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Agro

Fertilizantes seguem caros no Brasil e relações de troca limitam compras do produtor rural

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O mercado brasileiro de fertilizantes continua operando em um cenário de preços elevados e demanda cautelosa por parte dos produtores rurais. Apesar de uma leve acomodação recente em algumas cotações, o ambiente global ainda restritivo impede quedas mais consistentes e sustenta a pressão sobre o setor.

Segundo análises da StoneX, o mercado CFR no Brasil segue diretamente influenciado pelos entraves internacionais, que limitam o fluxo de oferta e reduzem o espaço para ajustes mais significativos nos preços.

Cenário global ainda apertado sustenta cotações

No mercado internacional, o quadro permanece marcado por restrições na oferta e desafios logísticos que continuam afetando o abastecimento global de fertilizantes. Esse contexto impede uma normalização mais rápida das condições de mercado e mantém os preços em patamares elevados.

Mesmo com pequenas correções pontuais, o movimento não altera a percepção de um mercado ainda sensível às condições externas. A combinação entre logística pressionada e oferta limitada segue como fator determinante para a formação de preços no comércio internacional.

Produtor brasileiro reduz ritmo de compras

No mercado interno, o principal fator de contenção da demanda tem sido as relações de troca desfavoráveis para o produtor rural. Com menor poder de compra, as aquisições de fertilizantes vêm ocorrendo de forma pontual e estratégica, sem indicar uma retomada mais forte do consumo.

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Esse comportamento reflete a cautela do setor agrícola, que prioriza o controle de custos diante de um cenário ainda incerto em relação à evolução das cotações e à rentabilidade das culturas.

Expectativa é de mercado ainda pressionado

Para os próximos meses, a tendência é de manutenção de um ambiente sensível às variações do mercado global e aos desdobramentos geopolíticos que impactam a cadeia de fertilizantes.

Enquanto persistirem os entraves logísticos e as limitações de oferta internacional, a possibilidade de alívio expressivo nos preços deve permanecer reduzida. Nesse contexto, o mercado brasileiro tende a seguir pressionado, com produtores adotando postura mais seletiva e compradores atentos às oportunidades pontuais de negociação.

O cenário reforça a dependência do Brasil em relação ao mercado externo e destaca a importância do monitoramento contínuo das condições globais para a tomada de decisão no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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O engenheiro agrônomo, Guilherme Coelho, assume a presidência do Conselho de Administração da Embrapa

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O Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) empossou, na última sexta-feira (29), seu novo presidente, Guilherme Coelho. A posse ocorreu durante a reunião de gestores da estatal, realizada em Maceió (AL). A indicação de Coelho para o colegiado foi feita pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

Engenheiro agrônomo e produtor rural, Guilherme Coelho foi presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) por dois mandatos consecutivos, entre 2020 e 2026, contribuindo para o fortalecimento da fruticultura brasileira e para a ampliação da presença do setor nos mercados internacionais.

“Foi com muita alegria que recebi o convite do ministro para assumir a presidência do Conselho de Administração da Embrapa (Consad)”, afirmou o novo presidente.

“A Embrapa é uma das instituições mais respeitadas do Brasil e referência mundial em pesquisa agropecuária. A chegada de Guilherme Coelho à presidência do Conselho representa a união entre a experiência do setor produtivo e o compromisso com a inovação, a ciência e o desenvolvimento sustentável da agropecuária brasileira”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

“Desejo sucesso nesta nova missão e reafirmo o compromisso do Ministério da Agricultura e Pecuária com o fortalecimento da Embrapa como instrumento estratégico para a segurança alimentar, a sustentabilidade e a competitividade do agro brasileiro”, completou o ministro.

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Após a posse, o novo presidente conduziu sua primeira reunião à frente do Consad, ao lado da presidente da empresa, Silvia Massruhá, e dos demais conselheiros. O encontro contou com apresentações de lideranças da Embrapa Semiárido, da Embrapa Algodão e da Embrapa Alimentos e Territórios, que apresentaram resultados, desafios e perspectivas de atuação.

“Nesta segunda edição do Consad Day, apresentamos o trabalho de unidades da Embrapa no Nordeste, destacando seus resultados, desafios e potencial. A iniciativa permite aproximar o Conselho de Administração da realidade da empresa e mostrar como a pesquisa agropecuária se transforma em soluções para os produtores rurais e para a sociedade brasileira”, afirmou Silvia Massruhá.

Para Coelho, a reunião foi uma oportunidade de conhecer mais de perto a realidade dos centros de pesquisa e identificar caminhos para fortalecer ainda mais a atuação da instituição. “Para mim, presidir este Conselho é uma grande honra, especialmente por estar ao lado de profissionais altamente qualificados e comprometidos com a inovação, a ciência e o desenvolvimento do setor agropecuário”, destacou.

O novo presidente também ressaltou a importância de ampliar o alcance das tecnologias desenvolvidas pela empresa. “Entendo que o mais importante é fazer com que a pesquisa chegue cada vez mais ao produtor rural, seja ele pequeno, médio ou grande, incluindo os agricultores familiares. Esse é o grande papel da Embrapa”, afirmou.

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COMPOSIÇÃO DO CONSELHO

O Conselho de Administração da Embrapa (Consad) passa a ser presidido por Guilherme Coelho, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A presidência substituta será exercida por Renato Bigliazzi, representante do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

O colegiado é composto ainda por Adriana Vilela Toledo, representante do Mapa; Celso Fugolin e Teresa Cristina Vendramini, membros independentes indicados pelo Mapa; Rubens Tavares, representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações; Francisco Albuquerque, representante do Ministério da Fazenda; e Maria Alice de Medeiros, representante dos empregados da Embrapa.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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