Paraná
Forças de segurança apresentam ações integradas de combate ao crime na fronteira
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) realizou nesta quarta-feira (03), em Foz do Iguaçu, a reunião do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira (GGIFron), com participação de corporações federal, estadual e municipal. O encontro aconteceu na Delegacia da Polícia Federal. Foi a primeira reunião presencial após a pandemia.
A reunião serviu para avaliar as ações conjuntas e os resultados obtidos em operações de combate ao crime e atividades de prevenção realizadas pelas instituições que compõem o GGIFron. Um exemplo é a Operação Hórus, que reúne policiais das três esferas e combate o crime organizado e a entrada e saída de produtos de contrabando nas regiões de fronteira.
Na abertura do encontro, o secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, reforçou a importância do trabalho conjunto. “Pretendemos fazer com que essas reuniões aconteçam a cada dois meses de forma presencial, para que possamos criar estratégias em conjunto para combate ao crime organizado, além de promover mais segurança a toda a população, coibindo o tráfico de drogas e armas”, afirmou o secretário.
O coordenador de Operações Integradas de Segurança Pública (Coisp) da Sesp e organizador do encontro, coronel Saulo de Tarso Sanson Silva, falou sobre as atividades desenvolvidas pelo GGIFron e destacou a integração com as forças do Paraguai e Argentina. “Saímos da parte teórica para a prática, atuando em conjunto para combater a criminalidade não somente em terra, mas também em águas na região de fronteira e no Litoral”, disse.
Já o coordenador-adjunto da Coisp, delegado Leonardo Carneiro, apresentou as soluções debatidas no 1º Encontro entre os Secretários de Segurança Pública, o SULMaSSP, realizado em Curitiba, que reuniu representantes do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. As autoridades foram unânimes ao defender a integração como forma de dar eficácia às ações de combate ao crime.
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VEÍCULOS – A chefe da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Foz do Iguaçu, Luiza Lux Lock, falou da atuação da corporação, principalmente, no monitoramento e abordagem de veículos. Segundo ela, neste ano 42 veículos já foram recuperados pela PRF, que também apreendeu 53 armas, mais de 50 mil munições, 576 mil maços de cigarro contrabandeados e cerca de 6,5 toneladas de drogas.
O encontro também contou com a apresentação do tenente-coronel Roberto Sampaio Araújo sobre o Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) da Sesp, composto por profissionais da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros/Defesa Civil, Departamento Penitenciário e pelas guardas municipais de Curitiba e Colombo. O Centro desempenha atividades de videomonitoramento com o uso de aproximadamente 800 câmeras distribuídas por todo o território paranaense, inclusive nas regiões de fronteira.
PARTICIPAÇÃO – O encontro teve a participação (por videoconferência) do coronel André Luciano Bittencourt Barbosa, da Secretaria de Assuntos de Defesa e Segurança Nacional do Gabinete de Segurança Institucional no Paraná; do chefe do Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal, Rogério Prattes; do delegado-adjunto da Receita Federal, Hipólito Coplan; do delegado da Polícia Federal, Fabio Seiji Tamura, e de Yuri França de Queiroz, representando o chefe da subunidade da Associação Brasileira de Inteligência (Abin) em Foz do Iguaçu.
GABINETE – Criado em 2011, o GGIFron surgiu para que as ações repressivas e preventivas ao crime tivessem maior impacto nas organizações criminosas, consequentemente diminuindo a incidência de crimes na região. A Operação Hórus, da Secretaria de Operações Integradas, e a Operação Ágata, em conjunto com o Exército Brasileiro, estão em andamento na faixa de fronteira e têm resultado em apreensões de armas e drogas em rodovias, terminais rodoviários, matas, além do Rio Paraná e Lago Itaipu.
Fonte: Governo PR
Paraná
Justiça Militar recebe denúncia do Ministério Público do Paraná contra quatro policiais investigados na Operação Rapina por roubo qualificado a caminhoneiro
O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra quatro policiais militares suspeitos de praticarem roubo qualificado durante o horário de serviço. A ação penal, decorrente da Operação Rapina, foi recebida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba nesta quinta-feira, 20 de agosto.
Acesse o áudio do Promotor de Justiça Fernando Cubas César
Conforme as investigações, os crimes teriam ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os denunciados, que compunham a guarnição de uma viatura policial, abordaram um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-376. Com o emprego ostensivo de arma de fogo e grave ameaça, os policiais teriam obrigado a vítima a conduzir o veículo de carga até um local ermo, restringindo sua liberdade, e subtraíram aparelhos celulares para proveito próprio, sem efetuar qualquer registro ou apreensão formal que conferisse legalidade à ação.
A denúncia imputa aos agentes do Estado a prática de roubo qualificado, crime previsto no artigo 242 do Código Penal Militar. Com o recebimento da ação, a Justiça Militar manteve as medidas cautelares diversas da prisão que já haviam sido fixadas em fevereiro de 2026 contra os investigados. Entre as restrições impostas estão o afastamento das atividades operacionais, a proibição do uso de fardamento e de armamento (seja da corporação ou particular), bem como a suspensão de acessos aos sistemas de investigação policial. Os réus também estão proibidos de se ausentarem da comarca sem prévia autorização judicial e têm a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.
Além da condenação na esfera penal militar, o Ministério Público requereu que seja fixado um valor mínimo de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor da vítima. O Gaeco solicitou ainda o compartilhamento do procedimento investigatório com a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Paraná, para viabilizar a apuração administrativa dos fatos e a investigação de eventuais outros crimes identificados no curso do processo.
Processo 0016498-43.2025.8.16.0013
Notícia anterior:
26/02/2026 – Gaeco cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba e Joinville em operação que apura o envolvimento de policiais militares em subtração de carga
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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