Agro
Fungicida para trigo da Sipcam Nichino apresenta alta eficiência contra oídio e amplia portfólio de proteção de cultivos
A Sipcam Nichino Brasil iniciou seu ciclo de lançamentos para 2026 com a introdução do fungicida Marfin® 230 ME (tetraconazole), desenvolvido especialmente para o controle de doenças fúngicas em culturas agrícolas estratégicas, com destaque para o trigo.
A empresa prevê ao menos seis novos produtos no portfólio até o fim do ano, reforçando sua estratégia de inovação em proteção de cultivos.
Fungicida é indicado para trigo e outras culturas agrícolas
O Marfin® 230 ME é recomendado principalmente para a cultura do trigo, atuando no controle da ferrugem da folha (Puccinia triticina) e apresentando desempenho expressivo no manejo do oídio (Blumeria graminis), uma das doenças mais agressivas da cultura.
Segundo a Sipcam Nichino Brasil, o ativo tetraconazole é amplamente reconhecido pela comunidade científica como uma das principais ferramentas no combate ao oídio.
De acordo com José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado da empresa, o produto é um fungicida sistêmico do grupo dos triazóis, formulado em microemulsão.
Além do trigo, o produto também possui indicação para outras culturas, como:
- Algodão
- Arroz
- Batata
- Café
- Cebola
- Feijão
- Milho
- Soja
- Tomate
Oídio pode causar perdas de até 60% no trigo
No trigo, o oídio é considerado uma das doenças mais severas e de difícil controle. Segundo o especialista, quando não manejada adequadamente, a doença pode causar perdas significativas de produtividade.
“Não controlado, o oídio pode resultar em perdas de até 60% em cultivares suscetíveis sob condições favoráveis”, explica José de Freitas.
A doença compromete a área fotossintética da planta, enfraquece o desenvolvimento vegetativo e reduz o número de espigas e grãos por planta.
Ensaios de campo mostram alta eficiência do fungicida
Resultados obtidos em avaliações experimentais indicaram elevado desempenho do Marfin® 230 ME no controle do oídio em diferentes regiões produtoras do Brasil.
Em estudos conduzidos pela consultoria G12 Agro, na região de Guarapuava (PR), o fungicida apresentou média de 97,3% de controle da doença, mesmo em condições de alta severidade entre 7 e 22 dias após a aplicação.
O rendimento obtido nas áreas tratadas chegou a aproximadamente 5,5 mil kg/ha, equivalente a cerca de 90 sacas de trigo, desempenho superior a outros 10 tratamentos avaliados no experimento.
Já em ensaios realizados em Ponta Grossa (PR), pela estação de pesquisas da 3M Experimentação Agrícola, o produto apresentou eficiência entre 92% e 99% no controle do oídio.
Inovação reforça portfólio da triticultura
De acordo com José de Freitas, o novo fungicida fortalece a estratégia da Sipcam Nichino Brasil no segmento de triticultura e amplia o portfólio de soluções para manejo fitossanitário.
A empresa já atua no controle de doenças no trigo com produtos consolidados, como:
- Torino (tratamento de sementes)
- Domark® Excel (aplicação foliar)
- Fezan® Gold (uso foliar)
- Support® (manejo de doenças foliares)
Essas soluções são utilizadas em programas integrados de manejo de doenças como o oídio e outras enfermidades de impacto econômico na cultura do trigo.
Tecnologia e eficiência no campo
Com o lançamento do Marfin® 230 ME, a Sipcam Nichino reforça a aposta em tecnologias voltadas para maior eficiência agronômica, proteção de produtividade e suporte ao manejo integrado de doenças nas principais culturas agrícolas do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Abelha mandaguari pode elevar em até 67% a produtividade do café arábica, aponta estudo da Embrapa
Um estudo realizado pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com instituições nacionais e internacionais revelou que o uso de abelhas nativas sem ferrão pode elevar em até 67% a produção de frutos do café arábica. Os resultados reforçam o papel da polinização manejada como ferramenta estratégica para ganhos de produtividade e sustentabilidade no campo.
A pesquisa foi publicada na revista científica Frontiers in Bee Science e avaliou o desempenho da espécie Scaptotrigona depilis, conhecida popularmente como abelha mandaguari, em lavouras comerciais de café.

Polinização manejada aumenta produção em lavouras de café
O estudo demonstrou que ramos de café próximos às colônias apresentaram aumento de até 67% na produção de frutos, em comparação com áreas mais distantes. O efeito foi observado mesmo em cultivares autocompatíveis, que não dependem obrigatoriamente de polinização cruzada.
Para a condução do experimento, os pesquisadores instalaram cerca de dez colônias por hectare em fazendas convencionais, antes do início da florada, permitindo a comparação direta entre diferentes áreas da lavoura.
Pesquisa em rede amplia conhecimento sobre cafeicultura e biodiversidade
Os resultados fazem parte de uma linha de estudos iniciada em 2021 sobre o papel dos polinizadores na cafeicultura brasileira, desenvolvida em áreas de São Paulo e Minas Gerais. Trabalhos anteriores já indicavam ganhos econômicos significativos associados à polinização, estimados em até R$ 22 bilhões por ano.
A pesquisa envolve instituições como a Esalq/USP, a UFRGS, além de parceiros internacionais como Natural England e Eurofins Agroscience Services, com apoio da Syngenta.
Interação com defensivos e saúde das colônias
O estudo também avaliou o impacto do uso de inseticidas neonicotinoides, especialmente o tiametoxam, sobre a saúde das colônias de abelhas.
Foram monitorados indicadores como produção de crias, mortalidade e atividade de forrageamento em diferentes períodos do ciclo da cultura. Também foram analisados resíduos de defensivos em pólen, néctar e folhas de café, confirmando a presença de substâncias como clotianidina no ambiente das colônias.
Apesar da detecção de resíduos, não foram observados impactos estatisticamente significativos na saúde das colônias nas condições avaliadas, indicando compatibilidade entre manejo fitossanitário e presença de polinizadores quando seguidas as recomendações técnicas.
Abelhas sem ferrão como estratégia para aumentar produtividade
Segundo os pesquisadores, o uso de abelhas nativas manejadas pode representar uma solução baseada na natureza para elevar a produtividade da cafeicultura, ao mesmo tempo em que contribui para a conservação da biodiversidade.
Para a bióloga Jenifer Ramos, os resultados reforçam o potencial de integração entre produção agrícola e conservação ambiental.
Já o pesquisador Cristiano Menezes destaca que é possível conciliar o manejo de lavouras com a preservação dos polinizadores, desde que sejam seguidas boas práticas técnicas.
Produtividade do café ganha importância em cenário global apertado
O avanço da produtividade ocorre em um contexto de oferta global ajustada e demanda crescente por café. Dados do setor indicam que o consumo mundial cresce cerca de 2% ao ano, enquanto a produção enfrenta oscilações climáticas em países-chave.
Relatórios recentes também apontam impactos de eventos climáticos extremos em grandes regiões produtoras, como Brasil, Vietnã e Indonésia, contribuindo para a volatilidade dos preços internacionais.
Nesse cenário, estratégias que aumentem a produtividade sem expansão de área cultivada ganham relevância. O uso de polinizadores manejados surge como alternativa promissora para fortalecer a resiliência da cafeicultura e ampliar a eficiência produtiva no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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