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Fundação Araucária busca parceria com universidade do Japão

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O presidente da Fundação Araucária (FA), Ramiro Wahrhaftig, e o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), Aldo Bona, receberam nesta sexta-feira (10), uma comitiva do Japão com o reitor Nagata Kyosuke e representantes da Universidade Tsukuba. Na reunião, foi apresentada uma proposta de intercâmbio de estudantes paranaenses da graduação e pós-graduação para o Japão. 

Segundo Wahrhaftig, a Araucária inicia, no próximo ano, um programa que enviará estudantes das Universidades do Paraná para passarem um semestre em universidades do exterior.

“Primeiro vamos enviar cem estudantes, que são muito qualificados, porque são bolsistas de iniciação científica. E gostaríamos muito de enviar dez estudantes paranaenses para a Universidade de Tsukuba, para estabelecer uma relação na área da Tecnologia de Alimentos e da Segurança Alimentar”, explica.

Além da graduação, a proposta também engloba o envio de cinco doutores para a realização de um pós-doutorado na área de Alimentos e Agricultura, ligados à FoodTech, além da Tecnologia da Saúde.

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“Acredito que o investimento em pessoas é muito bom para o Estado. Quanto mais tempo o estudante intercambista ficar no Japão, mais conhecimento ele vai adquirir. E tudo que aprender, poderá trazer para o Brasil”, destaca o reitor Nagata Kyosuke.

Uma sugestão proposta pelo reitor foi que os intercambistas poderão ficar até oito meses na Universidade de Tsukuba e não apenas seis, conforme comentado incialmente.

“Compreendemos que a disposição efetiva da Universidade de Tsukuba é em receber pesquisadores brasileiros para passar um tempo lá e aprender as tecnologias. Nós temos interesse nisso e vamos continuar os nossos diálogos internos para criar e estruturar um programa nesse sentido”, afirmou o secretário Aldo Bona.

Também estiveram presentes no encontro o Diretor e Chefe de Iniciativas Globais da Universidade de Tsukuba, Osamu Ohneda e Keiko Sekimoto; a professora Mizuho Fukushige; o Deputado Federal Luiz Nishimori e a coordenadora da Área Internacional da Fundação Araucária, Eliane Segati, o assessor técnico da SETI, Paulo Afonso Schmidt e o diretor de Ciência e Tecnologia da SETI, Marcos Aurelio Pelegrina.

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Fonte: Governo PR

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Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação

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Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.

O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).

A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.  

“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual. 

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A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca. 

O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina. 

Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação. 

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GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.

ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.

Fonte: Governo PR

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