Paraná
Fórum de gestores públicos reúne mais de 230 prefeitos e lideranças em Maringá
Mais de 230 prefeitos e lideranças da região Noroeste participaram nesta segunda-feira (23) do Fórum Estadual de Gestores Públicos, realizado em Maringá. Promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Planejamento e Paraná Projetos, o evento contou com painéis de especialistas e palestras, lançamento do Curso de Desenvolvimento Territorial e espaço interativo para suporte direto sobre o ProGov e ProLegis. O objetivo foi fortalecer as governanças municipais e estaduais a partir da troca de experiências e desenvolvimento estratégico.
“Levar o planejamento para todas as regiões do Paraná é uma missão que cumprimos com bastante satisfação. É por meio da gestão, do planejamento e da organização que o Estado se tornou referência em todo o Brasil. É assim que fazemos a vida de cada paranaense cada vez melhor”, afirmou o secretário do Planejamento, Ulisses Maia.
O Fórum terá mais um dia de atividades nesta quarta-feira (25), em Curitiba. Para essa nova data, além dos painéis e palestras, também serão realizadas as entregas de outros projetos novos feitos pela Secretaria do Planejamento.
O evento em Maringá também foi espaço para a entrega oficial do anteprojeto de reforma e ampliação 5º Batalhão de Bombeiro Militar (5º BBM).
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO – O publicitário Walter Longo palestrou no encontro debatendo temas relacionados ao uso de tecnologia e inovação na gestão pública, em especial, cidades inteligentes e o uso de inteligência artificial no campo do planejamento. No encontro, também foram apresentados outros projetos realizados pelo Paraná Projetos, como o Centre Pompidou Paraná, o Centro de Convenções de Foz do Iguaçu e a revitalização do Parque da Ciência Newton Freire Maia.
“O Paraná Projetos é o braço executivo da Secretaria do Planejamento. O Planejamento é quem faz a leitura daquilo que é necessário, daquilo que se precisa desenvolver para o Estado, e o Paraná Projetos coloca a mão na massa, desenvolve isso e entrega para a Secretaria do Planejamento”, comentou o diretor de Projetos do Paraná Projetos, Célio Walter.
A coordenadora do Paraná Produtivo, Daniela Schlogel, falou sobre o programa, que promove o desenvolvimento integrado das 15 regiões do Estado. Essa divisão também é base para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Regional e do Curso de Desenvolvimento Territorial, que foi lançado no evento.
Os Planos de Desenvolvimento Regional do Paraná Produtivo buscam a integração entre o setor produtivo, sociedade civil organizada e poder público. Eles são conduzidos pela Macroplan, consultoria em planejamento de cenários, análise prospectiva, estratégia, gestão pública e gestão empresarial.
O diretor de Mercado para Infraestrutura e Investimentos da Macroplan, Fábio Ono, participou do evento palestrando sobre planejamento estratégico. Também integrou as palestras o coordenador do Conecta399, Marcelino Manhani Junior, que apresentou como este programa da Secretaria do Planejamento capacita e auxilia as governanças dos municípios em relação ao ProGov e ProLegis – sistemas de avaliação realizados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) que buscam estabelecer, respectivamente, notas às prefeituras e câmaras municipais do Paraná de acordo com a qualidade de sua gestão pública.
Fonte: Governo PR
Paraná
Inverno de 2026 será mais quente e chuvoso do que a média, prevê o Simepar
O inverno é a estação mais fria e mais seca do ano no Paraná. Em 2026, entretanto, a estação terá volumes de chuva acima da média, e temperaturas ligeiramente acima da média. É o que aponta o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O inverno de 2026 terá início às 5h24 de domingo (21) no Hemisfério Sul.
A nova estação chega com o solstício de inverno. Domingo terá o dia mais curto e a noite mais longa do ano, devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao sol. A climatologia aponta que, especialmente nas regiões Centro e Norte do Paraná, os volumes de chuva reduzem muito durante o inverno.
“Historicamente, durante o inverno, sistemas de alta pressão associados ao avanço de massas de ar frio e seco atuam com maior frequência, tornando os intervalos entre eventos de precipitação mais prolongados. A passagem de sistemas frontais permanece como o principal mecanismo responsável pelas chuvas, com maiores acumulados normalmente registrados nas regiões Oeste e Sudoeste, enquanto os menores volumes ocorrem no setor Norte do Paraná”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.
Segundo o meteorologista, massas de ar polar oriundas da Antártica e do sul da América do Sul favorecem quedas acentuadas de temperatura e a ocorrência de geadas no Paraná, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba. Mas também há episódios de veranicos principalmente em agosto: períodos caracterizados por tempo seco e temperaturas elevadas para a época. Além disso, o inverno, assim como o outono, também é marcado pela ocorrência frequente de nevoeiros.
MUDANÇAS – Em 2026, entretanto, o inverno será influenciado por um fenômeno meteorológico de larga escala. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou na última quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.
Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de 0,5°C desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade.
O oceano e a atmosfera funcionam como um sistema acoplado. Quando os ventos alísios enfraquecem, as águas quentes do Pacífico se deslocam em direção à costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e modifica padrões de chuva e tempestades em várias partes do planeta.
“O El Niño aumentará no Paraná a frequência de chuvas e sistemas frontais, ocasionará menor amplitude térmica, mais ocorrências de nevoeiros e geadas menos generalizadas”, detalha Leonardo.
Com isso, a previsão para o inverno de 2026 é de que a amplitude térmica diminua ao longo de julho, o frio diminua ao longo de agosto e as temperaturas fiquem ligeiramente acima da média no fim da estação, em setembro. A chuva ficará acima da média histórica durante todo o período, com volumes crescentes até a primavera.
PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO DE DESASTRES – Para melhorar a capacidade de prevenção, o Simepar já iniciou o processo de contratação de mais meteorologistas e também os editais do Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de novos radares meteorológicos e bóias oceanográficas, com apoio do Instituto Água e Terra (IAT). As aquisições são mediadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Os projetos também farão a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica com a compra de uma bóia oceanográfica; além da implementação do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System). Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.
Desde março, a Cedec reforçou as orientações repassadas aos municípios voltados à preparação e mitigação de ocorrências associadas a inundações, alagamentos e deslizamentos. Neste sentido, foram realizados dois simulados de desastre em Antonina e Morretes, no litoral do estado. Desobstrução de galerias, desassoreamento de rios, revisão de áreas de atenção e de abrigos são algumas das recomendações feitas às prefeituras.
“Estamos acompanhando a formação deste fenômeno com muita atenção aqui no Paraná. A Defesa Civil integra ações que envolvem outras secretarias e todos os municípios do estado. Não temos como prever agora quais locais serão mais suscetíveis às ocorrências ligadas ao aumento expressivo de chuva. Naturalmente aquelas áreas onde há um histórico de tragédias precisam concentrar um plano reforçado para reduzir os impactos à população”, destaca o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.
Fonte: Governo PR
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