Paraná
Gaeco de Londrina denuncia quatro pessoas investigadas na Operação Imperium por lavagem de dinheiro obtido ilicitamente na exploração de jogos de azar
O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Londrina (Norte Central do estado) do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou nesta quarta-feira, 27 de setembro, pelo crime de lavagem de dinheiro quatro pessoas investigadas no âmbito da Operação Imperium, deflagrada em julho. A denúncia tramitará na Vara Criminal de Ibiporã.
Conforme as investigações, que tiveram início em maio deste ano, foi descoberta a atuação de um grupo criminoso responsável pela exploração de jogos de azar (máquinas caça-níqueis) em diversos municípios paranaenses e paulistas. Para a prática dos ilícitos, os integrantes da organização criminosa contavam com o respaldo de policiais militares e civis, que recebiam vantagens indevidas (propina) para permitirem ou participarem do funcionamento do esquema.
As apurações sobre a lavagem de dinheiro demonstraram que os recursos oriundos dos crimes eram “lavados” a partir de empresas do ramo de venda de tintas estabelecidas em Londrina, além de uma empresa fantasma constituída para esse fim.
Além da condenação pelos crimes de lavagem de dinheiro – que teriam sido praticados reiteradas vezes – o Ministério Público requer o perdimento dos produtos dos crimes ou do seu equivalente, no montante de R$ 10.910.106,53, além de fixação de danos materiais e morais.
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Processo número 0005300-40.2023.8.16.0090
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Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Gaeco e Polícia Militar cumprem 24 mandados em 11 cidades na segunda fase da Operação Via Pix, que apura possíveis crimes cometidos por policiais rodoviários
O Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, deflagrou na manhã desta quinta-feira, 13 de agosto, a segunda fase da Operação Via Pix. A ação investiga possíveis crimes de concussão, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa, supostamente cometidos por policiais rodoviários estaduais nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro do estado.
Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, além de ser determinado o afastamento cautelar das funções operacionais de 12 policiais rodoviários estaduais investigados por suspeitas de integrarem o esquema criminoso. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual e cumpridas em Ponta Grossa, Castro, Jaguariaíva, Ibaiti, Arapoti, Wenceslau Braz, Guarapuava, Joaquim Távora, Curiúva, Sengés e Guapirama.
Durante o cumprimento dos mandados, foram efetuadas cinco prisões em flagrante: quatro por posse irregular de armas e munições e uma por obstrução da Justiça.
Propina e acobertamento ‒ As investigações tiveram início em março de 2025. Em outubro do mesmo ano, durante a primeira fase da operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e determinado o afastamento de sete policiais rodoviários estaduais de suas funções.
Esta nova etapa busca consolidar provas do vínculo de outros policiais com a organização criminosa, bem como apurar os crimes cometidos com a participação de empresários da região, que também foram alvos das buscas. Conforme apurado até o momento, há fortes indícios de que o grupo mantinha acordos com empresários dos setores de transporte de cargas e de madeira. Eles pagariam propinas mensais aos policiais rodoviários para evitar fiscalizações nas rodovias estaduais. Além disso, foram colhidos indícios de que os agentes recebiam valores indevidos para adulterar informações em boletins de ocorrência de acidentes de trânsito, beneficiando as empresas perante o Detran e seguradoras.
Tráfico ‒ Simultaneamente, o Gaeco cumpriu nesta quinta-feira três mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juízo da Vara de Garantias de Jaguariaíva em residências de três pessoas naquele município. O objetivo é desarticular um esquema de tráfico de drogas descoberto após a primeira fase das investigações, que contava com o acobertamento de um dos policiais investigados.
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ENTREVISTA COLETIVA
Mais informações sobre a operação serão prestadas em entrevista coletiva à imprensa, promovida em conjunto pelo Ministério Público do Paraná e pela Polícia Militar, nesta quinta-feira, 13 de agosto, a partir das 10 horas, na sede do MPPR em Ponta Grossa (Rua Marquês de Souza, 70 ‒ Oficinas).
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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