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Agro

Exportações de milho do Brasil disparam em abril após paralisações na Argentina e ampliam espaço no mercado global

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As exportações brasileiras de milho registraram forte crescimento em abril e mais que dobraram na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionadas principalmente pelas paralisações logísticas na Argentina, um dos principais concorrentes do Brasil no mercado internacional do cereal.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o Brasil embarcou 473,875 mil toneladas de milho no mês passado, avanço de 165,7% frente às 178,347 mil toneladas exportadas em abril de 2025.

Mesmo com queda de 6,3% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 254,9, a receita gerada pelas exportações avançou 149%, alcançando US$ 120,813 milhões.

Greves na Argentina abriram espaço para o milho brasileiro

O avanço das exportações brasileiras ocorreu em meio a uma série de paralisações na Argentina, importante fornecedora global de milho.

Segundo agentes do mercado, a greve geral contra as reformas trabalhistas do presidente Javier Milei e a paralisação de caminhoneiros argentinos no início de abril comprometeram o fluxo logístico e dificultaram embarques nos portos do país vizinho.

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Os protestos envolveram bloqueios em acessos portuários e reivindicações relacionadas ao aumento dos custos operacionais, pressionados pela alta dos combustíveis em meio às tensões no Oriente Médio.

Com dificuldades para cumprir contratos de exportação originados na Argentina, tradings internacionais recorreram ao milho brasileiro para atender importadores já comprometidos com compras anteriores.

Oriente Médio amplia compras de milho do Brasil

O redirecionamento da demanda internacional favoreceu principalmente os embarques brasileiros para países do Oriente Médio e Norte da África.

O Egito foi um dos destaques do período. As exportações brasileiras de milho para o país saltaram para 89,5 mil toneladas em abril, volume 13 vezes superior às 6,8 mil toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior.

A Arábia Saudita também ampliou significativamente suas compras. Os embarques brasileiros passaram de apenas 416 toneladas em abril de 2025 para 36,159 mil toneladas no mês passado.

Nos Emirados Árabes Unidos, as exportações cresceram de 494 toneladas para aproximadamente 14 mil toneladas no mesmo intervalo.

Irã segue como principal destino do milho brasileiro

Apesar da expansão das vendas para outros mercados, o Irã permaneceu como principal importador do milho brasileiro em abril.

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Os embarques para o país somaram 134,668 mil toneladas, volume 6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o Brasil exportou 143,509 mil toneladas.

Mesmo com o conflito no Oriente Médio impactando custos logísticos e fretes marítimos, as exportações para o mercado iraniano continuaram ocorrendo, ainda que em ritmo mais lento.

Brasil amplia competitividade no mercado internacional

O desempenho das exportações em abril reforça a capacidade do Brasil de ampliar participação no comércio global de milho em momentos de instabilidade logística internacional.

Além da competitividade do cereal brasileiro, o mercado acompanha o potencial da segunda safra, que deverá ter papel decisivo na oferta exportável ao longo do segundo semestre.

Com demanda internacional aquecida e possíveis oscilações no fluxo de embarques de países concorrentes, o milho brasileiro segue ganhando espaço estratégico no abastecimento global do cereal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mapa e Polícia Federal apreendem 48 toneladas de açúcar com suspeita de adulteração no Porto de Paranaguá (PR)

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Uma operação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Polícia Federal (PF) resultou na apreensão de aproximadamente 48 toneladas de açúcar VHP com suspeita de adulteração no corredor de exportação do Porto de Paranaguá (PR).

Durante teste preliminar realizado no momento da coleta das amostras, a fiscalização identificou a presença de materiais insolúveis, aparentemente areia, em quantidade superior ao limite permitido pela legislação, indicando possível adulteração da carga e desconformidade com os padrões de qualidade exigidos para o produto.

Esse tipo de análise é utilizado para verificar a pureza do açúcar e identificar possíveis contaminações ou adulterações.

Diante da suspeita, auditores fiscais federais agropecuários do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR) realizaram a coleta de amostras, encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA/GO) para confirmação analítica e adoção das medidas administrativas cabíveis.

A operação integra uma articulação permanente entre a Polícia Federal, autoridades portuárias e o Mapa no combate a fraudes em cargas de exportação, desenvolvida desde 2024. A atuação conjunta tem fortalecido a segurança, a rastreabilidade e a credibilidade das operações realizadas no Porto de Paranaguá, especialmente em cargas de granéis agrícolas, como soja, farelo de soja e açúcar.

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Caso seja confirmada a presença de matéria estranha em níveis incompatíveis com os padrões regulamentares, a carga poderá ser desclassificada e considerada imprópria para consumo, conforme previsto na legislação federal. A confirmação de fraude também poderá resultar em sanções administrativas e desdobramentos criminais.

O Brasil é atualmente o maior produtor e exportador mundial de açúcar, responsável por cerca de 25% da produção global e aproximadamente 50% das exportações mundiais. Em 2024, o país exportou volume recorde de 38,24 milhões de toneladas, com receita superior a US$ 18,6 bilhões.

Operações de fiscalização são fundamentais para garantir a integridade das cargas exportadas, preservar a confiança dos mercados internacionais nos produtos agropecuários brasileiros e proteger a credibilidade do sistema de fiscalização nacional. Fraudes, adulterações ou contaminações em cargas destinadas à exportação podem comprometer mercados estratégicos, ampliar exigências sanitárias e gerar prejuízos econômicos e reputacionais ao agronegócio brasileiro.

A empresa responsável pela carga foi autuada. Como não há rastreabilidade sobre o material misturado ao açúcar, o produto foi considerado um risco à defesa agropecuária. Em razão disso, o Mapa deverá determinar a destruição da carga, conforme previsto na legislação ambiental vigente.

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Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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