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Gaeco deflagra operações Mercador e Resgate, com cumprimento de mandados em três cidades do Sudoeste em investigações de desvio de carga e concussão

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Francisco Beltrão do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quarta-feira, 6 de março, as operações Mercador e Resgate. Foram cumpridos, com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, seis mandados de busca e apreensão, dois mandados de busca pessoal e dois afastamentos de função operacional contra dois policiais militares, em Francisco Beltrão, Pato Branco e Bom Sucesso do Sul, no Sudoeste do estado.

Desvio de carga – Nas investigações da Operação Mercador, apurou-se que dois criminosos ofereceram dinheiro para um policial rodoviário militar se omitir de suas funções e deixar passar cargas de vinho importadas ilegalmente da Argentina. Toda a ação foi gravada pelo policial que, além de negar a participação no crime, entregou todos os registros ao Gaeco, que deu andamento às investigações.

Concussão – Já na Operação Resgate, é apurado o crime de concussão supostamente praticado por dois policiais militares lotados no 3º Batalhão da Polícia Militar, em Pato Branco. De acordo com as investigações, os policiais teriam abordado um caminhão e, durante a vistoria, encontraram e apreenderam diversos celulares oriundos de descaminho sem, entretanto, formalizarem a ocorrência do ato criminoso. Dias após a subtração da carga ilícita, os criminosos procuraram os policiais, que exigiram dinheiro para a devolução da apreensão. Os dois investigados foram os alvos dos mandados de afastamento da função operacional.

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As ordens judiciais da Operação Mercador (três mandados de busca e apreensão) foram deferidas pelo Juízo Criminal de Pato Branco, enquanto as da Operação Resgate (três mandados de busca e apreensão, dois mandados de busca pessoais e dois mandados de afastamento das funções) foram autorizadas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar.

Os equipamentos eletrônicos e documentos apreendidos nesta quarta-feira (6) serão periciados pelo Instituto de Criminalística e analisados pela equipe do Gaeco no curso das investigações.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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