Agro
Feijão carioca rompe R$ 300 e mercado testa limite de consumo no Brasil
O mercado do feijão carioca encerrou a primeira semana de fevereiro em seu ponto mais crítico de valorização, após superar de forma definitiva a barreira dos R$ 300 por saca CIF São Paulo. Segundo o analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, o avanço não foi impulsionado por aumento de demanda, mas pela escassez de produto disponível, especialmente nas categorias de melhor qualidade.
Alta rápida e mercado em posição defensiva
A valorização ocorreu de maneira rápida e vertical, levando o setor a adotar um comportamento defensivo, com negociações concentradas em vendas casadas e contratos futuros. Essa dinâmica reduziu drasticamente a oferta imediata, praticamente esvaziando o mercado físico.
“A qualidade passou a ser o principal fator de formação de preço, em um ambiente onde o feijão disponível praticamente desapareceu”, explica Oliveira.
Chuvas em Minas Gerais elevam índice de defeitos
As chuvas recentes em Minas Gerais, uma das principais regiões produtoras, afetaram a qualidade do feijão, aumentando o índice de defeitos e tornando raros os lotes limpos com escurecimento lento. Essa condição elevou os prêmios pagos pelos grãos de melhor classificação.
Atualmente, os preços estão organizados em uma nova faixa:
- Feijão nota 9 EL: até R$ 340 por saca CIF São Paulo
- Feijão nota 9,5 EL: pedidos em torno de R$ 350 por saca
- Lotes intermediários: também valorizados, acompanhando a tendência
Demanda recua e mercado sinaliza esgotamento técnico
Mesmo com a firmeza nas origens, o mercado começa a entrar em fase de acomodação. O consumo doméstico mostra resistência aos preços elevados, e o varejo tem dificuldade de repassar as altas ao consumidor final.
Segundo Oliveira, o risco no momento não é de uma correção imediata, mas de um esgotamento técnico, caso o consumo não acompanhe o novo patamar de preços.
“Apesar disso, a perspectiva de redução da área plantada na segunda safra 2025/26 mantém o viés estruturalmente firme”, ressalta o analista.
Feijão preto mantém preços firmes com oferta controlada
Enquanto o feijão carioca lidera a escalada de preços, o mercado do feijão preto apresenta um comportamento distinto, operando em estabilidade técnica — com valores altos, mas sem forte pressão compradora.
A retenção da oferta pelos produtores, principalmente no Paraná, sustenta os preços, já que a redução de área limita a disponibilidade e impede recuos significativos.
Demanda retraída e substituição entre variedades
De acordo com Oliveira, a demanda pelo feijão preto está mais fraca, pois grandes empacotadoras já se abasteceram diretamente na origem, reduzindo a liquidez do mercado spot. Ainda assim, o produto beneficiado segue com prêmios relevantes frente ao granel.
O diferencial de preço em relação ao feijão carioca abriu espaço para substituição nas cestas básicas e contratos mais sensíveis ao custo, criando um piso de sustentação para o mercado.
“Com o produto importado fora de competitividade e as liberações de volumes ocorrendo de forma fracionada, o mercado permanece travado, firme e seletivo, aguardando melhora na qualidade da oferta para reativar os negócios”, conclui Oliveira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Zelensky endurece discurso e alerta Rússia após ataques: “Se a Ucrânia pegar fogo, Moscou também pegará”
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, elevou o tom contra a Rússia nesta quinta-feira (18) ao afirmar que Moscou poderá enfrentar consequências cada vez mais severas caso os ataques russos ao território ucraniano continuem. A declaração foi feita após uma nova onda de ataques com drones atingir a capital russa durante a madrugada.
Segundo Zelensky, a ofensiva ucraniana foi uma resposta direta aos recentes bombardeios promovidos pela Rússia, que resultaram em mortes e danos significativos à infraestrutura civil da Ucrânia, incluindo um ataque que atingiu o histórico Mosteiro de Pechersk Lavra, em Kiev.
“Não queremos essa guerra, nunca quisemos, e todos sabem disso. Mas, se a Ucrânia pegar fogo, a sua Moscou pegará fogo”, declarou o presidente ucraniano em mensagem enviada a jornalistas.
Ataques atingem Moscou e refinaria de petróleo
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades russas, dezenas de drones foram lançados contra Moscou durante a madrugada. Entre os alvos atingidos está uma refinaria de petróleo da capital, que sofreu impactos pela segunda vez na mesma semana.
Os ataques refletem uma intensificação das operações de ambos os lados do conflito, que já ultrapassa quatro anos e segue sem perspectivas concretas de encerramento.
Analistas avaliam que a ampliação das ofensivas em território russo busca aumentar a pressão sobre o governo do presidente Vladimir Putin, especialmente em um momento de crescente desgaste econômico e militar provocado pela guerra.
Ataque em Kiev deixou mortos e atingiu patrimônio histórico
Na última segunda-feira, uma ofensiva russa com drones e mísseis deixou pelo menos dez mortos em diferentes regiões da Ucrânia. Um dos alvos foi o tradicional Mosteiro de Pechersk Lavra, considerado um dos principais símbolos religiosos e históricos do país.
O episódio provocou forte reação do governo ucraniano e ampliou os pedidos por apoio internacional para reforçar a defesa aérea do país.
Defesa aérea e novas medidas serão debatidas na Otan
Zelensky participa nesta quinta-feira de reuniões com aliados da Ucrânia em Bruxelas, onde a ampliação da assistência militar estará entre os principais temas da agenda.
Entre as propostas em discussão estão o fortalecimento dos sistemas de defesa aérea fornecidos pela OTAN e o desenvolvimento de uma estrutura integrada de defesa contra mísseis balísticos envolvendo Ucrânia e países parceiros.
O presidente ucraniano argumenta que a ampliação dessas capacidades é fundamental para proteger cidades, instalações estratégicas e a população civil dos ataques russos.
Ucrânia pede novas sanções contra a Rússia
Além do apoio militar, Zelensky voltou a defender o endurecimento das sanções econômicas contra Moscou. O líder ucraniano pediu que Europa, Estados Unidos e demais aliados ampliem as restrições aos setores de energia, defesa e finanças da Rússia.
Segundo ele, o aumento da pressão econômica é uma das principais ferramentas para forçar o Kremlin a rever sua estratégia militar e buscar uma solução para o conflito.
“Todos precisam pressionar Putin: ucranianos, europeus, norte-americanos e também os russos. É hora de encarar a realidade e pressionar seu líder”, afirmou.
Guerra segue sem perspectiva de trégua
O conflito entre Rússia e Ucrânia continua sendo um dos principais focos de instabilidade geopolítica global, com impactos diretos sobre os mercados internacionais, energia, fertilizantes, commodities agrícolas e cadeias de abastecimento.
A escalada dos ataques em ambos os territórios aumenta as preocupações da comunidade internacional sobre uma possível ampliação da guerra e seus reflexos sobre a economia mundial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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