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Impulsiona Agro chega ao oeste catarinense para fortalecer gestão e mercado de empreendedores rurais

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Com o objetivo de transformar conhecimento em resultados e estimular o protagonismo de empreendedores rurais, Sebrae/SC e Serasa Experian lançaram o projeto Impulsiona Agro em Chapecó, oeste de Santa Catarina. A iniciativa atende inicialmente 30 empresários e busca integrar gestão, sustentabilidade e acesso a mercado, fortalecendo a agricultura familiar e setores como suinocultura, vitivinicultura e cadeias multissetoriais.

O lançamento contou com a presença de produtores rurais e marcou o início de uma jornada de capacitação que adapta o projeto nacional Impulsiona — consolidado em áreas urbanas desde 2021 — para o ambiente rural da região.

Parceria estratégica entre Sebrae/SC e Serasa Experian

Cristiane Kanashiro Rodrigues, especialista em sustentabilidade da Serasa Experian, destacou que a parceria nasceu para qualificar empreendedores em todo o Brasil e evoluiu para incluir o agronegócio.

“Nosso interesse sempre foi apoiar empresas urbanas, mas percebemos que o agro precisava de atenção especial. O oeste de Santa Catarina se destacou pelo trabalho sólido e maturidade do Sebrae/SC no estado”, afirmou Cristiane.

A iniciativa visa oferecer aos empresários rurais diagnóstico de gestão ESG (Ambiental, Social e Governança), consultorias personalizadas, oficinas presenciais, participação em feiras e eventos gastronômicos, além de estratégias para valorização de produtos e acesso a novos mercados.

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Josiane Minuzzi, coordenadora do programa Conexões Corporativas do Sebrae/SC, reforçou que o projeto é piloto e tem como objetivo medir a efetividade das capacitações e consultorias para organizar melhor os negócios e agregar valor aos produtos rurais.

Expectativas dos produtores rurais

Entre os participantes, o produtor de ovinos Anderson Elias Bianchi, de Lajeado Grande, destacou a importância do projeto:

“Produzimos leite de ovelha e diversos derivados, e estamos iniciando um projeto com suínos da raça Porco Moura. O Impulsiona Agro é uma grande oportunidade para aprimorar processos e conquistar novos mercados. As expectativas são altas, e temos confiança nos resultados.”

Estrutura e metodologia do projeto

O Impulsiona Agro terá duração de nove meses, estruturado em etapas para fortalecer a gestão empresarial e a competitividade.

  • Diagnóstico inicial – Avaliação da maturidade em gestão e práticas ESG, com consultoria individualizada de até quatro horas.
  • Plano de ação personalizado – Com base no diagnóstico, cada empresa recebe orientação estratégica para gestão financeira, marketing, vendas e ESG.
  • Consultorias técnicas e oficinas presenciais – Atividades individualizadas e oficinas sobre temas estratégicos para crescimento e organização do negócio.
  • Participação em eventos de mercado – Feiras, seminários e eventos gastronômicos que ampliam a visibilidade dos produtos e fortalecem a marca.
  • Avaliação final – Segundo diagnóstico para medir evolução e resultados, seguido de relatório consolidado com desempenho e avanços obtidos.
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O encerramento contará com evento oficial, compartilhando conquistas, aprendizados e boas práticas que podem inspirar outros empreendedores do setor agro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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