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Fazenda e PGE preparam servidores para os desafios da Reforma Tributária

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Em meio a uma das maiores transformações fiscais do país, a Secretaria da Fazenda (Sefa), a Receita Estadual e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) iniciaram nesta quarta-feira (17) uma capacitação para preparar servidores para os desafios da Reforma Tributária. O treinamento, com foco nos impactos para o Estado e os municípios, busca garantir que gestores e técnicos estejam prontos para atuar no novo cenário fiscal.

O evento, que vai até esta quinta-feira (18), é uma iniciativa conjunta da Escola Fazendária (Efaz), da Escola Superior da PGE e da Escola de Gestão. O objetivo principal é aprofundar os conhecimentos e debater as mudanças que afetam diretamente a arrecadação, o planejamento orçamentário e a autonomia financeira dos entes federativos.

Segundo Luiz Paulo Budal, diretor-geral da Sefa, a preparação técnica dos servidores é crucial para uma adaptação segura e eficiente. “Nosso objetivo é capacitar os profissionais para compreender e aplicar, na prática, as mudanças da reforma. Esse processo de atualização é essencial para que o Estado e os municípios façam uma transição estruturada, sem perdas e com o fortalecimento da gestão fiscal”, afirma.

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Segundo Lucia Helena Cachoeira, diretora-geral da PGE, o Estado do Paraná está vivenciando um momento histórico de conjugação de esforços e de união interinstitucional entre a Administração Tributária e PGE, para a implantação exitosa da reforma tributária. “Por certo, a capacitação e a reflexão coletiva sobre os novos institutos enriquece o debate, orienta as ações e fortalece os entes federativos, na proposta de um efetivo Federalismo de cooperação”, destaca.

O treinamento foi estendido também aos municípios, reforçando o compromisso de preparar gestores locais para as decisões estratégicas necessárias diante do novo sistema tributário.

De acordo com a diretora da Receita Estadual, Suzane Gambetta, a transição para a Reforma Tributária já está em andamento. “Já estamos com o comitê gestor do IBS sendo regulamentado e, a partir de janeiro de 2026, toda a emissão de documento fiscal pelas empresas já deve se adequar aos novos impostos, o IBS e a CBS”, disse. 

TÓPICOS DA REFORMA – O curso aborda de forma prática os principais pontos da Reforma Tributária. Entre eles está o novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá tributos atuais cobrados sobre o consumo. Os participantes aprendem quando o imposto será aplicado, quem deve recolhê-lo e de que forma funcionará a chamada não cumulatividade, mecanismo que evita a cobrança em cascata. Outro destaque é o Split Payment, sistema em que o imposto é recolhido automaticamente no momento da compra, dando mais segurança e transparência.

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Também são apresentados o funcionamento do Comitê Gestor, responsável por dividir a arrecadação entre estados e municípios, as regras de transição para o novo modelo, os regimes diferenciados para setores específicos e, ainda, o papel de auditores e procuradores na fiscalização e na defesa desse novo sistema tributário.

Fonte: Governo PR

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Estado vai defender na Justiça compra de 26 robôs para agilizar combate a incêndios

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O Governo do Estado vai recorrer da decisão liminar que impede a Defesa Civil de continuar o processo de compra de até 26 robôs de combate a incêndios de grandes proporções. A defesa está amparada por um despacho do Tribunal de Contas de março deste ano que já tinha negado processo similar movido por uma empresa do Espírito Santo que não possui equipamento com as características exigidas no estudo técnico.

O processo de compra teve início com uma ata de registro de preço (e não compra efetiva) da Defesa Civil para aquisição de robôs para enfrentar incêndios em áreas industriais, portos e aeroportos. O projeto faz parte do Plano de Auxílio Mútuo (PAM), desenvolvido pela pasta para enfrentar o aumento de registro de ocorrências desse tipo. Uma empresa alemã ganhou a concorrência porque tem o melhor produtor do mercado.

Esse robô é usado por países de primeiro mundo no combate a grandes incêndios. Ele funciona acoplado a uma mangueira e tem capacidade para gerar fluxo imenso de água para combater grandes incêndios logo no início, o que ajuda também a preservar o trabalho de bombeiros militares diante de cenários muito extremos. O Estado desenvolve essa compra de maneira pioneira no Brasil.

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Nessa semana, no entanto, uma decisão liminar da 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba suspendeu a licitação e já comprometeu o calendário de aquisição dos equipamentos. A Procuradoria-Geral do Estado vai entrar com um agravo contra a decisão no Tribunal de Justiça do Paraná e apresentar a documentação técnica que embasa o procedimento. 

E essa aquisição se mostra cada vez mais urgente. Nesta semana o novo relatório do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas apontou para a existência de estiagem em todo o Paraná, o que aumenta o risco de incêndios, principalmente diante da temporada de seca do inverno.

Fonte: Governo PR

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