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Brasil

FNSP completa 25 anos como principal fonte de financiamento da segurança pública

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Brasília, 9/3/2026 – A trajetória e o papel estratégico do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) foram tema de palestra no iLab Segurança 2026, realizado na quarta-feira (4), na capital federal. A atividade integrou a programação do encontro e promoveu reflexões sobre os 25 anos de criação do Fundo, consolidado como um dos principais instrumentos de financiamento e de estruturação da segurança pública no Brasil.

Durante a palestra, a diretora do FNSP, Camila Pintarelli, apresentou um panorama da evolução institucional do Fundo e destacou avanços recentes na governança e na execução das políticas públicas financiadas com recursos do FNSP.

“Ao longo desses 25 anos, o Fundo Nacional de Segurança Pública deixou de ser apenas um mecanismo de repasse financeiro para assumir um papel estruturante na organização das políticas públicas de segurança. Atualmente, funciona como uma infraestrutura institucional para financiamento, planejamento contratual e coordenação das ações de segurança pública no País”, enfatizou a diretora.

Camila destacou ainda que, em 2024, teve início a implementação de uma nova arquitetura de gestão, voltada ao fortalecimento da governança federativa, à melhoria da execução orçamentária e à ampliação do diálogo técnico com os estados e o Distrito Federal.

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Entre os resultados dessa reorganização, estão recordes históricos de execução de recursos e maior eficiência administrativa do Fundo. Segundo dados apresentados na palestra, o FNSP já repassou mais de R$ 6,8 bilhões em transferências fundo a fundo desde 2019 para as 27 Unidades da Federação. Desse total, R$ 4,2 bilhões já foram utilizados, elevando o nível de execução para 61,3% — cerca de 20 pontos percentuais acima do registrado em março de 2024.

A gestão do Fundo também envolve um volume expressivo de instrumentos de financiamento. Atualmente, aproximadamente R$ 3,93 bilhões em convênios, contratos de repasse e termos de compromisso estam sob gestão, além de 815 instrumentos em fase de prestação de contas, o que reflete a amplitude das políticas públicas apoiadas pelo Fundo.

ComprasSusp

Outro destaque apresentado foi a estrutura de compras públicas vinculada ao Fundo. Com a criação do ComprasSusp, o Brasil passou a contar com a maior plataforma de compras voltada à segurança pública. O sistema reúne 144 atas de registro de preços e 533 objetos contratáveis, com potencial superior a R$ 10 bilhões em contratações.

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Também foram destacadas iniciativas recentes voltadas ao fortalecimento da governança do FNSP, como a criação de redes interfederativas de gestão, o aprimoramento das transferências fundo a fundo, a modernização da gestão patrimonial e a consolidação de instrumentos de planejamento contratual e execução orçamentária.

Para Camila Pintarelli, esse conjunto de iniciativas reforça a capacidade do Fundo de atuar não apenas como mecanismo de financiamento, mas também como instrumento de coordenação institucional e de estruturação das políticas públicas de segurança.

“O cenário atual é marcado por uma perspectiva de fortalecimento institucional. A Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública prevê a constitucionalização do FNSP e a ampliação de suas fontes de receita, o que tende a ampliar ainda mais a capacidade de investimento”, concluiu a diretora.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Governo do Brasil amplia mecanismos de asfixia financeira contra o mercado ilegal de apostas

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Brasília, 19/6/2026 – O Governo do Brasil endureceu os procedimentos para aplicar medidas de asfixia financeira ao mercado ilegal de apostas de quota fixa. Decreto assinado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira, 19 de junho, reforça os instrumentos para interromper fluxos financeiros, bloquear valores obtidos de forma irregular e desarticular a atuação econômica de agentes que operam à margem da regulamentação.

Os mecanismos que estão sendo criados se assemelham aos já utilizados na asfixia financeira ao crime organizado e se tornaram possíveis com aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei Antifacção, inicialmente proposta pelo Governo do Brasil. Entre eles, encontra-se o “perdimento de bens” das empresas que operavam as chamadas “bets ilegais”. Tais valores serão utilizados pelo Governo do Brasil no financiamento do Fundo Nacional de Segurança Pública, contribuindo para o combate às próprias bets ilegais e aos demais tipos de crimes.

“A medida fortalece de forma decisiva a capacidade do Estado brasileiro de enfrentar operadores ilegais. Quem atua à margem da lei não pode continuar usando o sistema financeiro para sustentar negócios clandestinos. Ao bloquear a circulação de recursos em operações de bets não autorizadas, a norma atinge o centro econômico das atividades ilícitas, reduz incentivos à ilegalidade e reforça o compromisso do governo com uma regulação séria, efetiva e orientada pelo interesse público”, afirma o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Como funciona o processo

Como autoridade reguladora e supervisora da modalidade, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, ao identificar um operador não autorizado, formalizará a irregularidade por meio de um auto de constatação, que registra e fundamenta a exploração ilegal.

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Emitido o auto, a SPA notifica as instituições financeiras e de pagamentos para que bloqueiem, em até 24 horas, os valores existentes e interrompam novas transações relacionadas à bet irregular. As instituições devem reportar o cumprimento da medida em até 48 horas. O Banco Central é comunicado simultaneamente para supervisionar a execução. Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentará os procedimentos operacionais de bloqueio das contas e dos valores.

A instauração e a condução dos processos administrativos caberão à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que notificará a parte envolvida para apresentar sua impugnação. Durante o processo, podem ser realizadas diligências e requisições de documentos e informações a instituições financeiras e entidades públicas. Caberá ainda à Senasp adotar as medidas necessárias à instrução do processo, inclusive a produção de provas para o esclarecimento dos fatos, observados o contraditório e a ampla defesa.

“A medida vem em boa hora. O decreto viabiliza que valores vinculados às bets ilegais sejam revertidos para ações que integram o Brasil Contra o Crime Organizado”, aponta Wellington Lima, ministro da Justiça e da Segurança Pública.

Saldo remanescente

O Decreto também estabelece que os valores restringidos declarados perdidos ao final do processo administrativo serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, contribuindo para o financiamento de ações de prevenção e combate à criminalidade. O bloqueio das contas será mantido até a efetivação do depósito judicial, podendo a Advocacia-Geral da União requerer ao juízo as demais medidas necessárias à preservação dos valores.

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Combate permanente SPA em números

A SPA segue no combate permanente à oferta ilegal de apostas. Desde outubro de 2024, mantém acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que já resultou no bloqueio de mais de 50 mil domínios ilegais. Os mecanismos de monitoramento estão sendo aperfeiçoados, incluindo um laboratório virtual voltado à identificação e ao bloqueio mais célere de plataformas irregulares.

No combate à publicidade irregular, a SPA monitora e fiscaliza conteúdos em ambientes digitais. As ações já removeram 780 perfis e 306 publicações que promoviam apostas irregulares, além de 190 aplicativos não autorizados retirados do ar. O trabalho é feito em cooperação com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e com o Conselho Digital do Brasil, que reúne as principais plataformas de tecnologia em operação no país.

Autoexclusão

No âmbito do jogo responsável, a SPA disponibilizou, em dezembro de 2025, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão. A ferramenta permite que os usuários solicitem, em uma única operação, o bloqueio do seu acesso a todas as plataformas autorizadas pelo governo federal. A medida amplia a capacidade de monitoramento do Estado e contribui para um ambiente regulado mais seguro e transparente. Até o momento, foram mais de 650 mil pedidos de autobloqueio. A plataforma está disponível em gov.br/autoexclusaoapostas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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