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Formação de novos monitores fortalece colégios cívico-militares no Litoral

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A formação de novos monitores dos colégios cívico-militares, realizada no Colégio Estadual José Bonifácio, em Paranaguá, marcou a etapa preparatória para o ano letivo de 2026. A atividade, promovida pela Secretaria de Educação do Paraná (Seed-PR), por meio do Núcleo Regional de Educação de Paranaguá, ocorreu ao longo de todo o dia e reuniu monitores que irão atuar em unidades do Litoral, reforçando a preparação técnica, pedagógica e institucional desses militares estaduais inativos voluntários que passarão a integrar o cotidiano escolar de 12 escolas, atendendo mais de 7.500 alunos, ou seja, aproximadamente, um quarto do total de estudantes da região.

A iniciativa está alinhada à ampliação do modelo no Paraná. Em 2026, o Estado contará com mais 33 colégios cívico-militares, totalizando 345 unidades dentro do programa, sendo 12 delas vinculadas ao Programa Paraná Integral (PPI), que oferta educação em tempo integral nas escolas estaduais. No Litoral, antes da consulta pública mais recente, o Núcleo Regional de Educação de Paranaguá já contava com oito Colégios Cívico-Militares em funcionamento.

No processo de consulta pública realizado recentemente, seis colégios participaram da avaliação da comunidade escolar, com adesão positiva em quatro unidades: Colégio Estadual José Bonifácio, Colégio Estadual Vidal Vanhoni, Colégio Estadual Zilah dos Santos Batista e o Colégio Estadual Maria Helena Teixeira Luciano. A aprovação permitiu a ampliação do modelo na região e reforçou a necessidade de formação específica dos novos monitores que atuarão nessas escolas.

Anteriormente, o NRE de Paranaguá contava com a atuação de 27 monitores. Com a ampliação do Programa Cívico-Militar para mais quatro instituições de ensino, está prevista a contratação de mais 12 monitores, totalizando 39 profissionais em atuação.

BASE SÓLIDA – A formação realizada em Paranaguá teve como objetivo oferecer uma base sólida para os profissionais que passam a atuar nos colégios cívico-militares, alinhando procedimentos, diretrizes pedagógicas e o papel da monitoria no apoio à organização escolar, à segurança e ao desenvolvimento integral dos estudantes.

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Para o chefe do Núcleo, Paulo Severino Penteado, a atuação dos monitores tem sido acompanhada de forma positiva nos colégios que possuem este sistema implantado, refletindo diretamente na aprovação das comunidades escolares. “Nessas escolas, percebemos que a comunidade, os pais e os estudantes se sentem mais seguros. Hoje nós temos um monitor militar que está na porta da escola, está recebendo os estudantes, que presta auxílio aos professores, que está disposto a todo momento para fazer essa mediação com a comunidade. Passa uma total segurança aos pais, no ponto de vista de segurança escolar”, afirmou.

Segundo Penteado, além da segurança, os impactos são percebidos tanto na organização escolar quanto no processo pedagógico, com melhor fluxo das rotinas e indicadores positivos de presença, aprendizagem e convivência. “Uma escola onde a disciplina é maior, onde o processo organizacional flui mais, favorece a rotina aprendizagem”, disse ele.

INTEGRAÇÃO – O diretor do Colégio Estadual Cívico Militar José Bonifácio, Carlos Eduardo dos Santos Ribeiro, destacou que a instituição passa por um momento de transição importante, ao integrar o modelo cívico-militar ao regime integral já existente. O gestor ressalta que a comunidade escolar acolheu muito bem essa mudança.

“Foi muito bem aceito pela comunidade escolar, pais, familiares. Professores já vêm estudando sobre o modelo, por já conhecerem, já terem atuado na escola cívico-militar anteriormente. E isso se soma ao modelo de colégio integral, agregando a questão da disciplina, da cidadania”, afirmou.

Ele ressaltou, ainda, que a estrutura da escola, com espaços esportivos e laboratórios, está preparada para receber o novo modelo, o que já se reflete no aumento da procura por matrículas.

Sobre a formação realizada no colégio, o diretor enfatizou o papel dos novos monitores nesse processo. “Não é simplesmente colocar um militar da reserva dentro do colégio. Há uma formação, tem uma intencionalidade pedagógica”, disse o diretor.

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PAPEL DOS MONITORES – O monitor do Colégio Cívico-Militar 29 de Abril, em Guaratuba, subtenente da reserva da Polícia Militar, Nilson Antoniassi, atua desde o início da implantação do programa na rede pública estadual. Ele frisou que a função vai além da segurança, atuando muito mais como orientador e educador.

“Trabalho mais como orientador, do que totalmente como policial. Sai fora da esfera que éramos enquanto estávamos na ativa, passamos mais na parte educativa, orientando o aluno na questão da postura do aluno, sobre o que o mercado de trabalho hoje exige da pessoa, da disciplina, sobre ela saber se organizar o horário, ter os horários destinados marcados corretamente”, explicou.

Antoniassi acrescentou que a presença do monitor garante segurança e apoio em todas as atividades da rotina escolar, pois no portão da entrada do colégio, já começa a ação do monitor militar, que só termina quando o aluno deixa o colégio. “Em hipótese alguma, o aluno fica desguarnecido da própria segurança dele e de toda a comunidade escolar que frequenta o colégio. E durante todo o período que ele está dentro do colégio, ele é assistido”.

Já o 3º sargento da reserva da Polícia Militar, Taufik Jorge Dib Neto, que iniciará sua atuação como monitor no Colégio Maria Helena Teixeira Luciano, destacou a importância da formação inicial. “Toda profissão exige orientação. Essa formação é fundamental para entendermos como agir no ambiente escolar e desempenhar nosso trabalho com excelência”, afirmou.

Segundo o novo monitor, a expectativa é oferecer suporte à equipe pedagógica, professores e funcionários, contribuindo para que todos possam exercer suas funções com mais tranquilidade e foco no desenvolvimento dos estudantes.

Fonte: Governo PR

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Na Espanha, Fundação Araucária lança programa de cooperação em CT&I Paraná-Catalunha

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Uma delegação paranaense liderada pela Fundação Araucária cumpre nesta semana uma agenda em Barcelona, na Espanha, com o objetivo de ampliar a cooperação internacional em Ciências da Vida e da Saúde. A missão, que começou segunda-feira (13) e segue até esta quinta (16), reúne representantes de universidades, hospitais, centros de pesquisa, setor público e empresas, em uma estratégia voltada à consolidação do ecossistema de inovação no Paraná.

Entre os destaques das atividades está o lançamento do programa Interconexões em CT&I Paraná-Catalunha, que tem como objetivo fortalecer a cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação, conectando pesquisadores paranaenses a profissionais e instituições de excelência vinculados à Catalunha. O lançamento aconteceu em encontro com dirigentes, pesquisadores e cientistas da Universidade Barcelona.

Também foi apresentado o programa Ganhando o Mundo da Ciência, que proporciona a alunos de graduação, que estão ou estiveram em estágio de Iniciação Científica no Paraná, a oportunidade de realizar mobilidade internacional por um período de até três meses, a depender das áreas prioritárias para a consolidação da cooperação internacional.

O programa Interconexões busca estimular a formação de redes colaborativas, promover o intercâmbio de conhecimento e ampliar a inserção do Paraná em ambientes globais de pesquisa. “Com investimento inicial de cerca de R$ 3 milhões, o Interconexões Paraná-Catalunha prevê o apoio a projetos conjuntos entre universidades, centros de pesquisa e empresas, incentivando a mobilidade acadêmica e o desenvolvimento de soluções inovadoras em áreas estratégicas”, destacou a top manager da Fundação Araucária e coordenadora do programa, Maria Zaira Turchi.

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O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, ressaltou que a missão busca estruturar, no Paraná, um modelo semelhante ao adotado na Catalunha, referência internacional no setor. “A delegação paranaense reúne importantes representantes da comunidade científica e tecnológica na área da saúde. Esperamos, nos próximos anos, consolidar o Cluster Paraná de Ciências da Vida e da Saúde, inspirado no modelo da Catalunha, que hoje responde por mais de 7% da produção de saúde da Europa. Esse resultado não aconteceu por acaso, mas por meio de uma estratégia estruturada”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa envolve a articulação entre universidades, hospitais universitários, poder público e empresas. “Estamos aqui para estreitar laços e construir, ao longo dos próximos meses e anos, um cluster dinâmico e consistente, com a participação de instituições e empresas como a Prati Donaduzzi e o Biopark”, completou.

A missão também anunciou a chamada pública voltada a pesquisas clínicas. Segundo a assessora de Relações Internacionais da Fundação Araucária, Eliane Segati, serão investidos R$ 20 milhões voltados a pesquisas clínicas, fortalecendo de forma concreta a cooperação internacional em saúde e inovação. “Com esta delegação, que representa o ecossistema de ciências da vida e da saúde do Paraná, reafirmamos o nosso compromisso com parcerias estratégicas e com o avanço da ciência de impacto global”, ressaltou Eliane. 

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A programação da missão conta, ainda, com reuniões institucionais, visitas técnicas e assinatura de acordos com instituições de referência, como a Universidade de Barcelona e o Hospital Vall d’Hebron. Inclui também visitas a centros de pesquisa biomédica, parques de inovação e empresas de biotecnologia, como a SpliceBio, além de encontros com lideranças científicas e gestores de saúde. 

A delegação também conta com representantes de instituições como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Fiocruz Paraná, hospitais universitários e a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, reforçando a integração entre pesquisa, assistência e inovação. 

INTERCONEXÕES – O Programa Interconexões em Ciência, Tecnologia e Inovação: Paraná–Catalunha busca impulsionar a formação de redes colaborativas, promovendo a troca de conhecimento e o desenvolvimento conjunto de projetos estratégicos. 

O edital, de R$ 3 milhões, prevê apoio a propostas que envolvam universidades, centros de pesquisa e empresas, estimulando a mobilidade acadêmica e a integração entre ciência e inovação. As manifestações de interesse dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) vão até 13 de maio e dos pesquisadores brasileiros vinculados a instituições da Catalunha ocorrem a partir de 10 de junho. O prazo de submissão de propostas de colaboração Paraná-Catalunha vai até 30 de junho. 

Fonte: Governo PR

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