Connect with us


Agro

Governo lança linha de crédito emergencial de R$ 700 milhões para ajudar produtores de leite

Publicado em

O Ministério da Fazenda anunciou a criação de uma linha de crédito emergencial destinada às cooperativas de produtores de leite. A medida, que envolve a realocação de recursos do Plano Safra 2023/24, disponibilizará um total de R$ 707 milhões para o setor.

Esta linha de crédito, nomeada como Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro Giro) Faixa 2, tem o objetivo de oferecer suporte financeiro aos produtores que estão enfrentando dificuldades devido ao baixo preço do leite. De acordo com as condições estabelecidas, os empréstimos estarão disponíveis com uma taxa de juros de 8% ao ano e poderão ser parcelados em até 60 vezes. Além disso, os produtores terão um período de carência de 24 meses antes de iniciar o pagamento das parcelas.

A implementação dessa linha de crédito emergencial foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em dezembro. Para a operacionalização dos financiamentos, foram designadas duas instituições financeiras: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil (BB). O BNDES será responsável por administrar um montante de R$ 507,485 milhões, enquanto o Banco do Brasil disporá de R$ 200 milhões para emprestar.

Leia mais:  Soja mantém volatilidade em Chicago e exportações brasileiras avançam em volume

Os produtores de leite interessados poderão solicitar os empréstimos até o dia 30 de junho, buscando alívio financeiro frente aos desafios impostos pelo atual cenário econômico no setor lácteo.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook

Agro

Economia brasileira volta a crescer em 2026, mas inflação elevada e juros altos mantêm desafios para o agronegócio

Published

on

A economia brasileira voltou a apresentar sinais mais consistentes de recuperação no primeiro trimestre de 2026. Após dois períodos consecutivos de estagnação, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior, resultado impulsionado principalmente pelo avanço do setor de serviços, pela recuperação do consumo das famílias e pelo bom desempenho da agropecuária.

A retomada da atividade econômica ocorre em um ambiente ainda marcado por desafios relevantes, como inflação acima da meta, juros elevados, incertezas fiscais e tensões geopolíticas que continuam influenciando os mercados globais e os custos de produção no campo.

Agropecuária contribui para a retomada econômica

O setor agropecuário manteve papel estratégico no crescimento da economia brasileira. No primeiro trimestre, a atividade avançou 1,8% na comparação anual e 2% em relação ao trimestre anterior, impulsionada pelo aumento da produtividade e pelo clima favorável em importantes regiões produtoras.

O destaque ficou para a soja, cuja produção atingiu novo recorde histórico, favorecida pela expansão da área cultivada e pelo bom desempenho das lavouras. Em contrapartida, culturas como milho e arroz apresentaram redução nas projeções de produção e produtividade, refletindo desafios específicos em algumas regiões do país.

A força do agronegócio continua sustentando exportações, geração de renda e fluxo cambial, fatores fundamentais para o equilíbrio da economia nacional.

Consumo das famílias ganha força

Outro fator que contribuiu para o crescimento do PIB foi a recuperação do consumo das famílias, que avançou 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado reflete a combinação entre mercado de trabalho ainda aquecido, aumento da renda real dos trabalhadores e programas de estímulo ao consumo implementados pelo governo federal.

Leia mais:  Confinamento de bovinos em 2026 exige planejamento e controle sanitário para elevar eficiência na pecuária de corte

Apesar disso, economistas avaliam que o ritmo de expansão pode perder intensidade ao longo do segundo semestre diante dos efeitos dos juros elevados sobre crédito, investimentos e atividade econômica.

Inflação segue acima da meta e preocupa mercado

Se por um lado a economia voltou a crescer, por outro a inflação continua sendo um dos principais desafios para o país.

O IPCA-15 de maio registrou alta de 0,62%, acumulando avanço de 4,6% nos últimos 12 meses, patamar acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.

Os principais responsáveis pela pressão inflacionária foram os alimentos e a energia elétrica. Entre os produtos que mais subiram estão batata, tomate, carnes e leite longa vida, itens diretamente ligados ao consumo das famílias e ao setor agropecuário.

Além disso, os riscos associados ao mercado internacional de energia e fertilizantes permanecem no radar. Um eventual agravamento das tensões no Oriente Médio pode elevar os custos de produção agrícola e pressionar ainda mais os preços dos alimentos.

Mercado de trabalho mostra desaceleração gradual

O mercado de trabalho continua apresentando indicadores positivos, mas já dá sinais de desaceleração.

Em abril, o saldo de empregos formais ficou em 85,9 mil vagas, número significativamente inferior às expectativas do mercado. Ainda assim, a taxa de desemprego caiu para 5,8%, a menor já registrada para o mês desde o início da série histórica.

A renda média do trabalhador alcançou novo recorde, chegando a R$ 3.732 mensais, contribuindo para a sustentação do consumo interno.

Leia mais:  Valorização da arroba do boi e exportações aquecidas abrem novembro
Exportações seguem fortalecidas

O setor externo continua sendo um dos pilares da economia brasileira em 2026.

As exportações cresceram impulsionadas principalmente pelas commodities, com destaque para petróleo, alimentos e produtos ligados ao agronegócio. O saldo comercial robusto ajudou a reduzir o déficit em transações correntes e reforçou a entrada de divisas no país.

O Investimento Estrangeiro Direto também segue em patamar elevado, demonstrando que o Brasil continua atraindo recursos internacionais mesmo em um cenário global marcado por incertezas.

Dólar pode voltar a subir até o fim do ano

Apesar da valorização recente do real, analistas avaliam que o dólar pode voltar a ganhar força nos próximos meses.

A expectativa é que a moeda norte-americana encerre 2026 próxima de R$ 5,35, influenciada pela redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, pelo ambiente eleitoral doméstico e pelas incertezas fiscais.

Para o agronegócio, um dólar mais elevado tende a favorecer a competitividade das exportações, mas também aumenta os custos de insumos importados, especialmente fertilizantes, defensivos e combustíveis.

Perspectivas para o restante de 2026

As projeções apontam crescimento econômico de 1,8% em 2026 e aceleração para 2,4% em 2027. No entanto, a trajetória dependerá da evolução da inflação, da política monetária, do cenário fiscal e dos desdobramentos geopolíticos internacionais.

Para o agronegócio, o cenário continua misto: de um lado, a demanda global por alimentos e a força das exportações sustentam oportunidades; de outro, os custos de produção, a volatilidade cambial e os riscos climáticos seguem exigindo atenção redobrada dos produtores e investidores do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262