Agro
Hereford e Braford brilham na 83ª Expofeira de Alegrete com genética de alta qualidade e funcionalidade
A 83ª Expofeira de Alegrete, realizada no Parque de Exposições Dr. Lauro Dornelles, no Rio Grande do Sul, reuniu criadores e exemplares das raças Hereford e Braford, como parte do calendário oficial das Exposições de Primavera da ABHB (Associação Brasileira de Hereford e Braford). O evento teve como foco avaliação de funcionalidade e qualidade genética, com julgamento de animais nas modalidades rústicos e argola, fêmeas e machos, sob a supervisão do jurado Fabrício de Faria Correa.
Hereford PO Rústico: destaque para fêmeas e machos campeões
Entre as fêmeas Hereford PO Rústico, a Grande Campeã foi o Lote 1088, Tatuagem 4326, de Ricardo Pereira Duarte, da Cabanha Touro Passo, de Uruguaiana (RS). Na categoria Polled Hereford PO Rústico Fêmeas, o Grande Campeão foi o Lote 1096, Tatuagens V59, V173 e V194, do criador Carlos Edmundo Cirne Lima Eichenberg, da Estância Silêncio, de Alegrete (RS), enquanto a Suprema Campeã foi a Tatuagem V94, do mesmo criador.
Entre os machos, o Hereford PO Rústico de maior destaque foi o Lote 1093, Tatuagem 9275, de João Souza Cavalcanti, da Cabanha São Fernando, em Quaraí (RS). Já o Polled Hereford PO Rústico Macho teve como Grande Campeão o Lote 1091, Tatuagens 4296, 4319 e 4345, do criador Ricardo Pereira Duarte, da Cabanha Touro Passo, que também conquistou o título de Supremo Campeão com a tatuagem 4319.
Polled Hereford PC e Braford rústico: força e funcionalidade
No Polled Hereford Rústico PC Macho, o Grande Campeão foi o Lote 1083, Tatuagens V53, V58 e V122, da Cabanha São Manoel, de Alegrete (RS), com Melhor Rústico sendo o Lote 1080, Tatuagem X3, da mesma propriedade.
Entre os Braford fêmeas rústico, o Grande Campeão foi o Lote 1064, Tatuagens 4035, 4037 e 4071, de Susana Macedo Salvador, da Estância Santo Isidro – Cia Azul, de Uruguaiana (RS). O título de Melhor Rústica foi conquistado pelo Lote 1065, Tatuagem FIV49, da Braford La Corriente, de Alegrete (RS). Já os machos rústicos Braford tiveram Grande Campeão no Lote 1055, Tatuagens 2107, 2100 e 2119, do criador Anibal Campos, da Estância Umbu, de Rosário do Sul (RS), enquanto o Melhor Rústico foi o Lote 1054, Tatuagem 2102, da mesma propriedade.
Hereford e Braford Argola: supremacia genética em exposição
Na categoria Hereford PO Argola Fêmeas, a Grande Campeã foi o Box 1007, Tatuagem 10628, de João Souza Cavalcanti e Lucimar Moreira Langendorf, da Cabanha São Fernando e Agropecuária Langendorf, de Quaraí e São Gabriel (RS). Já o título de Polled Hereford PO Argola Fêmeas Grande Campeã e Suprema Campeã foi para o Box 1016, Tatuagem TE3235, de Ricardo Pereira Duarte, da Cabanha Touro Passo, de Uruguaiana (RS).
Entre os machos Hereford PO Argola, o Grande Campeão foi o Box 1004, Tatuagem 4388, de Ricardo Pereira Duarte, enquanto o Polled Hereford PO Argola Machos Grande Campeão e Supremo Campeão ficou com o Box 1010, Tatuagem 4408, do mesmo criador.
No Braford Argola Fêmeas, a campeã foi o Box 1001, Tatuagem J042, de João Pedro Silva Dutra, da Fazenda Santa Rita, de Alegrete (RS).
Evento reforça tradição e incentivo à qualidade genética no RS
A Expofeira de Alegrete, ao reunir criadores e animais de alta qualidade genética, consolidou-se como um dos principais eventos de primavera da ABHB, destacando a importância da seleção e funcionalidade das raças Hereford e Braford para o fortalecimento da pecuária na Fronteira Oeste gaúcha.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Segunda safra de milho deve alcançar 115,8 milhões de toneladas, mas rentabilidade preocupa produtores
A segunda safra de milho 2025/26 confirma o elevado potencial produtivo do agronegócio brasileiro, mas também evidencia os desafios enfrentados pelos produtores ao longo da temporada. Após a conclusão do Rally da Safra, a Agroconsult revisou para cima sua estimativa para a produção nacional da safrinha, projetando uma colheita de 115,8 milhões de toneladas.
Embora o volume represente uma recuperação em relação à estimativa inicial de 112 milhões de toneladas divulgada em maio, o resultado permanece abaixo das 125,3 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.
A revisão incorpora as informações coletadas pelas equipes técnicas em campo e as análises de imagens de satélite realizadas pela plataforma CropData, utilizada para monitoramento e classificação das áreas cultivadas.
Calendário de plantio definiu o desempenho das regiões produtoras
Segundo o levantamento, o comportamento da safra foi bastante heterogêneo entre os principais estados produtores, refletindo principalmente o impacto do calendário de plantio e das condições climáticas.
As regiões com melhor desempenho foram o Médio-Norte e Oeste de Mato Grosso, Sul de Mato Grosso do Sul, Oeste do Paraná e Sul de São Paulo. Nessas áreas, o plantio ocorreu dentro da janela considerada ideal, favorecendo o desenvolvimento das lavouras e garantindo elevados índices de produtividade.
Em um segundo grupo aparecem Maranhão, Piauí, Tocantins, Norte do Paraná, Sudoeste paulista e parte do Leste de Mato Grosso. Nessas regiões, atrasos na implantação das lavouras aumentaram os riscos, embora o potencial produtivo tenha permanecido satisfatório.
Já Goiás, Sudeste de Mato Grosso, Norte de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais concentraram os maiores impactos negativos da temporada. O plantio fora da janela ideal coincidiu com a interrupção antecipada das chuvas entre abril e maio, reduzindo tanto a área cultivada quanto a produtividade.
Área cultivada permaneceu praticamente estável
A área nacional destinada ao milho segunda safra foi estimada em 18,2 milhões de hectares, mantendo estabilidade em relação ao ciclo anterior.
Apesar disso, houve diferenças significativas entre os estados. Mato Grosso ampliou sua área em 2%, Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 5,2%, Paraná avançou 4,2% e Rondônia expandiu 10,3%.
Em sentido contrário, Goiás reduziu a área plantada em 5,9%, Minas Gerais teve retração de 4,7% e a região do MATOPIBA registrou queda de 9,1%.
As condições climáticas tiveram papel decisivo ao longo da temporada. O excesso de chuvas em março atrasou a semeadura em diversas regiões, enquanto a seca registrada entre abril e maio comprometeu o enchimento dos grãos em importantes áreas produtoras do Centro-Oeste. As precipitações observadas em junho contribuíram para amenizar parte das perdas, mas não foram suficientes para recuperar plenamente o potencial produtivo.
Mato Grosso lidera produtividade; Goiás registra maior queda
Entre os estados avaliados pelo Rally da Safra, Mato Grosso apresentou novamente os melhores indicadores de produtividade, com média de 130 sacas por hectare, apenas 1,4% abaixo da safra anterior.
O bom desempenho foi impulsionado principalmente pelas regiões Médio-Norte e Oeste, onde o calendário agrícola favoreceu elevada população de plantas e excelente formação das espigas.
Em Goiás, entretanto, o impacto climático foi um dos mais severos da temporada. A produtividade média caiu para 83 sacas por hectare, retração de 34,6% em relação ao ciclo anterior.
No Mato Grosso do Sul, a média ficou em 99,3 sacas por hectare, beneficiada pelo desempenho das áreas do Sul do estado. Já o Paraná alcançou produtividade média de 97,9 sacas por hectare, com destaque para a região Oeste.
Em Minas Gerais, a redução da produtividade foi de 22,2%, enquanto a região do MATOPIBA registrou retração de 14,9%.
Segundo André Debastiani, coordenador do Rally da Safra, o elevado volume de produção não significa necessariamente maior rentabilidade ao produtor.
“A produção brasileira continua expressiva, mas é importante diferenciar volume produzido de resultado econômico. Nessa safra, o produtor enfrentou uma combinação de custos elevados e preços pressionados, o que reduz a rentabilidade da atividade.”
Produção total de milho é revisada para 144,1 milhões de toneladas
Com a atualização dos números da segunda safra, a produção total de milho do Brasil em 2025/26 passou a ser estimada em 144,1 milhões de toneladas, acima da projeção de 140,5 milhões divulgada em maio.
Mesmo assim, o volume permanece inferior às 152,3 milhões de toneladas registradas na temporada anterior.
A área total cultivada com milho no país alcança 22,6 milhões de hectares.
Mercado interno ganha força, mas exportações enfrentam maior concorrência
No mercado doméstico, o crescimento do consumo pela indústria de ração animal e pela produção de etanol de milho continua sustentando a demanda.
Por outro lado, o ambiente internacional tornou-se mais competitivo. A expectativa de grandes colheitas nos Estados Unidos e na Argentina amplia a oferta global e tende a pressionar as exportações brasileiras, limitando o potencial de recuperação dos preços.
Além disso, a colheita ainda em andamento em áreas do Paraná e de Mato Grosso do Sul mantém produtores atentos às condições climáticas, especialmente ao risco de frio sobre lavouras em fase de enchimento de grãos.
Rally da Safra realizou maior expedição da história
A edição 2026 do Rally da Safra percorreu mais de 104 mil quilômetros entre janeiro e junho, mobilizando 23 equipes técnicas — sendo 17 dedicadas à soja e seis ao milho.
Durante a expedição foram avaliadas aproximadamente 2,5 mil lavouras e quase 44 mil pontos georreferenciados em todas as principais regiões produtoras do país, tornando esta a maior operação já realizada pelo levantamento.
Perspectivas
A tendência para os próximos meses é de manutenção de uma oferta elevada de milho no mercado interno, favorecida pelo avanço da colheita da segunda safra. O consumo doméstico deve continuar aquecido, impulsionado principalmente pelos setores de proteína animal e etanol de milho.
No entanto, a rentabilidade do produtor seguirá pressionada pelo elevado custo de produção e pela concorrência internacional, especialmente diante das grandes safras previstas nos Estados Unidos e na Argentina. Nesse cenário, o comportamento do câmbio, da demanda externa e da logística de exportação será determinante para a formação dos preços ao longo do segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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