Connect with us


Agro

Inflação sobe e mercado eleva projeções para 2026 e 2027, aponta Focus

Publicado em

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central revisaram novamente para cima as projeções de inflação no Brasil, conforme dados mais recentes do Boletim Focus. O cenário reforça a persistência de pressões inflacionárias nos próximos anos, mesmo diante de expectativas estáveis para crescimento econômico, juros e câmbio.

IPCA segue acima da meta em 2026 e 2027

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi elevada de 4,31% para 4,36% em 2026, permanecendo acima da meta de 3,00% estabelecida para o período.

Para 2027, a estimativa também apresentou leve avanço, passando de 3,84% para 3,85%, igualmente acima do centro da meta inflacionária.

Preços administrados e IGP-M apresentam variações

Os preços administrados, definidos por contratos ou pelo setor público, tiveram comportamento distinto entre os períodos analisados.

Para 2026, a projeção foi mantida em 4,27%. Já para 2027, houve leve alta, de 3,77% para 3,79%.

No caso do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a expectativa subiu de 3,46% para 3,73% em 2026, enquanto para 2027 permaneceu estável em 4,00%.

Leia mais:  Bicho-mineiro ameaça lavouras de café no outono e biossolução ganha espaço no controle da praga
Cenário externo pressiona expectativas inflacionárias

A elevação das projeções está associada, em parte, ao aumento dos preços do petróleo no mercado internacional, influenciado por tensões geopolíticas no Oriente Médio. Esse fator tem impacto direto sobre custos e contribui para a revisão das expectativas inflacionárias.

Crescimento do PIB segue estável

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) foram mantidas, indicando crescimento moderado da economia brasileira.

A expectativa é de expansão de 1,85% em 2026 e de 1,80% em 2027. O Banco Central, por sua vez, estima crescimento de 1,6% em 2026, conforme o Relatório de Política Monetária divulgado em março.

Mercado mantém expectativa de queda da Selic

Mesmo com a inflação acima da meta, o mercado financeiro mantém a previsão de redução da taxa básica de juros ao longo dos próximos anos.

Atualmente em 14,75% ao ano, a Selic deve encerrar 2026 em 12,50%, o que representa um corte acumulado de 2,25 pontos percentuais. Para 2027, a estimativa permanece em 10,50%.

Projeções para o dólar permanecem estáveis

No câmbio, não houve alterações nas estimativas. A projeção para o dólar ao fim de 2026 segue em R$ 5,40, enquanto para 2027 permanece em R$ 5,45.

Leia mais:  Setor canavieiro do Nordeste alerta para risco de colapso com possível abertura do mercado de etanol aos EUA

O cenário indica estabilidade, apesar das incertezas no ambiente externo.

Boletim Focus aponta quarta alta consecutiva para inflação de 2026

De acordo com o Boletim Focus, esta é a quarta semana seguida de elevação nas projeções para o IPCA em 2026, evidenciando a continuidade das pressões inflacionárias.

Ainda assim, o mercado mantém expectativas de desaceleração dos juros e estabilidade dos principais indicadores macroeconômicos.

Cenário econômico exige atenção

O conjunto das projeções aponta para um ambiente de inflação acima da meta, crescimento moderado e expectativa de redução gradual da taxa de juros.

O cenário reforça a necessidade de acompanhamento atento da política monetária e dos fatores externos que seguem influenciando o desempenho da economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

Published

on

Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

Leia mais:  Bicho-mineiro ameaça lavouras de café no outono e biossolução ganha espaço no controle da praga

No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

Leia mais:  Agronegócio Impulsiona Crescimento do PIB em 2026 com Alta de 11,7% no Setor

A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262