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Governo ajuda na entrada e 97 famílias de Londrina realizam o sonho da casa própria

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O Governo do Estado entregou nesta terça-feira (19) as chaves de 97 apartamentos do Residencial Lago di Marbella, em Londrina, no Norte do Estado. Por meio do programa Casa Fácil Paraná, a Cohapar investiu R$ 1,4 milhão para que cada mutuário fosse beneficiado com R$ 15 mil de entrada em seu imóvel. Além desse subsídio, os compradores também foram contemplados com descontos variáveis, conforme a renda, através do programa Minha Casa, Minha Vida. A obra é uma parceria entre o Governo do Paraná, Caixa Econômica Federal e construtora MRV.

O prédio possui o total de 160 unidades. Os apartamentos possuem três modelos arquitetônicos, com tamanhos de 40,83 m², 43,54 m² e 50,71 m², divididos em dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. O residencial tem área de lazer completa, com piscina, área infantil e salão de festas e conta com infraestrutura já consolidada em toda região. O financiamento do saldo pode ser feito em até 360 meses e as prestações variam entre R$ 363 a R$ 1.032.

A concessão do recurso estadual para abatimento do valor de entrada foi destinado a famílias com renda de até três salários mínimos. Além do critério financeiro, para ter acesso ao valor de entrada os beneficiários não podem possuir casa própria nem ter participado de outros programas habitacionais anteriormente. A aprovação do benefício está sujeita à negociação das condições de compra com a construtora responsável pela obra e à aprovação de crédito junto à Caixa Econômica Federal.

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Para Luciano Lucas Silva Alencar, alinhador de pneus, de 31 anos, receber as chaves do imóvel foi uma sensação única – ainda mais pela data, às vésperas do Natal. Segundo ele e a esposa, Poliana Tamires Rocha Alencar, o benefício concedido pela Cohapar fez uma diferença muito grande e sem essa ajuda a conquista não teria sido possível.

“Quando falaram o valor de entrada, a gente não via condições, porque temos filhos e era muita coisa. Mas tivemos os descontos do governo e deu tudo muito certo. As crianças estão muito ansiosas. Por elas, já mudamos aqui para o apartamento amanhã”, disse Poliana.

Já para o casal Rosana Beatriz Nunes e Victor Hugo Sander, ter um imóvel próprio sempre foi o objetivo para quando se casassem. Mas o sonho parecia tão distante da realidade e alugar também não cabia no orçamento. Por isso o subsídio do programa Casa Fácil Paraná foi essencial para que o casal realizasse o sonho.

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“Começamos a buscar despretensiosamente e nos deparamos com o subsídio da Cohapar e condições facilitadas para pagar a entrada. Esse recurso do governo, esse apartamento, foram uma bênção”, enfatizou Sander. “Tudo aconteceu por causa do subsídio. No início parecia impossível, mas veio esse incentivo e as possibilidades foram se abrindo. Quando vimos, já estávamos com a documentação toda assinada e agora até com os móveis encaminhados para podermos nos mudar. Eu ainda nem acredito”, complementou Rosana.

PARCERIA – O investimento total no empreendimento foi de R$ 28 milhões, dos quais R$ 1,4 milhão em subsídios do Governo do Paraná repassados às famílias. A MRV foi responsável pela execução das obras do residencial. As 160 unidades habitacionais foram construídas com foco na sustentabilidade, na qualidade de vida e conforto dos moradores. A Cohapar atuou como intermediadora no processo, coordenando as ações entre as instituições parceiras e garantindo que em todas as etapas do empreendimento fossem cumpridas de acordo com as normas vigentes.

Fonte: Governo PR

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Estado apresenta anteprojeto com obras de R$ 1,3 bilhão para minimizar cheias do Rio Iguaçu

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O Governo do Estado apresentou na noite desta quinta-feira (11) o anteprojeto de engenharia com as obras necessárias para minimizar os efeitos das cheias do Rio Iguaçu. O investimento estimado é de R$ 1,3 bilhão, contemplando 20 possíveis intervenções, incluindo o aumento da capacidade de escoamento por meio de escavações, retificações, dragagens, construções de canais, túneis e diques.

A audiência pública ocorreu no Cineteatro Luz, em União da Vitória, no Sul do Estado, e contou com a presença de cerca de 400 pessoas. Os estudos foram elaborados pela Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), contratada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) – o investimento apenas nesta fase foi de R$ 5 milhões.

“Essa é a primeira vez na história que, de fato, apresentamos uma proposta concreta para conter as cheias causadas pelo Rio Iguaçu. Um projeto robusto, com dimensionamento, valoração e cronograma, o que nos permite buscar os recursos necessários para, paulatinamente, executar as intervenções”, destacou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

“Importante ressaltar que todos os estudos existentes foram considerados para que chegássemos a essa modelagem. Modelagem que passou por simulações que comprovaram a eficiência das ações previstas no projeto”, acrescentou.

A proposta apresentada pela universidade combina uma série de soluções com a escavação do leito do rio; do leito da corredeira de Porto Vitória; alargamentos de curvas; e a construção de canais, túneis (no Morro da Dona Mercedes e em Porto Vitória) e de dique de proteção na área urbana.

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De acordo com a Unilivre, a junção dessas intervenções poderia diminuir em até 2,70 metros o nível das cheias no Vale do Iguaçu. O prazo estimado é de 48 meses. A contratação se daria pelo modelo contratação integrada (RDCi), em que a empresa vencedora é responsável por elaborar os projetos (básico e executivo) e por executar a obra física, agilizando o processo. A expectativa é que a licitação possa ocorrer nos próximos meses.

“Esse é um compromisso que assumimos com União da Vitória e toda a região do Vale do Iguaçu. Sabemos dos prejuízos e do sofrimento que as enchentes causam às famílias há décadas. Por isso, trabalhamos junto ao Governo do Estado para viabilizar os estudos necessários e agora seguiremos empenhados na busca dos recursos para transformar esse projeto em realidade. Não vamos medir esforços para encontrar uma solução para esse problema”, afirmou o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Hussein Bakri.

Agora, com o anteprojeto finalizado, o Governo do Estado buscará, com base nos apontamentos, os recursos necessários para realização das intervenções, podendo ter como fonte o Tesouro do Estado, em parceria com a Assembleia Legislativa, indenizações ambientais a serem recebidas, ou com a busca de recursos do governo federal, uma vez que se trata de uma divisa entre estados, envolvendo o Paraná e Santa Catarina.

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“Um momento histórico para o Paraná. Conseguimos, com muito esforço, apresentar uma proposta concreta que vai beneficiar milhares de paranaenses que sofrem com as enchentes. Temos um estudo pronto, que vai nortear os caminhos para um novo Rio Iguaçu”, disse o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT. José Luiz Scroccaro, que foi homenageado durante a audiência pelos serviços prestados ao meio ambiente em mais de 50 anos de carreira pública.

HISTÓRICO – Desde meados dos anos 1970 fala-se de iniciativas para acabar ou minimizar os efeitos das cheias do Iguaçu em União da Vitória. São quase 20 estudos que já foram apresentados, mas nenhum foi efetivamente colocado em prática.

Nos últimos 50 anos, foram pelo menos quatro grandes enchentes na cidade, a maior delas ocorrida em 1983, quando o Iguaçu alcançou 10,42 metros de altura, enquanto o nível normal do rio é de 2,5 metros. Eventos semelhantes ocorreram em 1992 e 2014.

Em outubro de 2023 ocorreu a segunda pior cheia, quando o nível do rio chegou a 8,38 metros. Cerca de 40% da área do município foi alagada, danificando cerca de 20 mil residências. Porto União, em Santa Catarina, também teve problemas com a cheia, com moradores desabrigados.

Fonte: Governo PR

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