Paraná
Governador lança obras de ampliação do Contorno Sul e duplicação da PR-423
Começaram nesta sexta-feira (19) as obras de ampliação do Contorno Sul de Curitiba e de duplicação da PR-423, entre Araucária e Campo Largo, na Região Metropolitana da Capital (RMC). O lançamento oficial contou com a participação do governador Carlos Massa Ratinho Junior. As intervenções integram o contrato da concessionária Via Araucária, dentro do Lote 1 do novo programa de concessões rodoviárias do Paraná, e têm como objetivo melhorar a mobilidade, aumentar a segurança viária e fortalecer o escoamento de cargas na Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo o governador Ratinho Junior, as intervenções reforçam a estratégia do Estado de modernizar a infraestrutura e ampliar a capacidade logística da RMC. “Em apenas um ano de concessão já temos obras importantes em andamento, o que demonstra que o modelo adotado deu certo. No Contorno Sul, vamos ampliar as marginais e chegar a quatro pistas em cada sentido, aumentando muito a capacidade de carga, trazendo mais segurança e melhorando o acesso da população. Ao mesmo tempo, a duplicação da PR-423 cria um novo eixo logístico, fundamental para desafogar o trânsito urbano de Curitiba”, afirmou.
O governador defendeu que os investimentos em infraestrutura têm impacto direto na economia estadual. “Essas obras significam mais empregos e mais desenvolvimento. Hoje o Paraná é o estado que mais tem obras no Brasil, e isso é motivo de orgulho porque gera modernização, segurança e qualidade de vida para as famílias paranaenses e, nesse caso em especial, de Curitiba e da Região Metropolitana”, completou.
No Contorno Sul, as obras começam com a implantação de cerca de 6 quilômetros de vias marginais, conectando os trechos já existentes. As marginais terão duas faixas de tráfego, passeio e ciclovia, além da construção de uma nova ponte sobre o Rio Barigui, promovendo mais segurança para motoristas, pedestres e ciclistas. Essa etapa deve ser concluída até 2027, dentro do terceiro ano da concessão.
O projeto inclui duas pistas em cada sentido, acostamento, canteiro central e iluminação em diversos trechos, além de dispositivos de acesso e retornos em desnível. As melhorias trarão mais segurança e fluidez ao trânsito diário, reduzindo o risco de acidentes e evitando que veículos pesados circulem pelo perímetro urbano de Curitiba.
O contrato prevê também, até 2029, a ampliação da rodovia principal para quatro faixas por sentido, a construção de novas trincheiras, seis passarelas para pedestres e a implantação de ciclovias nos dois lados da via, além de melhorias em entroncamentos e acessos às cidades cortadas pelas rodovias.
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, ressaltou o impacto da obra para a mobilidade urbana. “Mais do que ampliar a infraestrutura viária, as intervenções no Contorno Sul trazem segurança e melhoram o fluxo diário de quem se desloca entre Curitiba, Araucária, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais. É uma obra metropolitana, que vai desafogar o trânsito de dentro da cidade”, destacou.
PR-423 – As equipes também iniciaram a duplicação de 26 quilômetros da Rodovia Engenheiro Adolar Schultze (PR-423). O trecho estratégico liga a BR-476, em Araucária, às BR-277 e BR-376, em Campo Largo. A ampliação evitará que veículos pesados continuem trafegando pelo perímetro urbano de Curitiba.
A duplicação será entre os quilômetros 9 e 35 da rodovia, o que inclui dispositivos de acesso e retorno em desnível. Além de duas pistas em cada sentido, a PR-423 contará com acostamento, canteiro central e nova iluminação em diversos pontos, o que vai reduzir significativamente o risco de acidentes.
Desde agosto, os trabalhos estão concentrados na limpeza das áreas que receberão as novas faixas. Pelo contrato firmado, as obras deverão ser concluídas até fevereiro de 2027.
De acordo com o diretor-presidente da Via Araucária, Sérgio Santillán, os trabalhos seguem dentro do planejamento definido no cronograma contratual. “Hoje iniciamos oficialmente as obras das marginais do Contorno Sul e da duplicação da PR-423. Vencemos a etapa mais desafiadora, que foi a obtenção dos licenciamentos ambientais, e agora seguimos com o cronograma em linha, com entregas previstas até fevereiro de 2027”, afirmou.
O secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, ressaltou a rapidez com que as obras estão sendo executadas, algo que, segundo ele, é consequência da modelagem do novo pacote de concessões rodoviárias idealizado pelo Governo do Estado em conjunto com o setor produtivo. “Desde o início do contrato vemos um volume de obras maior do que ao longo de muitos anos. Estamos hoje com a duplicação da PR-423, corredor importante entre Campo Largo e Araucária, e com o Contorno Sul, cujas marginais passam a ser construídas para que possamos fazer quatro pistas em cada sentido, o que demonstra o respeito da concessão com os paranaenses”, explicou o secretário.
O prefeito de Araucária, Gustavo Botogoski, lembrou que a duplicação da PR-423 atende a uma demanda antiga da região. “Quem vive em nossa cidade sabe como a rodovia, em pista simples, sempre foi perigosa. A duplicação traz mais segurança para os motoristas e, ao mesmo tempo, impulsiona o desenvolvimento econômico. Parte do fluxo do Contorno Sul vai ser absorvido pela PR-423, o que melhora a mobilidade e fortalece a vocação industrial do nosso município”, disse.
A opinião é compartilhada pelo prefeito de Campo Largo, Maurício Rivabem, que afirmou que a duplicação da PR-423 eliminará um gargalo histórico de mobilidade na RMC. “Quem passa pela PR-423 sabe das filas e do tempo perdido no trajeto entre Campo Largo e Curitiba. A duplicação representa desenvolvimento porque reduz congestionamentos, melhora a mobilidade e cria condições para o crescimento das nossas cidades”, declarou.
OUTRAS OBRAS – A primeira frente de trabalho do Lote 1 das novas concessões rodoviárias foi aberta no Contorno Norte de Curitiba, cujas obras de duplicação começaram em junho deste ano. Com quase 17 quilômetros de extensão, o trecho será duplicado até o fim de 2027 e contará com sete novos viadutos, ampliando a fluidez do trânsito e a segurança viária em um dos principais corredores logísticos da Grande Curitiba.
Em julho, a Via Araucária iniciou a construção do Ponto de Parada e Descanso (PPD) para motoristas profissionais no quilômetro 261 da BR-277, em Irati, que deverá ser entregue até dezembro. O PPD terá quase 18 mil metros quadrados, com vestiário, banheiros, refeitório e internet via wi-fi. Ele funcionará 24 horas por dia, proporcionando aos caminhoneiros um local de descanso, refeição e higiene.
No total, os trechos da concessão do lote 1 receberão R$ 13,1 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos, abrangendo 473 quilômetros de rodovias federais e estaduais, incluindo trechos da BR-277, PR-423 e os contornos Sul e Norte de Curitiba.
As intervenções previstas incluem ainda outras duplicações, vias marginais, passarelas, ciclovias, viadutos, pontos de ônibus e sistemas inteligentes de monitoramento de tráfego. Depois de prontas, as estruturas também auxiliarão no escoamento da produção industrial e agrícola da região, além de reforçar a integração logística com o Porto de Paranaguá e a ligação com o litoral de Santa Catarina.
PRESENÇAS – Também participaram do evento o vice-governador Darci Piana; os secretários estaduais da Administração e da Previdência, Luizão Goulart, e da Fazenda, Norberto Ortigara; o presidente do Instituo Água e Terra, Éverton Souza; o presidente do Ipardes, Jorge Callado; o presidente da Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep), Gilson Santos; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; os deputados estaduais Paulo Gomes, Flávia Francischini, Alisson Wandscheer e Ney Leprevost; a chefe do Escritório Regional de Fiscalização da Infraestrutura Rodoviária da ANTT em Curitiba, Marisa Dagmar Tiefensee; o presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski; vice-prefeitos, secretários municipais e vereadores de municípios da RMC.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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