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Agro

Governo define prioridades do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos até 2027

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O Governo Federal publicou nesta quarta-feira (4), no Diário Oficial da União (DOU), as iniciativas prioritárias do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara). O plano define as ações que serão implementadas até 2027, com foco na redução do uso de produtos químicos na agricultura brasileira e no incentivo a práticas mais sustentáveis de produção.

Programa estabelece diretrizes para o biênio 2026–2027

As ações estão baseadas no Decreto nº 12.538/2025, que instituiu oficialmente o Pronara, e fazem parte de um plano interministerial que busca promover a transição para uma agricultura menos dependente de agrotóxicos. O programa terá validade inicial de dois anos (2026–2027) e será executado por meio de diferentes órgãos e entidades federais.

Ao todo, o Pronara contará com 31 eixos de atuação, envolvendo a participação de mais de dez instituições públicas, entre elas os Ministérios do Meio Ambiente (MMA), Saúde (MS) e Educação (MEC), além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Agência Nacional de Saúde (ANS) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Prioridades incluem alternativas sustentáveis e capacitação técnica

Entre as principais prioridades definidas, estão:

  • Desenvolvimento de alternativas aos agrotóxicos, como bioinsumos e práticas de manejo integrado de pragas;
  • Capacitação e qualificação técnica para uso responsável e seguro de defensivos agrícolas;
  • Adoção de medidas econômicas e fiscais que incentivem a redução no uso de agrotóxicos e promovam a sustentabilidade nas cadeias produtivas.

Essas medidas têm como objetivo proteger a saúde humana e ambiental, fortalecer a agricultura sustentável e estimular a adoção de tecnologias de baixo impacto.

Estratégia integrada para sustentabilidade no campo

O Pronara representa um marco na política ambiental e agrícola brasileira, ao articular diferentes ministérios e instituições em torno de um objetivo comum: reduzir gradualmente a dependência de agrotóxicos e aumentar a competitividade da agricultura nacional por meio da inovação e do uso racional de insumos.

As ações previstas devem ser monitoradas e atualizadas periodicamente, com a participação de representantes do governo, da sociedade civil e do setor produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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