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Agro

II Semana da Cachaça promove destilado brasileiro na Cidade do México

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A II Semana da Cachaça foi realizada na Cidade do México entre 7 e 16 de novembro, com ações voltadas à promoção do destilado brasileiro entre importadores, bares, restaurantes, hotéis e influenciadores. A programação incluiu atividades de capacitação, rodada de negócios e uma série de iniciativas em espaços de gastronomia da capital mexicana.

A abertura oficial ocorreu em 5 de novembro com a presença de representantes de empresas importadoras, hotéis, estabelecimentos do setor e autoridades locais. No dia seguinte, a Embaixada do Brasil no México sediou uma rodada de negócios com as empresas brasileiras participantes, aproximando produtores do mercado comprador mexicano.

Reconhecida por decreto federal como denominação típica e exclusiva do Brasil, a cachaça é um dos principais símbolos nacionais e base de coquetéis clássicos como a caipirinha. Atualmente, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) registra cerca de mil produtores, com destaque para Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Ceará e Paraíba. Segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), o produto é exportado para mais de 70 países por mais de 50 empresas, gerando receita de US$ 20,8 milhões (9,31 milhões de litros), demonstrando o alto valor agregado da bebida e seu papel como cartão de visitas do agro brasileiro no exterior.

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Brasil e México mantêm ainda um acordo de reconhecimento mútuo entre a cachaça e a tequila. As duas bebidas são reconhecidas como “indicações geográficas” (“indicações geográficas e produtos distintivos”), o que garante proteção e reconhecimento nos dois mercados. Pelo acordo, a cachaça conta com isenção de tarifa de importação no México, ampliando a competitividade do produto brasileiro no país.

O evento foi organizado pela Embaixada do Brasil no México e contou com o apoio do Mapa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da ApexBrasil, do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) e dos governos e federações de Minas Gerais e Bahia.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Inadimplência no crédito rural chega a 6,5% e impulsiona solução que mede risco produtivo no agronegócio

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Inadimplência no crédito rural cresce e pressiona sistema financeiro do agronegócio

O aumento da inadimplência no crédito rural e a pressão sobre as carteiras agrícolas das instituições financeiras têm acelerado a busca por novas ferramentas de avaliação de risco no agronegócio.

De acordo com dados do Banco Central, o volume de dívidas rurais renegociadas no país já soma R$ 37 bilhões, enquanto a inadimplência do crédito rural alcançou cerca de 6,5% em 2025, mais que o dobro do registrado no ano anterior.

O cenário é influenciado por custos elevados de produção, volatilidade das commodities agrícolas e eventos climáticos extremos que afetam diretamente a produtividade no campo.

Modelo tradicional de crédito não considera capacidade produtiva do campo

Apesar dos avanços nas análises financeiras, a avaliação de risco no crédito rural ainda é baseada, em grande parte, no histórico financeiro e no comportamento de pagamento dos produtores.

Na prática, a capacidade produtiva das propriedades rurais não costuma ser incorporada de forma estruturada, o que cria uma lacuna importante na análise de risco do setor.

Picsel lança primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro

Para reduzir essa lacuna, a Picsel, empresa especializada em inteligência de dados aplicada ao agronegócio, lançou o primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro.

A solução tem como objetivo medir a capacidade produtiva das lavouras e oferecer a bancos, cooperativas de crédito e empresas do setor uma nova camada de informação para apoiar decisões financeiras no campo.

Tecnologia utiliza mais de 30 anos de dados agrícolas

O modelo desenvolvido pela empresa analisa mais de 30 anos de dados agrícolas, contemplando até 30 safras por área produtiva.

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As cinco safras mais recentes recebem maior peso na análise, permitindo que o indicador reflita com mais precisão as condições atuais das propriedades rurais.

A base de dados cobre todo o território nacional, com foco nas culturas de soja e milho, que juntas representam cerca de 88% da produção de grãos do Brasil.

Integração de satélite, clima e solo aumenta precisão do score

Para gerar o Score de Risco Produtivo, a solução integra diferentes fontes de dados, como imagens de satélite, informações climáticas históricas, características de solo e bases públicas como MapBiomas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Também são utilizados dados de satélites como Sentinel e da NASA, além de informações meteorológicas e indicadores de produtividade agrícola.

Essas informações são processadas por modelos proprietários de inteligência artificial, que resultam em um índice único de risco produtivo por área analisada.

Avaliação é feita por área produtiva e não por produtor rural

Um dos diferenciais da tecnologia é que a análise é realizada por área produtiva específica, e não diretamente pelo produtor rural.

Isso significa que um mesmo produtor pode apresentar diferentes níveis de risco de acordo com cada propriedade ou talhão agrícola.

Score varia de 0 a 1000 e estima capacidade produtiva

O resultado do modelo é uma pontuação que varia de 0 a 1000, em que valores mais altos indicam menor risco produtivo e maior estabilidade na produção agrícola.

Além da pontuação, a plataforma também estima a capacidade produtiva média da área analisada, em quilos por hectare, permitindo maior precisão na projeção de receitas no campo.

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Ferramenta apoia bancos, cooperativas e empresas do agro

Na prática, o indicador funciona como um termômetro de risco agrícola para bancos, fintechs, cooperativas de crédito, tradings e empresas da cadeia agroindustrial.

Com essas informações, as instituições podem ajustar políticas de crédito, calibrar taxas de juros, exigir garantias adicionais ou ampliar limites para produtores com menor risco produtivo.

A ferramenta também permite relacionar diretamente quebra de safra e inadimplência, contribuindo para a gestão de risco e para o provisionamento de perdas de crédito (PDD).

Integração entre produção e crédito amplia precisão na análise de risco

Segundo o CEO da Picsel, Vitor Ozaki, a incorporação da dimensão produtiva torna a avaliação de risco mais completa e alinhada à realidade do agronegócio.

Ele destaca que, ao considerar a capacidade de produção, o mercado financeiro passa a entender melhor o impacto de eventos como quebras de safra na capacidade de pagamento dos produtores rurais.

Inteligência de dados tende a ganhar espaço no financiamento do agro

Para a empresa, o uso combinado de inteligência de dados, histórico produtivo e modelagem algorítmica tende a se tornar cada vez mais relevante no financiamento do agronegócio.

A expectativa é que esse tipo de solução contribua para decisões mais precisas, maior segurança nas operações de crédito e melhor adequação das ofertas ao perfil de cada produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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