Paraná
Fomento Paraná e Sebrae/PR concluem ciclo de encontros regionais de agentes de crédito
Fechando o mês de abril, a Fomento Paraná, instituição financeira do Governo do Estado, e o Sebrae/PR concluíram nesta quinta-feira(30) um ciclo de seis Encontros Regionais de Agentes de Crédito, realizados em Maringá, Cascavel, Londrina, Francisco Beltrão, Ponta Grossa e Curitiba. Os eventos reuniram 264 agentes de crédito de sete regionais da Rede de Parceiros da Fomento Paraná, que hoje está presente em mais de 320 municípios paranaenses.
Os agentes são responsáveis pelo atendimento para intermediação de operações de crédito para pequenos negócios. Eles são servidores dos municípios parceiros da Fomento Paraná e atuam em estruturas como as Salas do Empreendedor e Agências do Trabalhador, além de outros espaços municipais voltados ao desenvolvimento econômico.
Todos os agentes são capacitados permanentemente ao longo do ano pela Fomento Paraná e Sebrae/PR, em eventos presenciais ou online, visando facilitar e ampliar o acesso ao crédito em todo o Estado.
DESENVOLVIMENTO – Em 2025, a rede de agentes foi responsável pela contratação de mais de R$ 123 milhões em operações de microcrédito (até R$ 20 mil) e das linhas Fomento Giro Fácil e Fomento Turismo (valores acima de R$ 20 mil, até R$ 500 mil). Foram quase 10 mil empreendimentos atendidos pela Fomento Paraná, que liberou mais de R$ 274 milhões em crédito no ano.
“Fomento Paraná e Sebrae/PR formam uma parceria fantástica, de longa data, com equipes de trabalho extremamente dedicadas, que amam o que fazem. Por isso conseguimos apresentar à sociedade paranaense tantos resultados, que impulsionam o desenvolvimento em todos os cantos do Estado”, afirma o diretor de Mercado e de Operações do Setor Privado da Fomento Paraná, Gustavo Cejas.
Segundo o diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Tioqueta, o Paraná tem uma das maiores e mais estruturadas redes de agentes de crédito do país, construída com base em parceria, capacitação contínua e presença nos municípios. “É esse modelo que nos permite orientar micro e pequenos empreendedores com qualidade e ampliar, na prática, o acesso ao crédito, impulsionando a geração de renda e empregos”, destaca Tioqueta.
Fabio Braz, coordenador da Sala do Empreendedor de São José dos Pinhais, e agente de crédito há seis anos, foi um dos participantes do encontro realizado em Curitiba. Para ele, o encontro é um importante momento de conexão, treinamento e capacitação. “É quando a gente pode trocar experiências e aprender. A cada encontro a gente cresce e se desenvolve, cada dia mais”, afirma Braz. “Um orgulho que a gente tem é saber que a gente faz parte da transformação de muitas empresas. Somos agentes de transformação”, completa.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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