a produção permite ao produtor escolher melhor o momento da venda, preservar a qualidade dos grãos e aumentar a competitividade da atividade.
A preocupação tende a crescer nos próximos anos. Com o Brasil consolidado como maior exportador mundial de soja e um dos principais fornecedores globais de milho, a expectativa é de continuidade da expansão da produção, o que exigirá investimentos cada vez maiores em silos, armazéns e logística pós-colheita para evitar que parte da rentabilidade obtida dentro da porteira seja perdida fora dela.
PROBLEMA SEGUNDÁRIO – O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto) lembrou que o déficit de armazenagem no Brasil não é novidade, mas segue sendo tratado como problema secundário dentro da política agrícola.
“O país já teve programas estruturados para expansão de silos e armazéns, como o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), no âmbito do Plano Safra, que previa aportes recorrentes para ampliar a capacidade estática, mas o volume efetivamente executado ficou abaixo da necessidade apontada pelo próprio setor, estimada em cerca de R$ 15 bilhões por ano para equilibrar o sistema”, comentou Rezende.
“O que se observa, na prática, é um descompasso entre o crescimento da produção e o ritmo dos investimentos em infraestrutura. Enquanto a safra de grãos avançou mais de 130% na última década, a capacidade de armazenagem cresceu em torno de 50%, segundo séries da Conab. Nesse intervalo, o déficit deixou de ser conjuntural e passou a ser estrutural, com impacto direto na formação de preços ao produtor”.
“Há programas públicos e linhas de crédito específicas voltadas ao setor, mas a execução ainda é insuficiente por representantes da cadeia. O PCA, principal instrumento federal para financiamento de armazenagem, prevê apoio à construção e modernização de estruturas, porém a demanda por crédito supera a oferta disponível em cada ciclo do Plano Safra, o que limita a expansão mais acelerada da capacidade instalada”, analisou o presidente do IA.
“O resultado desse desequilíbrio aparece na ponta. Sem espaço para estocar a produção, o produtor é obrigado a concentrar vendas no período de colheita, quando o mercado está mais pressionado. Na avaliação de entidades do setor, o tema segue sem coordenação de longo prazo entre governo, indústria e cooperativas, o que mantém o déficit de armazenagem como um dos principais gargalos logísticos do agronegócio brasileiro”.
O problema, na avaliação de Isan Rezende, é que falta execução coordenada e continuidade das políticas públicas. “Enquanto nós, produtores, seguimos produzindo safras recordes que empurram o país para frente, continuamos sem o apoio necessário para garantir a infraestrutura mínima. Isso não é falta de diagnóstico, é falta de prioridade na execução”, completou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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