Paraná
Governador Ratinho Junior empossa quatro novos procuradores do Estado
O governador Carlos Massa Ratinho Junior deu posse, nesta sexta-feira (12), a quatro novos procuradores do Estado, em cerimônia realizada no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Os profissionais foram aprovados no concurso público aberto em 2024, o primeiro realizado para o cargo em uma década no Paraná. O último certame com vagas para procurador do Estado havia ocorrido em 2015.
Com a posse, os novos procuradores passam a integrar o quadro da Procuradoria-Geral do Estado do Paraná (PGE-PR), que conta atualmente com 269 profissionais. A instituição está organizada em 17 Procuradorias Regionalizadas, que atuam em todo o território paranaense, além de manter representação permanente em Brasília.
Ao dar as boas vindas aos novos procuradores do Estado, Ratinho Junior lembrou a importância da instituição para o desenvolvimento do Paraná. “Feliz em receber os novos procuradores que ficaram por muito tempo atuando em favor do Estado. A nossa PGE-PR tem feito um trabalho extraordinário nesses últimos anos e nos ajudado a resolver problemas históricos e nos ajudando a tornar realidades projetos há décadas prometidos e que agora se tornam realidade, como é o caso da Ponte de Guaratuba”, comentou.
O procurador-geral do Estado, Luciano Borges, lembrou que o concurso é válido por dois anos e prorrogável por mais dois. “Dessa forma, nossa expectativa é chamar mais aprovados no período. Além disso, estamos vivendo um momento histórico na PGE-PR que, além do concurso para procuradores, agora tem a carreira de analista de procuradoria. Essa força extra nos ajuda a estar próximos de todos os órgãos do governo e cumprir com excelência a missão de defender os interesses do Estado”, afirmou.
O concurso para procurador do Estado é tradicionalmente um dos mais concorridos do serviço público e atrai candidatos de diversas regiões do país. Nesta edição, o certame registrou 5.207 inscritos, o que representa uma média aproximada de 1.300 candidatos por vaga, evidenciando o alto nível de competitividade do processo seletivo.
A seleção foi composta por várias etapas rigorosas, incluindo prova objetiva, prova discursiva e prova oral, todas de caráter eliminatório e classificatório, além da inscrição definitiva, de caráter eliminatório, e da avaliação de títulos, de caráter classificatório. O objetivo é garantir a seleção de profissionais altamente qualificados para atuar na defesa jurídica do Estado e no assessoramento aos órgãos da administração pública.
NOVOS PROCURADORES – Os quatro novos procuradores do Estado chegam à Procuradoria-Geral com trajetórias distintas, mas unidas pelo mesmo objetivo: seguir carreira na advocacia pública.
Mineira de Belo Horizonte, Gabriela Gomes Oliveira, 32 anos, é um exemplo de como o concurso da PGE-PR atrai candidatos de todo o País. Desde o início dos estudos, ela buscava estados onde gostaria de viver e Curitiba sempre esteve no topo da lista, pela qualidade de vida e pelo perfil acolhedor da cidade. “Assumir como procuradora do Estado é a realização de um sonho. Sempre quis atuar na advocacia pública e estou muito feliz em integrar uma carreira tão importante”, disse. Ela foi aprovada em primeiro lugar no concurso.
Os outros três novos procuradores são pé-vermelhos de Maringá. Pamela Suelen de Moraes Guedes, 31 anos, chega à PGE-PR com mais de sete anos de experiência na advocacia pública onde fez parte do programa de residência técnica do Estado na Universidade Estadual de Maringá (UEM). “É uma ansiedade boa. Sempre sonhei com a carreira na advocacia pública e me preparei para isso. Poder integrar a PGE-PR e contribuir para o serviço público é a realização de um sonho”, contou.
Já Vinicius Caleffi de Moraes, de 32 anos, chega à PGE-PR com a experiência de quem já atuou como procurador municipal. “Eu sempre quis ingressar na PGE-PR e tive a sorte de o concurso sair justamente quando retomei os estudos. Estar aqui hoje, tomando posse com a presença do governador, é uma honra e motivo de muita gratidão”, celebrou.
O mais jovem entre os novos procuradores, Thiago Luchetti Krug, 24 anos, direcionou desde cedo sua trajetória acadêmica e profissional para ingressar especificamente na Procuradoria-Geral do do Paraná. “Desde o meio da faculdade eu sabia que queria ser procurador do Estado do Paraná. É a realização de um sonho profissional e pessoal. Estou muito feliz e pronto para servir ao interesse público”, arrematou. Além de ser o mais novo entre os novos aprovados, Thiago passa a ser o procurador de carreira mais jovem de toda a PGE-PR.
PRESENÇAS – Também participaram da solenidade de posse o secretário-chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega; a Subprocuradora-Geral do Estado, Lúcia Helena Cachoeira; a procuradora-chefe de gabinete da PGE-PR, Camila Kochanowsky Simão; a corregedora-geral da PGE-PR, Andrea Margarethe Rogoski Andrade; a corregedora-adjunta da PGE-PR, Loriane Leisli Azeredo; o procurador-chefe da Coordenadoria de Gestão Estratégica e TI e Presidente da Comissão de Concursos da PGE-PR, Guilherme Soares; a presidente da Associação dos Procuradores do Estado do Paraná (APEP), Paula Schmitz de Schmitz; e o representante da Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (ANAPE), Fernando Castelo.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.
Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.
De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.
Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.
Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.
Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.
Processo 0007837-42.2025.8.16.0024
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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