Paraná
Fazenda lança oficialmente o Siafic, novo sistema de gestão financeira do Estado
A Secretaria da Fazenda do Paraná realizou nesta terça-feira (19) a cerimônia de lançamento oficial do Sistema Único e Integrado de Execução Orçamentária, Administração Financeira e Controle (Siafic) do Estado. A nova ferramenta, que passa a executar as finanças do Estado a partir de janeiro, integra atividades de planejamento, orçamento, contabilidade e controle do governo.
Cerca de 400 pessoas participaram do evento, que ocorreu no Grande Auditório do Canal da Música, em Curitiba, com a colaboração do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita do Estado do Paraná (Sindafep).
“Este é um momento muito importante para a Secretaria da Fazenda, porque a implementação do Siafic irá propiciar uma melhora substantiva na qualidade da transparência dos dados contábeis e das apropriações das receitas e despesas do Estado”, destacou o secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior.
O sistema é parte integrante do Projeto de Modernização da Gestão Fiscal (Profisco II), e confere mais eficiência à aplicação dos recursos públicos. Seu objetivo central é a integração entre diversos módulos e sistemas da administração pública, além de proporcionar novas funcionalidades para avaliar a utilização de verbas e incorporar a certificação digital aos processos internos.
Ao longo de 2023, os órgãos da administração direta e aqueles vinculados ao Governo do Paraná, assim como os Poderes Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público e a Defensoria Pública, já passaram a lançar dados da Lei de Diretrizes Orçamentárias, por exemplo, no Siafic. Essas e outras informações operadas pelos Núcleos Fazendários do Estado serão cruciais para a execução do orçamento estadual a partir de 1º de janeiro de 2024.
“Nós montamos inclusive uma sala de situação, de onde poderemos acompanhar em tempo real toda a migração dos dados para o novo sistema para resolver todo e qualquer eventual problema que venha a surgir neste período de transição”, enfatizou Renê Garcia Junior.
O Siafic atende ao modelo criado pelo governo federal pelo Decreto 10.540/2020, que regulamenta o disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Essa integração entre os órgãos vinculados ao Governo demonstra que esse sistema é um dos avanços tecnológicos mais extraordinários da administração pública do Estado do Paraná”, observou o desembargador Luiz Fernando Keppen, presidente do Tribunal de Justiça.
“Este lançamento é um momento muito importante para o Paraná, justo no aniversário da emancipação política do Estado. Essa inovadora ferramenta fortalecerá a integridade financeira do Estado, e o trabalho da Fazenda é crucial para assegurar que os recursos aplicados se traduzam em benefícios tangíveis para a população”, reiterou Gilberto Giacoia, procurador-geral de Justiça do Paraná.
A diretora-geral da Secretaria da Fazenda, Marcia do Valle, ressaltou a importância da integração entre os diversos setores e poderes e o empenho das equipes técnicas que trabalharam no desenvolvimento do sistema. “É um momento para reconhecer e valorizar as equipes técnicas, não só da Fazenda, mas de todas as secretarias. Não fosse o comprometimento e a dedicação dessas pessoas, essa realização não teria sido possível”, afirmou.
A Celepar, cujas equipes contribuíram em todo a implantação da plataforma Siafic, também esteve presente ao lançamento. “Um dos pilares da nossa gestão é criar soluções de referência na área de tecnologia pública, e esta parceria com a Secretaria da Fazenda e também com a Receita Estadual, ilustra exatamente isso. O Siafic, desenvolvido pelo governo federal e que estamos adaptando à necessidade do Fisco estadual, representa um marco importante em nossa jornada de reforço da transparência, responsabilidade e modernização da gestão financeira”, disse o diretor-presidente da Celepar, Gustavo Garbosa.
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CAPACITAÇÃO – Nos últimos meses, mais de 1.400 servidores participaram de capacitações para garantir que a operação do Siafic seja feita com domínio, segurança e em conformidade com os requisitos legais, tanto na execução orçamentária, financeira e contábil, quanto na compreensão da estrutura do sistema.
PRESENÇAS – Participaram do evento o secretário de Cidades, Eduardo Pimentel; a secretária da Cultura, Luciana Casagrande Pereira; o secretário do Turismo, Marcio Nunes; o secretário de Justiça e Cidadania, Santin Roveda; o secretário de Inovação, Modernização e Transformação Digital, Marcelo Rangel; o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona; o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros; o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o diretor-presidente do Detran, Adriano Furtado; a chefe de Gabinete da Secretaria da Fazenda, Priscila Aguiar; o diretor adjunto da Receita Estadual, Renato Milanese; o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do Paraná, Fernandes dos Santos; o defensor público-geral, André Giamberardino; e outras autoridades.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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