Paraná
Governo autoriza realização de novo concurso para auditores fiscais da Receita Estadual
O governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou nesta quinta-feira (25) a realização de um novo concurso público destinado ao preenchimento de 50 cargos de auditor fiscal da Receita Estadual do Paraná. O concurso tem como objetivo a recomposição do quadro de auditores fiscais da Receita Estadual, o órgão de regime especial encarregado da administração tributária do Estado.
As vagas abertas no concurso deverão preencher postos de trabalho em diferentes unidades da Receita Estadual do Paraná, localizadas em Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Umuarama, Cascavel e Pato Branco.
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O secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior, ressalta a importância de manter um corpo qualificado na Receita Estadual do Paraná. “Estamos cientes da importância vital da manutenção de um quadro adequado para o pleno funcionamento dos serviços tributários e fiscais. Diante da redução no número de auditores fiscais, que ocorre à medida que os quadros atuais entram em aposentadoria, a realização deste concurso é crucial para garantir a continuidade e eficiência das atividades”, observa.
A Comissão de Concursos da Receita Estadual trabalha no desenvolvimento das etapas iniciais do processo seletivo. Em um primeiro momento, o grupo irá elaborar o regulamento, para em seguida dar andamento à redação e aprovação do edital, bem como à contratação de empresa especializada, que vai elaborar e aplicar as provas. A previsão é que o concurso seja realizado neste ano.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.
Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos
As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.
Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).
Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.
Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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