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Exportações de mel caem em volume, mas alta de preços impulsiona receita brasileira em 2025

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Brasil registra queda no volume exportado, mas fatura mais com mel em 2025

As exportações brasileiras de mel “in natura” somaram 34.468 toneladas em 2025, uma redução de 9,1% em comparação a 2024, quando os embarques alcançaram 37.931 toneladas.

Apesar do recuo no volume, a receita total aumentou 15,8%, atingindo US$ 116,47 milhões, conforme o Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), com base em dados do Agrostat Brasil.

O preço médio nacional também apresentou expressiva valorização, subindo 27,5% e chegando a US$ 3.379,13 por tonelada, reflexo da demanda internacional e de ajustes cambiais.

Paraná ganha destaque com aumento expressivo na receita

O Paraná consolidou-se como o terceiro maior exportador de mel natural do país em 2025, com 5.983 toneladas embarcadas e receita de US$ 20,07 milhões. O preço médio estadual ficou em US$ 3.354,38 por tonelada, superior ao de 2024.

No ano anterior, o estado havia exportado 3.969 toneladas, faturando US$ 10,39 milhões, com preço médio de US$ 2.619,05 por tonelada — um avanço significativo em volume e valor médio por tonelada.

Minas Gerais e Piauí lideram exportações nacionais de mel

Minas Gerais manteve a liderança nacional em 2025, com 7.722 toneladas exportadas e receita de US$ 26,38 milhões, a um preço médio de US$ 3,42 por quilo.

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Em 2024, o estado havia registrado 7.761 toneladas e US$ 21,48 milhões em receita, com valor médio de US$ 2,77 por quilo.

O Piauí ficou em segundo lugar, exportando 6.564 toneladas e faturando US$ 21,67 milhões. Apesar da boa performance, o estado apresentou queda de 34,6% no volume exportado em relação a 2024, quando enviou 10.032 toneladas, mas obteve alta no preço médio, que subiu de US$ 2,55 para US$ 3,30 por quilo.

Já Santa Catarina ocupou a quarta posição, com 4.822 toneladas exportadas e receita de US$ 16,48 milhões, mantendo desempenho estável frente ao ano anterior.

Estados Unidos seguem como principal destino do mel brasileiro

Os Estados Unidos continuaram sendo o maior importador do mel brasileiro em 2025, respondendo por 84,2% do total exportado. O país adquiriu 29.026 toneladas, com receita de US$ 97,78 milhões e preço médio de US$ 3,37 por quilo.

Mesmo com a aplicação de uma tarifa de 50% sobre o mel brasileiro a partir de agosto de 2025, as vendas para o mercado norte-americano caíram apenas 3,2% em volume, mas a receita aumentou 24,3%, impulsionada pelo maior preço pago por tonelada.

Tarifa norte-americana impacta dinâmica das exportações

Os efeitos da sobretaxa imposta pelos Estados Unidos começaram a aparecer ao longo do segundo semestre de 2025.

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Agosto: importações de 2.941 toneladas, movimentando US$ 10,67 milhões, com aumento em relação ao mesmo mês de 2024, devido à antecipação de compras.

  • Setembro: queda para 2.338 toneladas e US$ 8,44 milhões em receita, mas com alta no preço médio.
  • Outubro: embarques de 1.643 toneladas, faturando US$ 5,50 milhões, com menor volume, porém maior receita frente ao ano anterior.
  • Novembro: forte retração, com 1.433 toneladas e US$ 3,16 milhões, redução de 63% no volume ante 2024.
  • Dezembro: 1.419 toneladas exportadas, queda de 39,8%, e receita de US$ 4,97 milhões, 29,8% menor, embora com recuperação no preço médio, que atingiu US$ 3.508 por tonelada.
Setor apícola enfrenta incertezas e busca novos mercados

O setor apícola brasileiro encerrou 2025 sob um cenário de incertezas, especialmente pela manutenção da tarifa de 50% sobre o mel no mercado norte-americano.

A continuidade desse cenário dependerá das negociações bilaterais entre Brasil e EUA e da capacidade do país em abrir novos destinos comerciais.

Além das barreiras tarifárias, o segmento enfrenta desafios logísticos e sanitários, fatores que podem influenciar o desempenho das exportações no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso aposta em florestas plantadas para garantir biomassa ao setor de etanol

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O avanço da produção de etanol de milho em Mato Grosso tem levantado um alerta sobre a disponibilidade de biomassa para abastecer as caldeiras das usinas. Segundo o governo estadual, a utilização de madeira proveniente da supressão vegetal não será suficiente para atender à demanda crescente do setor.

Diante desse cenário, o Estado lançou um plano estratégico para ampliar a produção de biomassa de origem sustentável, com foco no uso industrial.

Crescimento do etanol de milho pressiona demanda por biomassa

O aumento acelerado das usinas de etanol de milho tem elevado significativamente a necessidade de matéria-prima para geração de energia. Atualmente, a biomassa utilizada nas caldeiras inclui tanto madeira nativa quanto madeira de florestas plantadas, como o eucalipto.

No entanto, o governo avalia que a oferta proveniente da supressão vegetal — permitida dentro dos limites legais — não será suficiente para sustentar a expansão do setor no longo prazo.

Plano estadual prevê expansão de florestas plantadas até 2040

Para enfrentar esse desafio, Mato Grosso lançou, no fim de março, um plano com horizonte até 2040 que prevê a ampliação das áreas de florestas plantadas no Estado.

A meta é expandir a área atual de aproximadamente 200 mil hectares para cerca de 700 mil hectares, garantindo maior oferta de biomassa de origem renovável e reduzindo a dependência de madeira nativa.

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Debate ambiental envolve uso de madeira nativa

O tema ganhou relevância após a realização de uma audiência pública, no início do mês, que discutiu o uso de vegetação nativa nos Planos de Suprimento Sustentável (PSS) por grandes consumidores de matéria-prima florestal.

A discussão ocorre também no contexto de um inquérito aberto pelo Ministério Público em 2024, que investiga possíveis irregularidades no uso de madeira nativa por indústrias, incluindo usinas de etanol.

Apesar disso, o governo estadual afirma que não há ilegalidade nos processos atuais, destacando que a legislação brasileira permite ao produtor rural realizar a supressão de parte da vegetação em sua propriedade, gerando biomassa para uso econômico.

Transição busca reduzir dependência de vegetação nativa

Mesmo com respaldo legal, o Estado reconhece que o uso contínuo de madeira oriunda da supressão vegetal não é sustentável do ponto de vista estratégico.

Por isso, o plano prevê uma fase de transição, com incentivo à substituição gradual dessa fonte por biomassa proveniente de florestas plantadas e manejo sustentável.

A expectativa é que, até 2035, políticas de descarbonização contribuam para reduzir significativamente a dependência da supressão de vegetação nativa.

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Oferta futura pode ser insuficiente sem planejamento

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, mesmo que Mato Grosso ainda possua áreas passíveis de supressão no futuro, o volume disponível não será suficiente para atender à demanda crescente da indústria.

Esse cenário reforça a necessidade de planejamento antecipado para garantir o abastecimento energético das usinas e evitar gargalos na expansão do setor.

Potencial para manejo sustentável e reflorestamento

O Estado destaca que cerca de 60% do território de Mato Grosso permanece preservado, com potencial para geração de biomassa por meio de manejo florestal sustentável.

Além disso, há áreas degradadas ou com baixa produtividade que podem ser destinadas ao reflorestamento, ampliando a oferta de matéria-prima sem pressionar novas áreas de vegetação nativa.

Expansão do setor de etanol reforça urgência da estratégia

Mato Grosso, maior produtor de etanol de milho do país, contava até o ano passado com dez usinas em operação, além de diversos projetos em desenvolvimento.

Diante desse cenário de crescimento, o fortalecimento de uma base sustentável de biomassa se torna essencial para garantir a continuidade da expansão industrial com equilíbrio ambiental e segurança energética.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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