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Gaema emite recomendação para que os municípios da região de Campo Mourão evitem a poda drástica de árvores e o manejo inadequado da vegetação urbana

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O Núcleo Regional de Campo Mourão Grupo de Atuação Especializado em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), do Ministério Público do Paraná, emitiu recomendação administrativa para que os municípios da região evitem fazer a poda drástica de árvores. O manejo inadequado da vegetação pode prejudicar a vida da população das cidades, uma vez que – ressalta o documento – “a arborização urbana, quando planejada, implementada e manejada de forma adequada, pode promover a conectividade e a biodiversidade, proteger o solo e os recursos hídricos, regular o microclima, proporcionar conforto térmico, fortalecer a resiliência climática, reduzir o risco de ocorrência de desastres, armazenar carbono, melhorar a qualidade do ar, diminuir a poluição sonora e contribuir para a beleza cênica.”

Áudio da Promotora de Justiça Rosana Araújo de Sá Ribeiro

A iniciativa foi tomada após a abertura de procedimento administrativo para apurar a poda drástica e o manejo de árvores na arborização urbana dos municípios da área de abrangência do Núcleo Regional do Gaema. Foram verificadas diversas situações de poda inadequada, em desrespeito à legislação ambiental, “que estabelece um rigoroso sistema de responsabilização na esfera administrativa para condutas de supressão, corte ou poda não autorizados de espécimes arbóreos e Áreas Verdes Urbanas” havendo inclusive previsão de infrações, como a destruição de vegetação nativa ou objeto de especial preservação e o dano a plantas de ornamentação em logradouros públicos.

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Cidades envolvidas – Dirigido aos prefeitos de todos os 32 municípios abrangidos pela Regional do Gaema (que integram as comarcas de Campina da Lagoa, Campo Mourão, Cianorte, Engenheiro Beltrão, Goioerê, Iretama, Mamborê, Paraíso do Norte, Peabiru, Terra Boa e Ubiratã), o documento recomenda: “que se abstenham imediatamente de realizar, autorizar ou tolerar a prática de ‘poda drástica’ (eliminação parcial ou total da copa ou de galhos principais) nas árvores que compõem a arborização urbana e logradouros públicos do município, salvo em casos de estrita e comprovada necessidade fitossanitária ou de segurança (risco iminente de queda), a qual deverá ser previamente atestada mediante laudo técnico e respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) assinada por profissional legalmente habilitado”.

Além disso, recomenda que seja promovida, “de forma contínua e periódica, a capacitação técnica de todos os servidores públicos municipais, ocupantes de cargos efetivos ou em comissão, que atuam diretamente na execução dos serviços de plantio, manejo, poda e supressão da arborização urbana no município”.

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O Gaema estabeleceu o prazo de 90 dias para que os destinatários informem as providências adotadas.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).

A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.

Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.

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Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.

Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.

Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.

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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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