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G20: Declaração de Líderes consagra turismo como vetor estratégico para investimento, conectividade e inclusão social

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Em uma vitória significativa para o setor turístico global, a Declaração de Líderes da Cúpula do G20 na África do Sul, finalizada neste fim de semana, dedicou um parágrafo exclusivo ao fortalecimento do turismo. O documento, assinado pelas maiores economias do mundo, reconhece o setor como pilar fundamental para o desenvolvimento econômico, destacando a necessidade urgente de mobilização de capital público-privado e a integração do turismo nas estratégias nacionais de desenvolvimento. 

O texto aprovado (parágrafo 116) enfatiza o “forte apoio” dos líderes à inovação e ao investimento no turismo, com foco na melhoria da conectividade aérea, abertura de novas rotas e expansão do acesso a mercados. Além disso, a declaração sublinha a importância da segurança na aviação e da coordenação política para garantir uma competição justa no setor. 

Para a secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, que esteve presente nas discussões que aconteceram em setembro na África do Sul, a inclusão destes termos na declaração final reflete o reconhecimento político do turismo como uma indústria essencial para a economia moderna e para a redução das desigualdades. 

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“A inclusão deste parágrafo na Declaração de Líderes é uma conquista diplomática e econômica. Ver as maiores economias do mundo assumindo o compromisso de destravar o financiamento para o turismo sustentável e integrar o setor às estratégias nacionais de desenvolvimento mostra que deixamos de ser uma pauta acessória para nos tornarmos centrais na agenda econômica global. Destaco especialmente o compromisso firmado de promover oportunidades para mulheres, jovens e Povos Indígenas, o que dialoga diretamente com a visão do Brasil de um turismo que gera emprego e renda com inclusão social e respeito às comunidades locais”, afirmou.

O documento do G20 avança significativamente na pauta social. Os líderes comprometeram-se a trabalhar para expandir oportunidades para jovens, mulheres, pessoas em situação de vulnerabilidade, comunidades locais e Povos Indígenas, utilizando uma abordagem prática e baseada em evidências.

A inovação digital também foi destacada como prioridade, com foco no apoio a startups de viagens e Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), garantindo que a transformação tecnológica beneficie os pequenos empreendedores da cadeia turística.

FINANCIAMENTO VERDE E TRANSPARENTE

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Em alinhamento com as metas climáticas globais, a declaração final do G20 na África do Sul faz um apelo direto pela mobilização de capital. O texto exige ambientes de investimento “transparentes, previsíveis e alinhados à sustentabilidade”, reforçando a necessidade de práticas de turismo inclusivas e sustentáveis. 

O documento reforça o legado de cooperação internacional, facilitando o contato interpessoal (people-to-people contacts) e a promoção da sustentabilidade como regra, e não exceção, nas práticas turísticas globais. 

SOBRE O G20

A Cúpula de Líderes do G20 reuniu chefes de Estado e de Governo em Joanesburgo, nos dias 22 e 23 de novembro de 2025, sob o tema “Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade”. Esta foi a primeira cúpula realizada no continente africano, marcando um momento histórico para o grupo.

Por Paula Rosa
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Brasil debate futuro dos subsídios à pesca após acordo da OMC

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nesta sexta-feira (18), o segundo dia do Workshop Nacional “Projeto de Diagnóstico de Conformidade do Brasil com o Acordo sobre Subsídios à Pesca da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, em Brasília. A programação avançou na discussão sobre os próximos passos para a implementação do acordo no Brasil, com a participação de representantes da comunidade científica, organizações não governamentais, sociedade civil e do setor pesqueiro.

Durante a manhã, a plenária “Perspectivas futuras e oportunidades sob o foco da pesquisa” reuniu diferentes visões sobre os desafios e as oportunidades que se apresentam ao país após a entrada em vigor e a implementação do Acordo sobre Subsídios à Pesca. A sessão buscou identificar lacunas de conhecimento, oportunidades de cooperação e elementos essenciais para a estruturação de projetos e iniciativas futuras.

Participaram das exposições Martin Dias, da Oceana; Luana Sega, da Global Fishing Watch; Eduardo Tavares, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA); e Natali Piccolo, da Conservação Internacional Brasil. Os especialistas apresentaram perspectivas sobre a produção e o uso de informações científicas, o acompanhamento da atividade pesqueira e a importância da integração entre instituições para apoiar a implementação das novas regras internacionais.

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Após as apresentações, o workshop abriu espaço para a escuta do setor pesqueiro e para o diálogo sobre as principais lacunas e oportunidades identificadas. O momento permitiu aproximar as diferentes perspectivas envolvidas no processo e reunir contribuições para orientar as próximas etapas do projeto.

O encontro é promovido pelo MPA em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) e integra o trabalho de diagnóstico da conformidade do Brasil com o Acordo sobre Subsídios à Pesca da OMC. A iniciativa busca contribuir para a compreensão das políticas de apoio ao setor e para o fortalecimento das bases técnicas e científicas necessárias à implementação do acordo no país.

No primeiro dia do workshop, foram apresentados o Acordo de Subsídios da OMC e o projeto Fish Fund, além de resultados preliminares da matriz de subsídios e de avaliações de estoques pesqueiros. Também foi apresentada a proposta de criação do Programa Permanente de Avaliação de Estoques Pesqueiros (PROESTOQUES), voltada ao fortalecimento da produção e sistematização de informações científicas para subsidiar a gestão pesqueira.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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