Agro
Faesc comemora derrubada de vetos à Lei de Licenciamento Ambiental e destaca avanço para o agronegócio
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) celebrou a decisão do Congresso Nacional de derrubar os vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental, em sessão conjunta realizada na última quinta-feira (27).
Com a decisão, foram restabelecidos trechos que haviam sido suprimidos pelo Executivo e que, na visão do setor produtivo, reestabelecem um ambiente regulatório mais equilibrado e adequado à realidade das atividades rurais e industriais do país.
Segundo a Faesc, a nova lei representa um avanço em modernização, desburocratização e segurança jurídica, pontos considerados fundamentais para fortalecer a competitividade e o crescimento sustentável do agronegócio brasileiro.
Setor produtivo reforça compromisso com o meio ambiente
Mesmo com as mudanças, o Brasil continua sendo reconhecido por sua legislação ambiental rigorosa, que inclui instrumentos como o Código Florestal e a Lei das Águas. Para o vice-presidente da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, a aprovação da lei não reduz a proteção ambiental, mas traz equilíbrio entre preservação e desenvolvimento econômico.
Pedrozo ressaltou ainda o papel decisivo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que contou com o apoio das federações e sindicatos rurais em todo o país. O dirigente destacou que a Faesc participou ativamente das discussões, defendendo a importância da aprovação da lei durante audiências públicas e no diálogo com parlamentares.
Nova lei assegura segurança ambiental e simplificação de processos
Com a derrubada dos vetos, o Congresso manteve as salvaguardas essenciais para o setor rural, garantindo que o licenciamento ambiental seja aplicado de forma equilibrada e adaptada às especificidades das atividades produtivas.
A legislação reafirma a isenção do licenciamento para atividades agrícolas, pecuárias extensivas, semi-intensivas e de silvicultura, reduzindo a burocracia e os custos operacionais.
Para os empreendimentos que não se enquadrarem nas isenções, a lei estabelece um procedimento simplificado de adesão e compromisso, que promete tornar o processo mais ágil e eficiente, sem comprometer a responsabilidade ambiental. Segundo a Faesc, essa modernização transforma o licenciamento em um instrumento de proteção ambiental e de desenvolvimento social.
Parlamentares catarinenses foram decisivos na votação
A Faesc expressou agradecimento aos parlamentares que votaram pela derrubada dos vetos, reconhecendo o empenho da bancada catarinense, considerada decisiva no processo.
Entre os senadores de Santa Catarina, votaram a favor Esperidião Amin, Ivete da Silveira e Jorge Seif. Já entre os deputados federais, destacam-se Valdir Cobalquini, Daniel Freitas, Daniela Reinehr, Fábio Schiochet, Geovania de Sá, Gilson Marques, Jorge Goetten, Julia Zanatta, Luiz Vampiro, Rafael Pesenti, Ricardo Guidi e Zé Trovão.
“A derrubada dos vetos representa um marco para a modernização, desburocratização e segurança jurídica do agronegócio nacional”, reforçou a Faesc em nota oficial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Oferta restrita impulsiona preço do café e mantém cotações em alta no mercado internacional
A oferta limitada de café no mercado físico voltou a sustentar a valorização dos contratos futuros na última semana, reforçando o cenário de firmeza para as cotações internacionais. Mesmo diante da expectativa de uma safra recorde no Brasil, a menor disponibilidade imediata do produto, aliada a fatores técnicos e à atuação dos investidores, manteve o mercado aquecido.
De acordo com análise da StoneX, o café arábica alcançou as maiores cotações das últimas seis semanas, refletindo a combinação entre a leve deterioração das condições de colheita no Brasil e o movimento de recompra de posições vendidas por fundos de investimento.
O contrato de setembro de 2026 do café arábica encerrou a semana cotado a 273,2 centavos de dólar por libra-peso, acumulando valorização de 2,0% no período.
O desempenho reforça que, apesar da perspectiva de uma produção brasileira robusta em 2026, o mercado segue atento à disponibilidade de café no curto prazo. A restrição na oferta física continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços, evidenciando a sensibilidade das bolsas às condições imediatas de abastecimento.
Robusta também registra valorização
O mercado do café robusta acompanhou o movimento de alta, sustentado pelas preocupações relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a produção mundial e pelo ritmo ainda moderado de comercialização no Brasil.
O contrato de setembro de 2026 fechou a semana cotado a US$ 3.627 por tonelada, avanço de 1,0% em relação à semana anterior. Durante o pregão de quinta-feira (25), a cotação chegou a US$ 3.692 por tonelada, o maior patamar registrado desde o fim de março.
Cenário externo influencia, mas fundamentos do café predominam
No ambiente macroeconômico, os investidores também monitoraram os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã. A queda dos preços internacionais do petróleo ao longo do fim de semana ajudou a melhorar o sentimento dos mercados financeiros.
Apesar desse contexto, os fundamentos específicos do mercado cafeeiro continuaram sendo o principal direcionador das cotações. A evolução da colheita brasileira, a oferta disponível de grãos e a atuação dos fundos de investimento permaneceram no centro das atenções, sustentando tanto o café arábica quanto o robusta no mercado internacional.
Com estoques ainda ajustados e comercialização cautelosa por parte dos produtores, o mercado segue acompanhando de perto o avanço da safra brasileira, fator que deverá continuar determinando o comportamento dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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