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Ibovespa bate novo recorde histórico e dólar recua com foco no PIB do terceiro trimestre

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O principal índice da bolsa brasileira voltou a subir nesta quinta-feira (4), renovando seu recorde histórico e refletindo o otimismo dos investidores com a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2025. Por volta das 10h20, o Ibovespa avançava 0,48%, alcançando 162.550 pontos, a maior pontuação já registrada em um pregão.

Enquanto isso, o dólar comercial operava em queda de 0,33%, cotado a R$ 5,2952, acompanhando o movimento de entrada de recursos estrangeiros e a melhora da percepção de risco sobre a economia brasileira. Na véspera, a moeda americana havia fechado em R$ 5,3125.

Mercado em ritmo de alta

O desempenho positivo do Ibovespa reflete o otimismo dos agentes financeiros diante das perspectivas de crescimento moderado da economia e de um possível início do ciclo de cortes na taxa Selic nos próximos meses. A expectativa é que um PIB mais fraco reforce a necessidade de estímulos monetários, o que tende a beneficiar o mercado de ações.

Além do cenário doméstico, o ambiente internacional também influencia o humor dos investidores. Nos Estados Unidos, os dados mais recentes do mercado de trabalho e da inflação continuam no radar, influenciando as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve em relação às taxas de juros.

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Dólar em queda e confiança no Brasil

A queda do dólar nesta quinta-feira acompanha o movimento de maior confiança dos investidores estrangeiros em relação ao Brasil. Com a possibilidade de manutenção do crescimento econômico e avanço das reformas fiscais, o fluxo de capitais tem favorecido o real.

O acumulado da semana indica queda de 0,42% para o dólar, enquanto no ano a desvalorização da moeda americana já supera 14%.

Ibovespa acumula ganhos expressivos em 2025

No mesmo período, o Ibovespa soma alta de 1,68% na semana e de 34,48% no ano, impulsionado pelo bom desempenho de setores como energia, commodities e bancos. O rali de fim de ano vem sendo sustentado também por expectativas de melhora no cenário fiscal e de retomada gradual da economia global.

Expectativas para os próximos dias

Com o resultado do PIB do 3º trimestre prestes a ser divulgado, o mercado deve ajustar posições nas próximas sessões. Caso os números venham acima das projeções, o movimento de valorização da bolsa pode ganhar novo fôlego, consolidando o otimismo que marca o encerramento de 2025.

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Já um desempenho abaixo do esperado pode provocar ajustes pontuais e realização de lucros, especialmente entre as ações que mais se valorizaram ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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