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Exportações de soja, carne bovina e frango disparam em maio e reforçam força do agro brasileiro

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As exportações do agronegócio brasileiro seguem em forte ritmo em maio de 2026, impulsionadas pela safra recorde de soja, pela demanda aquecida por proteínas animais e pelo avanço dos embarques de algodão. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram crescimento expressivo nas médias diárias de exportações em relação ao mesmo período do ano passado.

A soja lidera os embarques e mantém o Brasil em posição estratégica no comércio global de grãos. Segundo a Secex, a média diária de exportações do complexo soja alcançou 758,8 mil toneladas até a terceira semana de maio, avanço de 13% frente às 671,4 mil toneladas registradas em maio de 2025.

No acumulado parcial do mês, o país já embarcou 11,38 milhões de toneladas da oleaginosa. Com a contabilização dos últimos dias úteis de maio, o volume pode superar os 14,10 milhões de toneladas exportados no mesmo mês do ano passado.

Safra recorde sustenta fluxo de soja nos portos

O desempenho reflete o escoamento da safra recorde brasileira de soja em 2026. Apesar do ritmo elevado, os embarques de maio ainda devem ficar abaixo do recorde histórico registrado em abril, quando o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas do grão.

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O fluxo intenso nos portos reforça o protagonismo brasileiro no abastecimento global, especialmente em um momento de forte demanda internacional e competitividade do produto nacional no mercado externo.

Exportações de carne bovina e frango avançam forte

As proteínas animais também apresentaram crescimento robusto na parcial de maio. As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada cresceram 30,7% na média diária, atingindo 13.565 toneladas por dia.

Mantido esse ritmo, os embarques mensais podem ultrapassar 200 mil toneladas, consolidando mais um mês de forte desempenho para a pecuária de corte brasileira no mercado internacional.

A carne de frango registrou avanço ainda mais expressivo. As exportações de aves cresceram 35% na média diária, alcançando 23.168 toneladas por dia.

Mesmo antes do fechamento do mês, os embarques já se aproximam de 350 mil toneladas, reforçando a demanda internacional pela proteína brasileira e o bom momento do setor avícola.

Algodão dispara e café mantém estabilidade

Outro destaque foi o algodão, que registrou crescimento de 67,8% nas exportações pela média diária. Os embarques atingiram 15.356 toneladas por dia, refletindo o escoamento dos estoques nacionais em um momento em que a colheita da nova safra ainda está em fase inicial.

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No mercado de café, os embarques permaneceram praticamente estáveis. A média diária de exportação do café verde ficou em 8.080 toneladas em maio de 2026, levemente abaixo das 8.106 toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

O setor cafeeiro vive atualmente um cenário de estoques apertados, enquanto a colheita da nova safra brasileira começa a ganhar ritmo. A expectativa do mercado é de uma produção potencialmente histórica em 2026, fator que pode influenciar a dinâmica das exportações nos próximos meses.

Agro brasileiro mantém protagonismo global

Os dados da Secex reforçam a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional, com crescimento consistente nos embarques de grãos, fibras e proteínas animais.

O desempenho das exportações em maio ocorre em meio ao avanço da colheita de importantes culturas, ao fortalecimento da demanda externa e à capacidade logística do país em manter elevado ritmo de escoamento mesmo durante o pico da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Turismo rural ganha nova força na Zona da Mata com inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina em Minas Gerais

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A Zona da Mata Mineira ganha um novo atrativo turístico e econômico nesta semana com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, iniciativa que une turismo rural, cultura, gastronomia, hospedagem e experiências no campo para impulsionar o desenvolvimento regional.

O projeto foi estruturado com apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e da Instância de Governança Regional (IGR) Serras de Ibitipoca, em parceria com produtores rurais, empreendedores locais e as prefeituras de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

A programação oficial de lançamento acontece entre os dias 3 e 6 de junho e deve atrair cerca de 300 visitantes para a região, consolidando uma nova opção de turismo rural em um dos cenários mais preservados de Minas Gerais.

Turismo rural como motor de desenvolvimento no campo

A abertura oficial da rota será realizada na quarta-feira (3), no Rancho Minas Forno, localizado na comunidade de Cachoeira de São Bento, zona rural de Lima Duarte.

O evento contará com a palestra “Turismo Rural e Desenvolvimento: Parcerias que Transformam Vidas no Campo”, ministrada pela coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato da Emater-MG, Thatiana Daniella Garcia.

Além da solenidade de inauguração, a programação inclui caminhada ecológica, passeio ciclístico, lançamento de livro e atividades voltadas à valorização do patrimônio natural, histórico e cultural da região.

A expectativa dos organizadores é fortalecer o turismo rural como uma importante fonte complementar de renda para agricultores familiares e empreendedores do meio rural.

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Rota conecta propriedades rurais, gastronomia e natureza

A Rota Ferrovia da Bocaina reúne 21 empreendimentos distribuídos entre restaurantes, pousadas, bares, propriedades rurais e atrativos turísticos.

Os estabelecimentos estão localizados nas comunidades de Cachoeira de São Bento, Rosa Gomes, Souza do Rio Grande, São José do Palmital, São Domingos da Bocaina, Capoeira Grande, Dois Córregos e Viegas, abrangendo os municípios de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

Com aproximadamente 85 quilômetros de extensão, o roteiro está situado entre a Serra Negra e a Serra de Ibitipoca, uma das regiões turísticas mais conhecidas de Minas Gerais.

Além das belezas naturais, o trajeto preserva vestígios do antigo ramal ferroviário que, no passado, deveria ligar os municípios de Lima Duarte e Bom Jardim de Minas, agregando valor histórico à experiência dos visitantes.

Projeto fortalece renda e sustentabilidade nas comunidades rurais

De acordo com a extensionista da Emater-MG, Roberta Brangioni, a iniciativa tem potencial para ampliar as oportunidades econômicas das comunidades envolvidas e estimular o desenvolvimento rural sustentável.

A proposta busca integrar a atividade agropecuária ao turismo, criando novas fontes de receita para famílias rurais e fortalecendo pequenos negócios locais ligados à gastronomia, hospedagem, artesanato e lazer.

Segundo a extensionista, o projeto também contribui para a valorização da identidade cultural das comunidades e para a permanência das famílias no campo por meio da diversificação das atividades econômicas.

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Trabalho começou em 2024 com participação das comunidades

A construção da rota teve início em 2024, durante o II Seminário Regional de Turismo Rural promovido pela Emater-MG.

A iniciativa surgiu após a demanda apresentada por uma produtora rural interessada em desenvolver um roteiro turístico capaz de conectar os atrativos da região.

A partir disso, técnicos da Emater-MG, da IGR Serras de Ibitipoca e representantes dos municípios realizaram diagnósticos participativos utilizando a metodologia Mexpar para identificar potencialidades locais, oportunidades de negócios e necessidades de qualificação.

O trabalho incluiu visitas técnicas, orientações sobre boas práticas agropecuárias, manipulação de alimentos, atendimento ao turista e serviços de hospedagem.

Infraestrutura e novos investimentos devem ser estimulados

Para o técnico da IGR Serras de Ibitipoca, Márcio Lucinda, a nova rota também poderá impulsionar investimentos em infraestrutura e serviços nas comunidades rurais.

A expectativa é que o aumento do fluxo de visitantes incentive melhorias em acessos, sinalização, equipamentos turísticos e oferta de serviços, ampliando a competitividade da região no mercado de turismo de experiência.

Com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, a Zona da Mata Mineira fortalece sua posição como destino de turismo rural e reforça uma tendência cada vez mais presente no agronegócio brasileiro: a integração entre produção rural, preservação ambiental, cultura local e geração de renda no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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