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Exportações de suco de laranja recuam com queda de preços, enquanto safra de melancia no RS encerra com margens pressionadas

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Exportações de suco de laranja têm queda de receita mesmo com volume estável

As exportações brasileiras de suco de laranja seguem com desempenho misto na safra 2025/26 (julho de 2025 a março de 2026). De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Cepea, o volume embarcado permanece estável em relação ao mesmo período da temporada anterior.

Apesar disso, a receita com as vendas externas registra queda expressiva de 27,1%, reflexo direto da redução nos preços internacionais ao longo da atual safra.

Estados Unidos sustentam embarques, mas não evitam perdas no faturamento

O bom desempenho das exportações para os Estados Unidos tem sido um dos principais fatores de sustentação do volume total embarcado. Mesmo com o aumento das vendas ao mercado norte-americano, o faturamento obtido com esse destino apresenta retração de 16,4% na safra.

Esse cenário evidencia a pressão exercida pelos preços mais baixos no mercado internacional, que têm limitado o retorno financeiro das exportações, mesmo diante de volumes mais elevados.

União Europeia preocupa, mas pode voltar às compras

Os embarques para a União Europeia seguem sendo motivo de atenção para o setor citrícola brasileiro. Em março, os envios ao bloco somaram 36,9 mil toneladas, avanço de 49,3% frente a fevereiro.

Ainda assim, o ritmo de exportação não tem sido suficiente para igualar o volume total escoado na safra anterior.

Por outro lado, pesquisadores do Cepea destacam fatores que podem favorecer uma retomada das compras europeias nos próximos meses, como:

  • Melhor qualidade dos estoques atuais
  • Preços internacionais mais baixos
  • Níveis reduzidos de estoque no bloco europeu
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Safra de melancia no Rio Grande do Sul termina com resultados abaixo do esperado

A safra de melancia 2025/26 no Rio Grande do Sul foi encerrada com desempenho inferior ao esperado pelos produtores, segundo levantamento do Cepea.

O início da temporada foi marcado por chuvas acima da média em importantes regiões produtoras, como Encruzilhada do Sul e Arroio dos Ratos. O excesso de precipitações afetou áreas em desenvolvimento, levando à necessidade de replantio e comprometendo a produtividade inicial.

Clima adverso e doenças impactam qualidade e produção

Além das chuvas, temperaturas elevadas favoreceram o aumento de casos de antracnose nas lavouras, prejudicando a qualidade das frutas. Esse fator reduziu a competitividade da melancia gaúcha, especialmente em comparação com produtos de outras regiões, como Teixeira de Freitas (BA).

Com o avanço da safra, houve melhora nas condições climáticas, especialmente em Bagé, onde o calendário de plantio e colheita é mais tardio. Ainda assim, os ganhos de produtividade registrados entre janeiro e março não foram suficientes para reverter as perdas iniciais.

Custos elevados e preços baixos reduzem margens dos produtores

A safra gaúcha encerrou com produtividade média de 34 toneladas por hectare entre dezembro e março, resultado 21% inferior ao da temporada anterior.

Ao mesmo tempo, os custos de produção aumentaram cerca de 30%, impulsionados por fatores como:

  • Replantio de áreas afetadas
  • Alta nos preços de diesel
  • Elevação nos custos de fertilizantes e defensivos
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Em contrapartida, os preços de comercialização ficaram, em média, 29% abaixo dos registrados na safra passada.

Com isso, a margem dos produtores foi de R$ 0,34 por quilo no período, representando uma queda de 61% em relação à temporada anterior e o pior resultado dos últimos cinco anos no estado.

Margens apertadas podem impactar próxima safra

Diante do cenário de custos elevados, menor produtividade e preços mais baixos, os produtores de melancia no Rio Grande do Sul encerram a safra com rentabilidade bastante reduzida.

Mesmo com os preparativos para a temporada 2026/27 ainda distantes, o resultado financeiro mais apertado tende a limitar a capacidade de investimento dos produtores, podendo impactar diretamente o planejamento da próxima safra.

Cenário geral: pressão sobre preços e custos marca o agro

Os dados do Cepea evidenciam um cenário desafiador para diferentes cadeias do agronegócio brasileiro.

Enquanto o setor de citros enfrenta queda no faturamento devido aos preços internacionais mais baixos, mesmo com volumes estáveis, a produção de melancia no Rio Grande do Sul sofre com custos elevados, problemas climáticos e redução nas margens.

O ambiente reforça a necessidade de atenção dos produtores às condições de mercado, custos de produção e fatores climáticos que seguem determinando os resultados no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

saiba mais

A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

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A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

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Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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