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Indicado por Valeixo, superintendente da PF no Paraná é exonerado do cargo

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O delegado Luciano Flores foi exonerado do cargo de Superintendente Regional da Polícia Federal (PF) do Estado do Paraná. A decisão publicada em Diário Oficial da União nesta terça-feira (2).
Omar Gabriel Haj Mussi, atual corregedor-geral da Polícia Federal, ficará no lugar de Luciano Flores. Mussi é paranaense e já atuou como superintendente da PF em Alagoas e foi diretor de Administração e Logística da Polícia Federal.

Flores foi um dos delegados em destaque durante a Operação Lava Jato e chegou a interrogar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele assumiu a função em fevereiro de 2019 sob indicação de Maurício Valeixo, quem ocupava o cargo anteriormente.

Valeixo se despediu da função de Superintendente para se tornar o diretor-geral da PF por escolha do ex-ministro Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública.

Contudo, a exoneração de Valeixo, definida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), resultou na saída de Moro e agora na troca do comando estadual da Polícia Federal.

Vale ressaltar que a Superintendência da PF no Paraná é uma das mais importantes do país. Foi na PF em Curitiba, por exemplo, onde Moro e Valeixo prestaram seus depoimentos no inquérito que investiga a possível interferência política de Bolsonaro na Polícia Federal e onde Lula ficou preso por um ano e sete meses.

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LUCIANO FLORES É EXONERADO DA SUPERINTENDÊNCIA NO PARANÁ

Luciano Flores entrou na Polícia Federal em 2002 e atuou na Lava Jato entre 2014 e 2016. Dentro da Operação, uma das suas maiores responsabilidades foi interrogar e executar a condução coercitiva do ex-presidente Lula.

Antes, ele foi delegado regional executivo da PF no Espírito Santo e depois passou pelo Mato Grosso do Sul até ser nomeado como chefe no Paraná.

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Ministério Público do Paraná esclarece sobre interrupção de sessão do Tribunal do Júri de Curitiba ocorrida nesta quinta-feira, 10 de setembro

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A respeito dos fatos ocorridos nesta quinta-feira, 10 de setembro, em sessão do Tribunal do Júri realizada em Curitiba (Autos 0001590-19.2022.8.16.0196), o Ministério Público do Paraná informa:

O Conselho de Sentença, que atuava desde quarta-feira, 9 de setembro, na sessão de julgamento de um acusado pelos crimes de homicídio qualificado consumado e sete tentativas de homicídio, ocorridos em Curitiba em maio de 2022, foi dissolvido ontem, quinta-feira, 10, por decisão do Juízo da 1ª Vara de Crimes Dolosos contra a Vida de Curitiba, após um evento ocorrido no interior da carceragem, envolvendo o réu, que foi atendido por bombeiro civil do Tribunal do Júri e depois pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Após o atendimento, ficou constatado que “(…) o réu não apresentava lesões no pescoço e seus sinais estavam normais, sendo possível o retorno à unidade prisional de origem sem a necessidade de atendimento hospitalar (…)”, de acordo com o boletim de ocorrência elaborado pela Polícia Militar.

O Ministério Público do Paraná, por meio do Promotor de Justiça que atua no caso e sua respectiva equipe, procurou, de pronto, depois de observar que a situação na carceragem se mostrava controlada, prestar atendimento a uma das vítimas do caso, que acompanhava a sessão de julgamento, bem como à testemunha que prestava depoimento no momento do ocorrido.

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Foi determinada a instauração de inquérito policial para apurar o ocorrido e o Ministério Público requereu avaliação psiquiátrica do acusado por médicos do Complexo Médico Penal, onde ele se encontra custodiado, a fim de subsidiar a apuração.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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