Agro
Gotejamento subterrâneo garante produtividade mesmo em períodos de seca na Fazenda Jahu
Localizada no interior de São Paulo, a Fazenda Jahu encontrou na irrigação por gotejamento subterrâneo uma solução eficiente para enfrentar períodos de seca e instabilidade climática. Com 120 hectares, a propriedade já possui 50 hectares irrigados para grãos e avança na implementação de outros 50 hectares voltados à cana-de-açúcar, ambos em parceria com a Netafim.
Investimento estratégico em irrigação para reduzir riscos
A decisão de adotar o gotejamento subterrâneo surgiu da necessidade de mitigar os riscos associados ao clima. Alexandre Ferraro, coproprietário da Fazenda Jahu, destaca que plantar sem controle sobre a chuva representava um alto risco, e que o sistema da Netafim trouxe resultados imediatos.
“O sistema entregou umidade uniforme em toda a área. A germinação foi rápida, vigorosa e com alta taxa de emergência, mesmo em plena seca”, afirma Ferraro.
O método combina irrigação de precisão com nutrição integrada, oferecendo benefícios técnicos e estratégicos à produção agrícola.
Fertirrigação planejada aumenta produtividade
No centro do manejo da Fazenda Jahu está a fertirrigação planejada, que se tornou um dos pilares do desempenho da propriedade. Adriano Moura, responsável técnico da fazenda, explica que o trabalho conjunto com a equipe agronômica da Netafim foi fundamental para definir recomendações assertivas.
“O híbrido de grãos está respondendo acima do esperado, superando os resultados habituais da região. Estamos com uma excelente expectativa de produção”, ressalta Moura.
Tecnologia adequada a ambientes desafiadores
O projeto da Fazenda Jahu se destaca por operar em condições de produção complexas, com déficit hídrico e solo de textura arenosa. William Damas, especialista agronômico da Netafim, reforça que o gotejamento subterrâneo permite manejar a adubação com mais precisão.
“Parcelar a nutrição ao longo do ciclo reduz a lixiviação, aumenta a eficiência dos nutrientes e melhora o desenvolvimento da lavoura, e os resultados são visíveis no campo”, explica Damas.
Monitoramento inteligente com GrowSphere™
A Fazenda Jahu também utiliza o sistema de monitoramento GrowSphere™, que aumenta a precisão na gestão da irrigação e da nutrição. A ferramenta permite acompanhamento em tempo real, programação remota e acesso a informações climáticas e de umidade do solo.
“Isso eleva a assertividade das decisões e otimiza os recursos aplicados na lavoura”, completa Damas.
Resultado: produtividade com menos risco
O case da Fazenda Jahu demonstra como tecnologia, estratégia e planejamento antecipado podem gerar resiliência produtiva. A irrigação subterrânea representa uma agricultura mais eficiente, capaz de reduzir riscos e aumentar o rendimento.
Alexandre Ferraro finaliza com uma recomendação aos produtores:
“Não espere a chuva para decidir. Antecipe o futuro e invista com critério. Quem planta preparado, colhe resultados.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil
O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.
Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.
Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho
De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.
Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.
No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.
Preços do suíno vivo recuam na média nacional
Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.
No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.
Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais
No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.
Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:
- No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
- Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
- No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
- Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
- Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
- Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
- Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.
Exportações seguem em queda no comparativo anual
As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.
O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.
Na comparação com junho de 2025, houve:
- queda de 5,2% no valor médio diário
- recuo de 1% na quantidade média diária
- redução de 4,3% no preço médio
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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