Paraná
Copel entrega medalhas da Olimpíada de Eficiência Energética no Paraná
A Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE) teve participação recorde dos estudantes paranaenses em 2025. Foram 27 mil alunos de 8º e 9º anos do Ensino Fundamental inscritos, em 187 municípios do Estado. Nesta semana, teve início a entrega das medalhas aos estudantes que tiveram melhor desempenho nas atividades, com destaque para o Colégio Estadual Maria Carmella Neves de Souza, em Presidente Castelo Branco, na região Noroeste.
A escola teve o com o maior número de alunos premiados na competição, no Paraná: 27 medalhas, sendo 19 de ouro. E é também a escola da campeã estadual, a estudante Julia Carolina Bunhak Quintino, que representou o Paraná em uma cerimônia em Brasília, no início de novembro.
Outro destaque foi o professor Felipe Luz de Oliveira, da rede Adventista em Curitiba, vencedor nacional em número de inscrições realizadas. Ele recebeu um vale-compras como reconhecimento pelo engajamento e pelo incentivo aos estudantes.
Nos municípios atendidos pela Copel, foram 678 medalhas conquistadas, resultado que garantiu o 3º lugar no ranking geral entre 48 áreas de atuação das distribuidoras de energia que apoiam a ONEE.
Para a Copel, o engajamento crescente nas ações de eficiência energética reforça a relevância da temática, diretamente ligada à inovação e sustentabilidade. Segundo o gerente executivo de Inovação da companhia, Rafael Eichelberger, a olimpíada materializa um esforço importante do setor elétrico para aproximar o tema da realidade das famílias.
“A ONEE mostra que a eficiência energética não tem a ver apenas com tecnologia, mas também com cultura e mudança de comportamento. Quando envolvemos estudantes, professores e comunidades, formamos um ciclo virtuoso, com reflexos para toda a sociedade. O resultado do Paraná este ano é motivo de orgulho e mostra que estamos no caminho certo”, afirma.
A ONEE é uma iniciativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), realizada no âmbito do Programa de Eficiência Energética e coordenada pelo Instituto Abradee. Voltada para alunos dos anos finais do Ensino Fundamental II, a olimpíada combina desafios gamificados, formação de professores e provas online, com o objetivo de desenvolver uma nova geração de consumidores conscientes, estimulando o uso responsável da energia elétrica e a compreensão dos seus impactos sociais, econômicos e ambientais.
EDUCAÇÃO DE QUALIDADE – Os esforços por uma educação com cada vez mais qualidade são um compromisso assumido pela Copel, dentro dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável elencados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Há várias décadas, a empresa atua na disseminação de orientações sobre o uso seguro e consciente da energia elétrica junto a crianças de 8 a 10 anos de idade, por meio do Programa Iluminando Gerações.
Este ano, a atuação foi estendida para os estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental II. Os novos materiais do Iluminando Gerações Teens buscam trazer o interesse dos adolescentes para temas ligados a energias renováveis e ao uso eficiente dos recursos, promovendo o consumo consciente e a sustentabilidade.
Fonte: Governo PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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